Resenha - Metalhead - Saxon

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Por André Toral
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Estamos frente a uma banda que, como qualquer outra, passou por vários problemas (como trocas de formações) e, acredite, indefinição musical, quando apostava no hard rock para seguir em sua antiga gravadora, a EMI.

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O Saxon, desde Dogs Of War, vem superando todos estes problemas. Em seu álbum antecessor, Unleash The Beast, compôs um dos mais belos momentos de sua carreira.

Para este ano, a banda retorna com Metalhead, um álbum que segue o peso espalhado por suas 11 músicas. Para não perder o costume, a bateria está agora ocupada por Fritz Randow. Ao escutarmos os primeiros acordes da faixa-título, notamos um Saxon mais pesado e menos rápido. A voz de Biff Byford está menos aguda e mais grave, dando uma variada de tons em todo o álbum.

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A faixa Metalhead é fenomenal, bem construída e forte para situações de shows, com alguns efeitos de vozes em sua estrutura. Travellers In Time reafirma e reforça o que o Saxon quis mostrar com o álbum; as guitarras de Doug Scarratt e do velho Paul Quinn soam sincronizadas, perfeitas e pesadas, provando esta ser uma das melhores duplas da atualidade. Conquistador tem um início com violões clássicos, antecedendo a enxurrada de peso; a melodia vocal é soberba e o refrão é típico para ser cantado em shows. Um destaque é o novo baterista, que se mostra muito bem entrosado com o andamento desta música.

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Outra que merece destaque absoluto, engrandecendo o espírito heavy metal deste álbum, é Song Of Evil; tem um riff inicial matador e uma estrutura que lhe dá o direito de fazer parte de situações ao vivo. All Guns Blazing é outra que pode ser considerada um clássico imediato; esta é a música mais aproximada de seu álbum antecessor, Unleash the Beast. Rapidez, peso e guitarras pesadas formam seu conteúdo. Watching You também merece destaque; tem um riff central que dita toda a estrutura que compõe seu conteúdo. Sea Of Life já faz parte daquilo que podemos chamar de balada metálica, devido ao peso misturado com momentos mais calmos; Biff Byford se mostra de vez um excelente músico, pois consegue encaixar sua melodia de maneira exata em canções deste tipo. Enfim, um Saxon mais lento e arrastado do que vínhamos escutando mas não menos excelente, pois Metalhead veio para confirmar o que ficou claro na última vez em que a banda se apresentou no Brasil (Monsters Of Rock'98): seu negócio é heavy metal!

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Sobre André Toral

Formado em Administração de Empresas. Curte Hard clássico dos anos 70 e início dos 80; Heavy Metal é sua religião.

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