Ramones: a singela dedicatória de Arturo Vega a Joey Ramone
Por Brunelson T.
Fonte: Rock in The Head
Postado em 08 de julho de 2018
Arturo Vega (foto acima, no ato da sua maior criação) foi o designer gráfico da banda punk rock chamada RAMONES. Ele já trabalhava para o grupo quando foi formado em 1974, permanecendo até o seu final em 1996. Também conhecido por ter sido um diretor artístico, ele simplesmente foi o cara que criou e desenhou o logo oficial dos RAMONES, que tanto é estampado em camisas pelo mundo afora desde que a banda foi fundada...
Não é a toa que ele também sempre foi considerado um membro fixo do grupo.
Eis que no ano de 2001, os álbuns de estúdio dos RAMONES haviam sido relançados com várias fotos inéditas no seu livrinho em anexo, dedicatórias e claro, várias músicas bônus em cada disco relançado através de demos, versões ao vivo e canções inéditas. E no final do livrinho que acompanha cada álbum, consta uma simples mas bela homenagem feita por Arturo Vega. Esta dedicatória é especificamente voltada para o vocalista da banda, Joey Ramone, que havia acabado de falecer naquele mesmo ano em que os álbuns dos RAMONES foram relançados...
Segue a dedicatória traduzida logo abaixo:
Eu gosto de trabalhar. O trabalho é bom... Claro, é fácil dizer porque eu tenho trabalhado para e com os RAMONES por 27 anos, uma banda que possuía uma grande ética de trabalho.
Foi especialmente fácil trabalhar com Joey. A sua abordagem era sempre divertida e livre de problemas. Talvez fosse porque desde muito cedo a vida havia sido tão dura com ele, que Joey teve que desenvolver um sentido incrivelmente nítido de sobrevivência juntamente com os instintos que o levaram a tornar-se uma pessoa super legal, indo contra todas as probabilidades desfavoráveis da sua vida.
Para ele tentar obter uma boa aparência, isso não era uma coisa sobre narcisismo - era puramente uma questão de sobrevivência. Joey também sabia que ser uma pessoa negativa não era uma coisa saudável e ele não tinha tempo para as agressões e hostilidades. A música era a sua paixão e tudo na sua vida levou a uma canção. Eu não posso nem imaginar as canções que a sua luta pela vida nos últimos meses poderia ter inspirado, o que foi uma grande perda para todos nós.
Sim, Joey, você deixou uma abundância de boa música para trás para tornar as nossas vidas mais felizes. Eu aprendi muito de você e sei que você não quer que a gente fique triste... Mas nós estamos... Estamos muito, muito tristes.
por: Arturo Vega - 25 de Abril de 2001 – New York.
Confira a performance dos RAMONES num programa de auditório da TV alemã, da clássica música "Blitzkrieg Bop" (lançada no homônimo álbum de estreia, 1976).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Aos 94, "Capitão Kirk" anuncia álbum de metal com Zakk Wylde e Ritchie Blackmore
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Michael Amott diz que nova vocalista do Arch Enemy marca um passo importante
As melhores músicas românticas de 11 grandes bandas de metal, segundo o Loudwire
David Ellefson chama de estúpida decisão de Mustaine sobre sua exclusão de álbum do Megadeth
Wacken Open Air anuncia evento oficial no Brasil; confira as atrações
A reação dos fãs à nova cantora do Arch Enemy: "Lembra a fase da Angela Gossow"
Volbeat oficializa guitarrista e volta a ser quarteto
Michael Amott afirma que nova música do Arch Enemy é um "acerto de contas"
Como o Sepultura ajudou a mudar a história de uma das maiores gravadoras da história do metal
Grade de atrações do Bangers Open Air 2026 é divulgada
Lauren Hart no Arch Enemy? Nome da vocalista explode nos bastidores; confira o currículo
Journey convidou Steve Perry para a turnê de despedida
O festival que "deu um pau" em Woodstock, conforme Grace Slick


O clássico dos Ramones que teria sido escrito no porão da casa de Stephen King
A banda que Joey Ramone disse que mais o inspirava; "Uma experiência de corpo e mente"
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
Cinco músicos ligados ao punk que eram "treinados demais" pro clichê dos três acordes
Frontman: quando o original não é a melhor opção
Pattie Boyd: o infernal triângulo com George Harrison e Eric Clapton


