Cream: a ascenção e o fim da banda de Clapton, Bruce e Baker

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Por Carlos Gomes, Fonte: Airplane Blues
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ERIC CLAPTON, JACK BRUCE e GINGER BAKER. Em junho de 1966, uma matéria na revista Melody Maker anunciava que os três iriam se juntar para formar uma banda. Para isso, ERIC CLAPTON abandonaria o JOHN MAYALL & THE BLUESBREAKERS, que era até então um dos principais nomes do blues na Inglaterra; enquanto JACK BRUCE e GINGER BAKER teriam que colocar panos quentes na não tão antiga rivalidade criada quando os dois faziam parte do THE GRAHAM BOND ORGANIZATION. Então, no final de julho, o três sobem ao palco de um pequeno clube em Manchester para o que seria a primeira apresentação de uma das bandas mais importantes da história.

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O que acontece quando você junta três dos melhores músicos da sua época, dois deles vindos do Jazz e um deles um dos grandes nomes em ascensão do blues? Difícil responder. Talvez até mesmo para eles. No começo, as coisas ainda não estavam claras, para dizer o mínimo. Ideias estranhas surgiram, como animais vivos no palco, mensagens filosóficas no meio dos shows, destruição de instrumentos, coisas do tipo. Felizmente, as únicas coisas que saíram do papel desse período foram algumas fotos de gosto questionável que ainda podem ser encontradas pela internet, mas não foi só o CREAM que enfrentou essa questão. Do meio até o fim dos anos 60 muita coisa estranha foi feita, não só na música. Era como se, após a explosão do começo da década, as pessoas estivessem usando os destroços para reconstruir as coisas, com a necessidade de fazer isso uma forma diferente de como eram antes. Só que ninguém sabia como fazer isso e a popularização do LSD e de outras drogas também não ajudava. Ou talvez ajudasse. Muitas das coisas surgidas na época não eram nada mais do que ideias bobas experimentalismos que não dariam em nada. No fim, o que deu certo virou história.

O trabalho de estúdio e as poucas gravações ao-vivo lançadas oficialmente não são o suficiente para resumir o grupo. Nos vários bootlegs existentes é onde se percebe sobre o que era a banda. Improvisações, jams com solos de 10, 20 minutos, elementos do Jazz para todos os lados se juntando com o blues e o rock de forma indecifrável, cada um levando o outro ao limite. A interação entre os três, combinando agressividade e harmonia ao mesmo tempo.

Como clichê quando se fala de supergrupos, os egos vieram a tona. Afinal, se não foram eles quem criaram a categoria, pelo menos definiram como um supergrupo deveria ser. A rivalidade de JACK BRUCE e GINGER BAKER voltou a dar as caras, o sentimento de rivalidade entre os três cada vez mais deixava de acontecer apenas na música e passava a se tornar pessoal. A turnê americana de 1968 não foi a última da banda, mas foi a que definiu o rumo dela. As constantes brigas continuaram e havia a sensação de que a banda não estava indo mais para lugar nenhum. Outro fator importante foi uma crítica publicada na revista Rolling Stone, direcionada a ERIC CLAPTON, que se sentiu fortemente abalado e pressionado.

O pensamento de que não havia mais sentido em manter tudo isso tomava conta dos três. Então, com o fim da turnê, a banda passa alguns meses fora da mídia para em outubro do mesmo ano anunciar sua Farewell Tour, voltando para os Estados Unidos e finalizando com um último show em Londres, no Royal Albert Hall, em 26 de novembro de 1968, sendo este gravado e lançado num filme dirigido por TONY PALMER. O lançamento original conta com a acústica problemática do Royal Albert Hall antes de sua reforma, uma narração desnecessária, closes sem muito sentido e foi, até então, a única gravação em vídeo lançada oficialmente. Apesar de tudo isso, se ele não serve como um bom registro da apresentação, serve como uma boa apresentação para qualquer um que queira entender pelo menos um pouco do que se passava na época.

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