Resenha - Juno - Márcio Rocha
Por Marcos A. M. Cruz
Postado em 19 de setembro de 2000
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Um dos maiores desafios que enfrentamos quando vamos resenhar algum CD é o de tentar passar ao leitor uma idéia do trabalho que temos em mãos; geralmente nos valemos do velho recurso de compará-lo a outros já existentes, de preferência "clássicos" que todos conhecem. Porém há duas ocasiões nas quais esta comparação se torna ineficaz: a) quando se trata de um trabalho experimental; b) quando estamos nos movendo basicamente no terreno das sensações, pois por melhor descritas que estejam sempre vão girar em torno de conceitos meramente subjetivos.

No cd em questão, não há nada de experimental - ao contrário, musicalmente falando não traz nada de novo - mas em compensação apresenta uma feliz combinação de harmonias e acordes, que fluem naturalmente nos temas apresentados, nos movendo por territórios além da nossa compreensão lógica.
Márcio Rocha é um músico, compositor e arranjador, formado em violão clássico pela Escola de Música Villa Lobos, atualmente integrante do Luz de Ásia, que lançou em 1999 o Amistad, seu terceiro CD, e o primeiro com a participação do violinista, que está junto à banda desde 1995.
Este é o primeiro álbum solo de Márcio, que levou longos três anos para ser gravado, e conta com a participação de músicos atuantes em diversas fronteiras, como Alexandre Fonseca (Pepeu Gomes), Denner Campolina (Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal), Cláudio Cepeda (Anima Dominum) e André Mello (Tempus Fugit).
As músicas se sucedem basicamente calcadas em temas instrumentais - afinal, das onze faixas apenas quatro possuem vocais - todas com uma característica em comum, que é a valorização da sonoridade acústica, tendo sido esta justamente a intenção de Márcio, que se permitiu apenas o uso de um moog em "Fly With Your Winds". Talvez por isto mesmo esta faixa soe um pouco deslocada perante as demais, lembrando bastante o trabalho de alguns grupos de rock progressivo britânicos setentistas, agravado ainda mais pelo fato de ser cantada em inglês.
Voltando ao parágrafo inicial, talvez um ponto de referência a este trabalho seja catalogá-lo como "progressivo instrumental com influências de new age, música erudita e MPB", embora este rótulo se revele insuficiente para descrevê-lo em todas as suas nuances.
Ouvi comentários de que Márcio já estaria preparando seu segundo CD solo, no qual pretende se aprofundar ainda mais nas influências indianas que norteiam algumas faixas do seu CD de estréia. Espero que não demore tanto quanto este para ser concluído - embora isto seja até natural, face o carinho com o qual foi feito - e desde já estou aguardando o novo trabalho com ansiedade!
Faixas:
Samadhi
Desolation Of Fools
Horizonte
Vento
Concertino
Juno
Instante
Odisséia
Fly With Your Winds
Wind
Samadhi
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Não somos um cover, somos a banda real", diz guitarrista do Lynyrd Skynyrd
A música do Metallica que foi inspirada em "Run to the Hills" (e virou um "patinho feio")
Rob Halford revela por que deixou o Judas Priest após "Painkiller"
Cinco versões "diferentonas" gravadas por bandas de heavy metal
Type O Negative ainda não conseguiu convencer tecladista a voltar
Andi Deris lembra estreia do Helloween no Brasil em 1996
O único membro do "Angraverso" que tem uma boa gestão de imagem e carreira
A lenda do rock que ajudou o AC/DC a abrir caminho nos EUA, segundo Malcolm Young
A banda dos anos 80 que Pete Townshend trocaria por 150 Def Leppards
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
Tecladista do Guns N' Roses defende "Chinese Democracy"
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
Os artistas que passaram toda carreira sem fazer um único show, segundo Regis Tadeu
A música do Helloween na fase Andi Deris que Kai Hansen adora
A diferença entre alguém que bebe muito e um alcoólatra, segundo Lemmy Kilmister
Megadeth: história, curiosidades, discografia e formações
"Era um pecado mortal você dizer que gostava de Led Zeppelin nos anos oitenta", diz Lobão

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



