Resenha - Ashes - Tristania
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 21 de fevereiro de 2005
E finalmente aconteceu o que muitos previam: o Tristania tomou rumos bem diferentes do estilo musical que o consagrou como um dos maiores ícones do Gothic Metal mundial. Isso era óbvio, pois com a saída de Morten, um dos principais compositores que ajudou a definir o estilo que tornou a banda famosa, o Tristania acrescentou mais dois vocalistas à banda e gravou o ótimo "World Of Glass", excursionou pelo mundo todo e tirou um bom período de descanso.
Tristania - Mais Novidades
Agora, depois de quatro anos e tempo para se reciclarem, esses noruegueses vêm com seu novo registro "Ashes". E como foi dito, mudaram bastante sua sonoridade, apresentando faixas mais variadas entre si, porém as novas composições soam em certos momentos relativamente estranhas, como se fosse uma nova banda de definindo musicalmente, procurando seu caminho.
O que antes era pesado, gótico e muito intenso, hoje está mais lento, climático e viajante, mesclado com poucas características do que conhecíamos como Tristania de poucos anos atrás. Com uma tendência bem mais gótica e de arranjos mais complexos, "Ashes" traz canções bem poéticas tocadas por músicos estupendos, os violinos ainda marcam sua presença, corais muito bem encaixados, a atuação de todos os vocalistas está excelente, mas como um todo o resultado ficou bem distante do padrão de qualidade de seus álbuns anteriores.
A faixa "Libre", que abre o álbum, tem ainda aquela distorção característica, ótimos teclados e é cantada pelos três vocalistas, sendo o grande destaque do álbum juntamente com "Equilibrium", que é mais acústica, cheia de variações, onde a voz de Vibeke brilha pela sua maciez. À partir daí temos uma sucessão de altos e baixos, com canções com várias mudanças de tempo, oscilando entre o peso e as baladas, porém em vários momentos infelizmente se torna cansativo.
"Ashes" é um álbum que dividirá muitas opiniões, pois é inegável que possui suas qualidades, e quem nunca escutou seus registros anteriores poderá vir a apreciar. Agora, quem acompanha o Tristania desde seu primeiro EP de 97 e conhece a música que fizeram num passado não tão distante, aí já é outra história, pois após a audição deste álbum poderá existir aquela sensação de vazio, de que falta algo...
Tristania - Ashes
(2005 – distribuído por Hellion Records)
01. Libre
02. Equilibrium
03. The Wretched
04. Cure
05. Circus
06. Shadowman
07. The Gate (Bonus Track)
08. Endogenesis
09. Bird
Homepage: www.tristania.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
Baterista do Linkin Park tenta tocar Paralamas e é detonado: "João Barone dá de mil nele"
O disco dos anos 70 que David Ellefson considera perfeito
A opinião de Bruce Dickinson sobre o Cannibal Corpse em 1994
Kiko Loureiro respeita muito Tony Iommi, mas acha que guitarrista do Black Sabbath é "quadrado"
O que o Nightwish pedia para Anette Olzon mudar no palco, segundo a própria
O curioso conselho de James Hetfield para vencer a bebida e ficar sóbrio para sempre
A música que fracassou em inglês e virou um hit nacional dos anos 1960
A banda dos anos oitenta que mudou a forma como Bono enxergava os Estados Unidos
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?
David Gilmour elege a canção mais perfeita de todos os tempos
Bandas em família que terminaram mal
O que Raul quis dizer com "Quando eu jurei meu amor, eu traí a mim mesmo" em "Medo da Chuva"?

Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida



