11 de Setembro: as tristes coincidências envolvendo Slayer e Dream Theater
Por Mateus Ribeiro
Postado em 11 de setembro de 2019
Há 18 anos, o mundo ficava abalado com os atentados terroristas de 11 de setembro. Milhões de pessoas foram afetadas pela tragédia mundo afora. Dentre essas pessoas, os integrantes de duas bandas completamente diferentes, o Slayer e o Dream Theater.
É bem provável que você já saiba disso, mas caso não conheça a historia, vamos aos fatos.
O Dream Theater e sua infeliz capa
Em 1999, o Dream Theater lançou um de seus maiores clássicos, o magnífico "Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory", álbum conceitual que recuperou o prestígio da banda, que ficou um pouco arranhado depois de "Falling Into Infinity" (1997).
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O disco conceitual narra uma historia intrigante, que envolve amor, traição, morte e vidas passadas. O sucesso foi tão grande que durante a tour de divulgação, o Dream Theater executava a bolacha na íntegra. As gravações resultaram nos registros em áudio e vídeo. O VHS/DVD recebeu o nome de "Metropolis 2000: Scenes from New York " e foi lançado em abril, sem maiores polêmicas.
Já com o CD, a historia foi diferente. Batizado de "Live Scenes from New York", foi lançado no dia 11 de setembro de 2001. Até aí, "tudo bem", o problema reside na capa original do disco:
Caso não tenha reparado, a arte mostra as duas torres pegando fogo, o que infelizmente aconteceu naquele mesmo dia. É claro que o álbum foi recolhido dias depois, apesar de existirem algumas cópias raras na mão de alguns fãs. É mais óbvio ainda que tudo não passa de uma infeliz coincidência. Aliás, John já se pronunciou sobre o assunto:
Slayer e o ódio divino
No mesmo dia, o Slayer lançou o seu oitavo álbum de estúdio. Como todos os outros discos da banda, esse ganhou um título agressivo: "God Hates Us All", ou em bom português, "Deus odeia nós todos". É claro que o título gerou controvérsia, ainda mais vindo de uma banda como o Slayer.
Para piorar a situação, a música "Disciple", que traz a frase que dá nome ao álbum, diz em um trecho de sua letra: "...Pessimismo, terroristas mirando o próximo alvo, caos global alimentando a histeria...". Se você acha que acabou, a faixa seguinte recebeu o singelo título de "God Send Death", ou "Deus Envia a Morte".
Novamente, tudo não foi além do campo da coincidência. Porém, imagine só se isso fosse no Brasil? Imagine a histeria coletiva que tomaria conta de um povo dominado por "líderes" religiosos que amam achar inimigos (e amigos) imaginários...
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