Resenha - Major Impacts 2 - Steve Morse
Por Daniel Dutra
Postado em 21 de julho de 2004
Nota: 9 ![]()
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Quando os tributos já apresentavam os primeiros sinais de cansaço, Steve Morse (Deep Purple) teve uma idéia bacana para homenagear seus ídolos - sim, um dos melhores guitarristas de todos os tempos reverenciado aqueles que o influenciaram. Major Impacts foi lançado em 2000 com cada uma de suas 11 canções escritas para soar exatamente como determinado músico ou banda. Jimi Hendrix, Jeff Beck, Jimmy Page, John McLaughlin, George Harrison, Cream, Rolling Stones e Yes, entre outros, foram lembrados.
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Quatro anos depois, Major Impacts 2 ganha vida e suas 13 músicas são uma seqüência digna no primeiro volume, ou seja, o disco é muito, muito bom. A semi-acústica Wooden Music abre o CD com referência a Crosby, Stills, Nash & Young, algo que você ou identifica logo ou é obrigado a fazer um leve trabalho de associação. Explico: a ordem das faixas está invertida no encarte, não bate com a contracapa. Por quê? Ora, é para você exercitar os ouvidos e a memória mesmo.
Um pedaço de goiabada cascão com queijo minas para quem tiver 100% de aproveitamento, mas algumas são bem tranqüilas de acertar. Os primeiros acordes de Where Are You? denunciam logo que a homenagem é ao The Who, assim como a excelente Errol Smith nem precisava do nome apontando para o Aerosmith. Bastavam o riff e a levada, mas ela está entre as melhores do álbum, ao lado de Organically Grown (Emerson, Lake & Palmer), a country Tri County Barn Dance (Bluegrass) e Leonard's Best (Lynyrd Skynyrd), esta com um piano discreto e bem legal.
Curiosamente, a veia country aparece também em Ghost of the Bayou, que Morse dedica a seu avô materno, Cajun. Abracadab é outra amostra da influência que o rock progressivo teve sobre o genial guitarrista, agora pelo lado do Genesis. 12 Strings on Carnaby St. tem um quê de Beatles, mas a fonte citada é Yardbirds e os Fab Four entram por tabela na menção ao pop britânico de bandas como Hollies e Small Faces. Apesar de um trabalho mais calmo em Cool Wind, Green Hills (belo dedilhado para lembrar da música celta) e Air on a 6 String (reverência à música clássica, principalmente Johan Sebastian Bach), Morse brilha mesmo é nos momentos mais rock'n'roll.
Zig Zags tem um groove muito bom, algo que o ZZ Top perdeu há muito tempo, e a ótima Motor City Spirit traz mais alguns riffs deliciosos. Também, as influências são nada mais que Ted Nugent, Deep Purple e Spirit (para este último, leia-se o guitarrista Randy California). Acompanhado pelo batera Van Romainde e o baixista Dave La Rue, fiéis escudeiros na Steve Morse Band, Morse brinda os fãs com mais um trabalho de imenso bom gosto. Mais do que um guitarristra fora de série, um compositor absolutamente talentoso.
(Magna Carta - importado)
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