Joanne Shaw Taylor: a joia rara do blues-rock inspirada por Hendrix e Vaughan
Por Jorge Felipe Coelho
Fonte: Rádio Catedral do Rock
Postado em 16 de abril de 2020
Quem ouve o som feito por Joanne Shaw Taylor logo percebe nuances de Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan, seus maiores inspiradores a barbarizar com a guitarra nas mãos desde o início da adolescência. O mérito inicial, entretanto, é de seu pai que chamava a atenção da filha, ainda criança, tocando Deep Purple e Thin Lizzy em casa. Foi essa pegada blues-rock que fez a inglesa ser descoberta aos 16 anos por Dave Stewart, do Eurythmics, e levada para trabalhar com ele.
Lançado em 2009 pela Ruf Records, White Sugar (de audição recomendadíssima) é seu debute de dez canções realmente açucaradas – como diz o nome – em suas próprias influências pessoais. Impossível ouvir a ótima faixa título e não lembrar de Stevie Ray Vaughan, a canção "Time Has Come" é um blues "raíz" capaz de causar inveja a Albert Collins. Confira no vídeo a seguir uma performance ao vivo:
Dominando totalmente seu instrumento, Joanne também brilha no álbum com sua linda voz grave, rasgada e bem colocada. Para isso, também investiu em uma linha soul music, como é o caso de "Just Another Word" e "Heavy Heart".
Com um trabalho de estreia que atingiu a 8ª posição nas paradas de álbuns de blues da Billboard nos EUA e que servia como uma credencial de suas habilidades, não tardaria para a guitarrista começar a ter sucesso no meio "bluesy". A publicação especializada britânica Blues Matters! elogiou Joanne chamando-a de "a nova cara do blues". Após Diamonds in the Dirt, o segundo trabalho com a veia blues-rock puro, Joanne ganhou o prêmio de melhor vocalista feminina no British Blues Awards em 2010 e 2011, além do prêmio de compositora do ano por sua música "Same As It Never Was", uma balada do álbum.
Dentro de um estilo musical de habilidades audaciosas com a guitarra onde predominam circuitos em clubes e teatros, seus longos cabelos loiros ganharam uma aparição global em um concerto para o Jubileu de Diamante (60 anos de reinado) da rainha Elizabeth, realizado no lado de fora do Palácio de Buckingham, na Inglaterra, em 2012. A estrela do blues foi recrutada por Annie Lennox, ex-Eurythmics, para conduzir a guitarra no hit do duo oitentista "There Must Be An Angel (Playing With My Heart)" usando um grande par de asas de anjo em frente a uma multidão. Foi até elogiada por Stevie Wonder, que adorou o timbre limpo de seu instrumento.
Desde que tocou para o maior público de sua vida até 2016, Joanne produziu os álbuns Almost Always Never, Songs From The Road (ao vivo), The Dirty Truth e Wild, que se tornou sua primeira entrada no top 20 da parada de álbuns do Reino Unido. Observando a crescente carreira da guitarrista, a Sony Music trouxe Joanne para seu casting de artistas em 2018.
No primeiro álbum da nova parceria saído em 2019, Reckless Heart, ainda que predomine mais o rock direto e menos o blues-rock de outrora, seu DNA "blueseiro" é altamente perceptível. É o caso da própria faixa de abertura "In the Mood". O trabalho combina grooves vintage com um toque moderno e Joanne mostra seus vocais mais poderosos. O single "Bad Love" também teve um videoclipe lançado, confira abaixo:
Já em 2020, Joanne lançou um EP com 5 faixas blues que complementam seu primeiro álbum pela Sony, a compilação se chama Reckless Blues. Apenas em seu primeiro trabalho por uma grande gravadora e com toda versatilidade que passeia entre rock, soul e blues, é certo que iremos ouvir falar mais em Joanne Shaw Taylor futuramente. Deixo abaixo algumas recomendações de músicas que comprovam sua habilidade musical e servem para abrir o apetite de um iniciante na audição dessa joia rara do blues-rock:
Blues: White Sugar, Time Has Come, Blackest Day / Soul: Just Another Word, Beautifully Broken, Same As It Never Was / Rock: Going Home, Wanna Be My Lover, No Reason To Stay, In the Mood.
Enjoy!
Leia mais no Boletim do JF, disponível no link abaixo.
https://radiocatedraldorock.com/?p=350
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Baterista do Linkin Park tenta tocar Paralamas e é detonado: "João Barone dá de mil nele"
A opinião de Bruce Dickinson sobre o Cannibal Corpse em 1994
O disco dos anos 70 que David Ellefson considera perfeito
A canção dos anos 60 que Geddy Lee diz ser "heavy metal antes de existir heavy metal"
O que o Nightwish pedia para Anette Olzon mudar no palco, segundo a própria
A música que fracassou em inglês e virou um hit nacional dos anos 1960
A reação de Dirk Verbeuren ao anúncio do fim do Megadeth
James Hetfield revela sua maior influência como guitarrista de metal: "É o mestre dos riffs"
Kiko Loureiro respeita muito Tony Iommi, mas acha que guitarrista do Black Sabbath é "quadrado"
A emocionante música do Metallica que foi tocada em apenas um show da banda
O desconhecido conjunto brasileiro que Beatles gostou tanto que resolveu espiar o ensaio
O cara mais bonito do rock brasileiro segundo Nelson Motta: "Virou um coroa lindo"

Téléphone: A banda que revolucionou a música francesa
A curiosa trajetória de Wagner "Antichrist" Lamounier um dos fundadores da lendária Sarcófago
AC/DC: os últimos dias do vocalista Bon Scott



