Resenha - Enthrone Darkness Triumphant - Dimmu Borgir

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Maurício Gomes Angelo
Enviar Correções  

8


Terceiro álbum "full-lenght" desta excelente banda de black metal norueguesa, "Enthrone Darkness Triumphant" é uma evolução natural dos álbuns anteriores, e com uma produção muito melhor. Aquele black metal agressivo, melodioso, de teclados climáticos, vocais cortantes e riffs fantásticos mostra-se uma delícia aos ouvidos.

publicidade

Não que Shagrath (vocais rasgados) e Silenoz (vocais limpos) não chamem a atenção no trabalho de vozes. Elas soam bem entrosadas e com um timbre ímpar, mas o que eles conseguem fazer no instrumental é muito mais impressionante!

Se você não ouve qualquer tipo de metal extremo por achar o instrumental muito repetitivo e maçante, eis aqui a sua salvação! Primeiro que os teclados sempre fazem questão de entrar no momento mais oportuno possível e deixar a música ainda melhor. Méritos para Aarstad, o mais "simpático" do grupo. A cozinha arrebatadora e maciça não deixa nem você parar para blasfemar. São realmente impressionantes.

publicidade

Mas isso não é nada comparável ao que Erkekjetter Silenoz (guitarrista e principal compositor do grupo) prepara para nossos ouvidos. Ele realmente domina o instrumento com andamentos destruidores, cavalgadas, riffs e alguns (poucos – e geniais) solos. Tudo tão rico, pesado, impactante e diferenciado que seria perda de tempo tentar compreender. Mais interessante é ficar com um "whiplash" em apreciá-lo.

publicidade

O que essa junção de vozes infernais e instrumental criativo e pesado conseguem criar são músicas como "Mourning Place" (todo destaque para os teclados), "In Death´s Embrace" (perfeição por todos os lados), "Entrance" (melodia e brutalidade de mãos dadas), "Master of Disharmony" (carnificina pura) e o caos melódico de "A Succubus in Rapture".

publicidade

O encarte foge do padrão comum (tá, tá – tem a tradicional foto de "filhos de Lúcifer espalhando a destruição pela terra" – mas sem isso não é cd de black metal). A arte é muito interessante e bem feita e não se sabe o porque da Nuclear Blast ter se recusado de colocar a letra de "Tormentor of Christian Souls" nele.

É isso: 56 minutos de metal extremo, que em vez de soarem repetitivos e sem criatividade como a maioria, soam bem agradáveis e passam sem serem percebidos. Dá vontade de fazer uma nova visitinha ao inferno.

publicidade


Outras resenhas de Enthrone Darkness Triumphant - Dimmu Borgir

Resenha - Enthrone Darkness Triumphant - Dimmu Borgir



Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Pseudônimos no Black Metal: De entidades pagãs a O Senhor dos AnéisPseudônimos no Black Metal
De entidades pagãs a O Senhor dos Anéis


Dimmu Borgir: É ótimo entrar em um território povoado apenas pelo A-HaDimmu Borgir
"É ótimo entrar em um território povoado apenas pelo A-Ha"

Slayer: conheça outras capas do brasileiro Marcelo VascoSlayer
Conheça outras capas do brasileiro Marcelo Vasco


Separados no nascimento: Alice Cooper e GretchenSeparados no nascimento
Alice Cooper e Gretchen

Manowar: o dia em que a banda arregou pro Twisted SisterManowar
O dia em que a banda arregou pro Twisted Sister


Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

Mais matérias de Maurício Gomes Angelo no Whiplash.Net.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin