Artista que fez capa de "Roots" considerou processo de criação um "pé no saco"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 21 de fevereiro de 2026
Sexto disco de estúdio do Sepultura, "Roots" completou 30 anos na última sexta-feira (20 de fevereiro). Agressivo e intenso, o trabalho funde o peso característico do metal com elementos da música brasileira.
O conceito de "Roots" também se estende à parte gráfica, já que a capa traz a imagem de um indígena. A foto que originou a arte foi retirada de uma nota de 1.000 cruzeiros. Segundo o jornalista Henrique Inglez de Souza, a ideia partiu de Max Cavalera, guitarrista e vocalista original do Sepultura.
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Andreas Kisser gostou da proposta. O guitarrista destacou que a imagem fugia da combinação de cores tradicionalmente associada ao Brasil, como mostra seu depoimento.

"Mostrou uma coisa pré-portugueses, pré-bandeira. E fugimos do verde-amarelo, o que foi fenomenal. Poderíamos ter sido óbvios e usado algo verde e amarelo, mas ficaria meio pra gringo ver. Mas fomos por outra direção. É um disco diferente. Teria que ter uma capa diferente. Isso era inevitável."
A arte de "Roots" foi assinada pelo norte-americano Michael Whelan. Segundo declaração do próprio artista, divulgada por Henrique, o processo de criação não foi dos mais tranquilos.
"Confiei demais no digital, e problemas técnicos quase atrapalharam o projeto quando meu computador do estúdio queimou. Eu tinha que dirigir uma hora todas as manhãs até o estúdio de um colega para usar seu equipamento, e isso no inverno, durante uma tempestade de gelo. Acabou sendo um pé no saco preparar essa arte."
Embora seja o maior sucesso comercial do Sepultura, "Roots" também remete ao período mais turbulento da história da banda. Foi durante a turnê de divulgação do disco que Max Cavalera deixou o grupo, após desentendimentos com os demais integrantes. Mas essa é uma história para outra matéria, que você pode conferir a seguir.
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