Stay With me Baby: Qual interpretação foi mais visceral?
Por Ana Cristina de Oliveira
Fonte: Enciclopédia Culturama
Postado em 06 de janeiro de 2018
Quando você usa a palavra 'visceral' na forma de adjetivo de salientar uma coisa, uma atitude ou uma maneira de expressar-se é muito íntimo, muito apaixonado e muito intenso. Tudo que é considerado visceral será algo muito sentido, cheio de sentimentos (positivos e negativos), em certo sentido mais relacionado com o impulsivo e o instintivo que o racional que uma pessoa pode ser alcançada em determinadas situações. (Enciclopédia Culturama)
Como a palavra diz quando usamos o termo visceral, estamos nos referindo a uma forma de expressar-nos vindo por dentro, ou seja, provenientes de nossas entranhas (esses órgãos localizados bem no meio do corpo como o estômago, os intestinos). A idéia de que há algo que surge em nosso ser mais profundo chega a superfície e posteriormente dá o sentimento para algo não racionalizado, aparecendo através do impulso e não se importanto minimamente com as consequências que irá provocar.
Os artistas por terem os sentimentos basicamente como sua matéria prima e por não sofrerem tantas pressões sociais para serem racionais conseguem relacionar-se em muitos aspectos mais viscerais em suas formas de expressão contudo isso não deixa muitas vezes de lhes custar caro seria como expor uma ferida aberta que machuca, dói, ainda não cicatrizada, todos os dias para uma platéia, muitas vezes alheia à ferida e preocupada em sentir através do artista o que muitas vezes já não consegue sentir por si mesma.
Em um show de Amy Winehouse entre algumas músicas ela dizia, "como querem que eu melhore se me obrigam a repetir esse sofrimento todas as noites" e tomava mais um gole.
Essa semana ouvi uma música cantada por vários diferentes cantores e gostaria que vocês escolhessem qual foi mais visceral, não estou dizendo bem cantada até porque não entendo de canto, mas aquela interpretação que calou na alma.
A música se chama "Stay With me Baby" de 1966 escrita por Jerry Ragovoy e George David Weiss e gravada magistralmente por Lorraine Ellison (famosa por ter aproveitado orquestra completa que ficou disponível após Frank Sinatra cancelar uma gravação) tendo vários outros intérpretes entre eles Janis Joplin, Bette Midler e Chris Cornell.
Janis Joplin fez cover da música tendo depois gravado outro sucesso do autor Ragovoy "Try just a Little Bit Harder" (1969), Bette Midler gravou para o filme THE ROSE (A ROSA) que retratava sem querer ser autobiográfico a vida de uma cantora e seus excessos em "sexo, drogas e rock'n roll" produzido em 1979 cujo diretor foi Mark Rydell e pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar por uma interpretação também "visceral" e o Chris Cornell gravou a música para a série de televisão Vinyl produção da HBO de 2016 drama de época americana criada por Mick Jagger, Martin Scorsese, Rich Cohen e Terence Winter (Wikipédia).
Seguem links abaixo para conferir as pérolas (original Lorraine Ellison, Janis Joplin, Bette Midler e Chris Cornell).
No mais é ouvir as quatro interpretações e decidir qual ultrapassou os limites e atingiu as entranhas tipo um soco no estômago, pra mim foi a versão do Chris Cornell, e você?
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