Dorsal Atlântica: A Trilogia Do Caos
Por Ricardo Cunha
Postado em 23 de julho de 2020
Os três álbuns dos quais agora falaremos, dizem respeito à trilogia escrita por Carlos Lopes. O projeto era lançar um álbum triplo, que não aconteceu devido à realidade econômica do país e da banda. Porém, os três foram lançados separadamente, mantendo o conceito original. Toninho Hardcore (bateria) deixou a banda após Searching For The Light, sendo substituído por Guga. Assim, a formação final era composta por Carlos "Vândalo" Lopes (guitarra/vocal), Claudio "Cro-Magnon" Lopes (baixo) e Guga (bateria).
O lirismo, já como uma marca da Dorsal, aparece com mais força na ópera Searching For The Light, de 1990. Versando principalmente sobre as injustiças sociais no âmbito nacional, a banda fala das "… consequências de tantos desmandos em um possível futuro dominado por bicheiros, traficantes e uma elite insensível." Um disco, até certo ponto, difícil de entender. Pelo menos para a maioria, é o que parece ter ficado claro com o tempo. O segundo baterista, Hardcore, deixa a banda, para a entrada de Guga, que injetou ânimo e ajudou a banda a expandir sua música, como veremos nos álbuns seguintes.
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Musical Guide From Stellium, de 1992, "foi gravado em Belo Horizonte e, pela primeira vez, a banda teve uma produção profissional." Privilegiando temas místicos, compôs um dos discos mais originais e pesados de sua carreira – sendo este, o favorito deste que vos escreve. O álbum já apresenta uma evolução musical considerável e tem muitos destaques! Aliás, difícil é apontar momentos ruins, talvez haja partes menos e mais interessantes (de um ponto de vista pessoal) com em "Prision Cell Stage" e "Thy Will Be Done", respectivamente. De um modo geral o que se houve é um thrash metal bem construído e cheio de nuances.
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Em 1994 a banda lança o terceiro álbum da trilogia. Havendo atingido seu ponto alto em amadurecimento, a produção ficou digna das grandes bandas gringas. Alea Jacta Est, é a cereja do bolo do metal feito no terceiro mundo e a Dorsal se mostra uma banda com alto poder de destruição. Nesta parte da história, a banda "conta a saga de um Cristo negro e favelado nascido no Rio de Janeiro" através de músicas brutais, pesadas e técnicas em que houve espaço até para encaixar cantos gregorianos. Um momento excelente para banda e público. Apesar de que, segundo o autor, o conceito do álbum não foi compreendido em sua extensão tanto pelos críticos quanto pelos fãs.
"A trinca de ouro" do metal nacional, formada pelos discos acima, contam uma história de três partes. História esta, pouco sabida em teoria. Antes, porém, vivida por cada um de nós brasileiros no ceio da família, na escola, no trabalho, nas ruas e nos bares, no teatro e nas artes de uma forma geral. A história de um país e de um povo que desconhece sua força e que dobra os joelhos diante da autoridade. Sendo contra isto, precisamente, que a banda, personificada na figura do seu fundador, Carlos Lopes, tem lutado durante todos esses anos.
Se, conforme dito anteriormente, o Metallica, com seu Black Album me ajudou a ativar o super-poder da "auto-consciência", a Dorsal Atlântica, com estes três álbuns (que eu gosto de chamar de Trilogia Do Caos) me ajudou a ativar o super-poder da "consciência social".
FONTE: Esteriltipo Blog
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