Defecation: lembranças de uma época brutal
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 05 de março de 2013
A música Grindcore que nasceu nos anos oitenta engloba um conjunto de bandas que surgem tanto do movimento Punk quanto do metal. A sua letra que trata das crises sociais como outros problemas vividos pela humanidade passa o seu recado com uma linha instrumental infinitamente veloz e agressiva, deixando a maioria dos críticos musicais com dor de ouvido lesados da perfeição harmônica. Mesmo assim, vários grupos conseguiram destaque na mídia como foi o caso de Napalm Death, Terroriser, Extreme Noise Terror e um projeto valioso criado por apenas dois integrantes denominado:
Mick Harris:
Mick era um jovem garoto que nasceu em 1967 em Birmingham, Inglaterra. Aos vinte anos começou a tocar com bandas Punk Rock e Grindcore de seu país até que em 1985 se juntou ao Napalm Death. Ao lado dessa banda ele pode "revolucionar" a música ‘underground’ tocando bateria e criando técnicas como o ‘blast beat’, a famosa metranca. No primeiro álbum do Napalm, "Scum", gravado em julho de 1987, Mick foi o único a participar nos dois lados do LP, mas as transformações que o grupo vinha sofrendo em sua música fizeram-no pular fora logo após a turnê de "Harmony Corruption" (1990). No período em que o baterista esteve ativo no Napalm Death, ele chegou a conhecer por meio de correspondências um outro ‘Harris’, Mitch.
Mitch Harris:
O novaiorquino que nasceu em 31 de outubro de 1969, morava em Las Vegas quando conheceu Mick Harris. A sua carreira teve início tocando numa banda de Grindcore chamada Righteous Pigs. Após se mudar para Birmingham começaram a trabalhar juntos num projeto musical com os mesmos moldes de suas bandas originais, porém com mais definição sonora nos riffs e maior duração nas músicas. A banda (ou dupla) Defecation estava formada.
"Purity Dilution":
O primeiro álbum foi originalmente lançado em 1989 pela "Nuclear Blast" tendo como produtores a própria dupla e Danny Liker (Anthrax, SOD, Nuclear Assault, Brutal Truth e outros). Os instrumentos ficaram divididos com Mitch Harris tocando guitarra, baixo e fazendo vocal, enquanto Mick Harris usava o seu talento na bateria e também nos vocais. A produção do disco ficou de altíssima qualidade e outras três edições foram relançadas, em 1990 saiu uma versão em K7 com apenas 666 cópias, em 1992 o álbum foi relançado com uma capa diferente e uma faixa bônus, "Granted Wish" (que pra mim é a melhor do CD), o último relançamento foi em 2000 em formato ‘digipak’.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Intention Surpassed":
Em 1991 Mick abandona o projeto, assim como o Napalm Death, Mitch nessa época já estava tocando também com o Napalm. O Defecation descansa por longos quatorze anos desde seu primeiro lançamento, até que em 13 de janeiro de 2003 Mitch Harris tocando todos os instrumentos sozinho e fazendo vocal "ressuscita-o" com a segunda obra. Dessa vez o trabalho não está tão gutural quanto o primeiro, explorando apenas as vocalizações ‘scream’. A produção também está um tanto diferente assim como a instrumental, mas é um belo registro.
Não se sabe sobre a continuidade deste projeto, Mitch Harris continua com uma carreira sólida ao lado do Napalm Death, Mick Harris em 1991 iniciou outro projeto, esse chamado Scorn que lançou trabalhos até 2011, mas que também atualmente está parado. Mais uma vez encontra-se uma lacuna no meio do Defecation...
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
Brent Hinds vivia "escapando da morte", segundo baterista do Mastodon
System of a Down puxa coro contra o Oasis durante show em Londres
A melhor música de todos os tempos, na opinião de Tarja Turunen
O melhor disco do Scorpions, segundo a Classic Rock
A música "numero 1" do AC/DC, na opinião de Angus Young
Slipknot confirma produtor com o qual está trabalhando em novas músicas
Slash elege os 10 maiores riffs de guitarra de todos os tempos
O melhor timbre de guitarra de todos os tempos para Slash; "pesado pra caramba"
O disco dos anos 70 que David Ellefson comprou por conta da capa
A banda que reviveu estilo esquecido de metal e arrecadou R$705 mil em 37 minutos
A música que fez James Hetfield sair da zona de conforto como vocalista
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
O truque de Paul Stanley em shows do Kiss que Bruce Dickinson queria levar ao Iron Maiden
Mick Jagger diz que ser um rockstar deixa a mente permanentemente danificada
Linkin Park: Mike Shinoda maltratava Chester, diz irmã do cantor
Rush: como eles dividiam grana das composições e como eram os egos, segundo Geddy Lee
Os quatro maiores solos de guitarra de todos os tempos, segundo Carlos Santana

Téléphone: A banda que revolucionou a música francesa
Presença de Palco: dicas para iniciantes
George Harrison: O Beatle calado, sempre à sombra de Lennon e McCartney


