Patinhos feios: grandes álbuns que são subestimados - Parte 1

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Por Mateus Ribeiro, Fonte: Sou o redator da matéria
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Desde que o heavy metal surgiu, grandes álbuns foram lançados e até os dias de hoje são considerados clássicos. Quem aqui nunca ouviu falar de "Paranoid" (Black Sabbath), "Master Of Puppets" (Metallica" ou "Reign In Blood" (Slayer), não é mesmo?

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Existem também os discos que são considerados uma belíssima porcaria de maneira quase unânime. "St. Anger", do Metallica, talvez seja o maior exemplo disso.

Porém, ainda existem aqueles discos que são injustamente criticados e que acabam quase que esquecidos no meio da discografia de alguns artistas renomados. Confira alguns desses discos subestimados, que são grandes "patinhos feios" do metal.

"Soundtrack To Your Escape" - In Flames: quem é fã da banda sabe que desde o início, a sonoridade dos caras foi mudando, agregando elementos um tanto quanto modernos para a época. Porém, os seguidores de Björn Gelotte e sua turma quase caíram da cadeira com o disco "Reroute To Remain", lançado em 2002, que veio cheio de influências até mesmo de new metal, porém, mantendo a identidade da banda.

Alguns fãs praticamente desistiram do In Flames, e a indiferença de alguns refletiu no álbum seguinte, "Soundtrack To Your Escape", que é o disco mais moderno, controverso e diferente lançado pela banda até os dias de hoje. Apesar de muito pesado e bem construído, ficou meio escondido no meio da discografia do In Flames, que passava por um momento de transição.

Fato é que um álbum que tem músicas como "My Sweet Shadow", "F(r)iend", "Touch Of Red", "Like You Better Dead", "The Quiet Place" e "Evil In A Closet" merece MUITO respeito.

"The World Needs A Hero" - Megadeth: o sucessor do polêmico "Risk" é uma espécie de resgate ao som que a banda fazia, porém, com músicas mais acessíveis do que as da primeira fase do grupo. Talvez, pelo descaso de algumas pessoas com "Risk", a atenção recebida por "The World Needs A Hero" não foi das maiores. Também contribui o fato de que mais uma vez, a banda mudava de formação, com a entrada do guitarrista Al Pitrelli no lugar do inesquecível Marty Friedman.

Apesar da horrorosa "Motopsycho", o disco tem ótimos momentos, como "Disconnected", "1000 Times Goodbye", "Return To Hangar" (continuação de "Hangar 18"), "Drean And The Fugitive Mind" e a balada "Promises".

Curiosidade: "The World Needs A Hero" seria o último disco do Megadeth, já que um ano após seu lançamento, Dave Mustaine encerrou as atividades da banda, voltando atrás dois anos depois.

"Volume 8: The Threat Is Real" - Anthrax: é bem verdade que a fase John Bush no Anthrax é completamente subestimada, principalmente pelos viúvos que vivem presos nos anos 1980. Esse sentimento que algumas vezes passa perto do desprezo fez com que uma obra como o oitavo álbum de estúdio da banda passasse batida.

A modernidade no groove metal apresentado pela banda nos discos da fase Bush rendeu excelentes momentos, muitos deles apresentados em "Volume 8: The Threat Is Real". Músicas como "Crush", "Catharsis" (um grandioso refrão, que figura entre os mais marcantes do Anthrax), "Inside Out", a divertida "Toast To The Extras", "Harms Way" (TOTALMENTE grunge) e a comovente "Pieces" são grandes músicas, porém, acabaram esquecidas na memória daqueles que nunca conseguiram ouvir algo que não fosse da fase Belladonna. Azar o desse pessoal.

Anthrax: Volume 8 é um álbum injustamente esquecido

"Virtual XI" - Iron Maiden: sejamos sinceros, os trabalhos de Blaze com o Iron Maiden não chegam perto dos discos que a banda lançou durante a sua melhor fase. Porém, estão longe de ser um horror, como muita gente classifica.

O segundo desses trabalhos, "Virtual XI", é um disco que tem ótimos momentos, afinal de contas, até quando o Iron Maiden erra, acaba acertando. A rápida "Futureal", a épica "The Clansman", "When Two Worlds Collide" e "Don't Look to The Eyes Of a Stranger" são ótimas músicas, que garantem bons momentos. Apesar da quase vergonhosa "The Angel And The Gambler", é um grande disco, que infelizmente, é visto com maus olhos por muitos fãs mais radicais.

"Tyr" - Black Sabbath: Tony Martin é de longe, um dos vocalistas mais subestimados de todos os tempos. O amor incondicional (e na maioria das vezes insuportável) que alguns fãs sentem pelo trabalho realizado com Ozzy e Dio faz com que a fase Tony Martin seja quase esquecida por uns e outros.

Entre todos os trabalhos lançados com o vocalista, "Tyr" é o que menos recebe valor. Só a faixa de abertura, "Anno Mundi", já vale o álbum, além de ser uma das composições mais bem construídas da banda. Além desta, "Jerusalem", "Valhalla", "The Sabbath Stones" e a rápida "The Law Maker" não ficam devendo nada aos famigerados clássicos da banda, que tocam em todo lugar.

"Halfway To Sanity" - Ramones: é um dos discos mais pesados e menos lembrados da banda. Por ironia do destino, a faixa que abre o álbum, "I Wanna Live", acabou se tornando um dos maiores sucessos do Ramones.

O último trabalho a contar com o excelente (e pouco valorizado) baterista Richie Ramone tem alguns toques de hardcore, como pode ser visto, por exemplo, na ótima e pesada "I'm Not Jesus". Ainda seguindo a temática mais "lado B" do disco, vale destacar "Garden Of Serenity", "I Know Better Now", "Death Of Me" e a balada "Bye Bye Baby" mostram um Ramones um pouco diferente dos primeiros lançamentos, deixando a costumeira "alegria" um pouco de lado, e focando mais no "peso", com músicas mais sérias.

Um grande registro, que fecha com muita dignidade o período com Richie Ramone nas baquetas.

"Falling Into Infinity" - Dream Theater: o disco mais amado e odiado da historia do Dream Theater, e pelos mesmos motivos. Se "Awake", lançado em 1994, chamou a atenção pelo seu peso descomunal, "Falling Into Infinity" trouxe composições BEM mais acessíveis, o que não foi exatamente muito bem aceito por grande parte de seus seguidores mais fieis (e chatos, é bom deixar claro).

Apesar de bastante músicas mais comerciais, como a quase radiofônica "You Not Me", as excelentes e tocantes "Ana Lee", "Hollow Years" e "Take Away My Pain", há espaço para as composições mais intrincadas, como "New Millenium", "Lines In The Sand", a maravilhosa "Peruvian Skies" e dobradinha formada por "Burning My Soul" e Hell's Kitchen".

Apesar de não ser um "Image And Words" (NENHUM álbum chegará perto, vale ressaltar), está longe de ser tão ruim como alguns fãs julgam.

Em breve, a parte 2. Envie sua sugestão nos comentários!




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Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

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