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Tunecore 2

Death: Lançadas gravações perdidas de trio proto-punk de Detroit

Por Marcos A. M. Cruz
Em 22/03/09

Fevereiro de 2009: enquanto a banda ROUGH FRANCIS manda ver um energético set de canções punk, um extasiado Bobby Hackney assiste do bar três de seus filhos no palco - Bobby Jr., Julian e Urian. Mas seu sorriso não era apenas fruto do orgulho da performance dos pimpolhos, nele estava também embutido o orgulho de ser co-autor de boa parte do repertório que estava sendo tocado, juntamente com seus irmãos David e Dannis, no power-trio que eles tiveram em meados dos anos setenta, chamado DEATH.

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Traduzido/ adaptado do texto de autoria de Mike Rubin, publicado no NYTimes.com

Havia mais de três décadas que ninguém tocava estas canções, mas finalmente chegara a hora do DEATH ganhar a luz do dia. Pena que infelizmente demorou além da conta para o fundador e líder da banda, David Hackney, que faleceu em 2000 de câncer no pulmão. "David tinha certeza que o que fazíamos era revolucionário" disse Bobby, hoje com 52 anos de idade.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Esquecido no tempo, a não ser para os mais ardorosos colecionadores de relíquias punks - um exemplar do único lançamento da banda na época, o single auto-intitulado de 1976, trocara recentemente de mãos por oitocentos dólares - o DEATH permaneceria sepultado na obscuridade se não fosse pela descoberta de uma gravação que estava juntando poeira no sótão da casa de Bobby, que serviu como base do lançamento feito pela gravadora Drag City Records do álbum "... For the Whole World to See", saudado como sendo o elo perdido entre a energia de conjuntos como STOOGES e MC5 e a urgência do movimento Punk que estava começando a tomar conta da música.

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"A primeira vez que ouvi 'Politician In My Eyes' não consegui acreditar. Quando me contaram a história da banda e o ano em que havia sido gravado, pareceu ainda mais absurdo. Estavam a frente do Punk, e a frente de seu tempo", disse um extasiado Jack White, do WHITE STRIPES.

Outro detalhe adicional que torna a história ainda mais atraente é o fato do trio ser formado por garotos afro-americanos, precedendo em cinco anos o surgimento do mais famoso grupo punk com estas características, o BAD BRAINS.

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Os jovens irmãos Hackney começaram tocando R&B na garagem da casa de seus pais no início dos anos setenta, mas em 1973 um show de ALICE COOPER marcaria sua vida e eles migrariam para o rock pesado da época. Dannis era o baterista, Bobby cuidava do baixo e cantava e David tocava guitarra e compunha as músicas. O apoio da mãe, que permitiu que recheassem seu quarto com microfones e amplificadores, desde que levassem a coisa realmente a sério, foi fundamental para o desenvolvimento do grupo. "Ensaiávamos das três às seis da tarde, enlouquecíamos os vizinhos" comentou Dannis, hoje com 54 anos de idade.

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O DEATH começou a tocar nos locais do lado afro-americano de Detroit, mas a reação do público não era muito favorável. "Éramos ridicularizados pois naquela época o pessoal da nossa comunidade estava ligado no som de bandas como EARTH WIND & FIRE e THE ISLEY BROTHERS, achavam que tocávamos coisas estranhas, éramos muito agressivos tocando rock´n´roll e muitos nos diziam que deveríamos abandonar o gênero", explicou Bobby.

Quando estavam prontos para gravar, David escolheu um estúdio da maneira mais aleatória possível: pregou a parte das páginas amarelas da lista telefônica na parede e jogou um dardo, que caiu sobre a Groovesville Productions, empresa pertencente a Don Davis, bem sucedido produtor da Stax Records. A Groovesville assinou com a banda, e em 1974 eles começaram a gravar no United Sound em Detroit, estúdio onde dividiam espaço com FUNKADELIC, THE DRAMATICS e GLADYS KNIGHT. Na ocasião, David estava com 21 anos, Dannis com 19 e Bobby, ainda cursando o ensino médio, com 17.

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Brian Spears, diretor de publicidade do estúdio e que participou das sessões de gravação, relembra que os garotos impressionavam e faziam um som muito poderoso. "Eu sabia que eles eram grandes, mas naquela época fazer um grupo de garotos negros romper a barreira do rock´n´roll era algo impensável".

Ele lembra ainda que o nome era muito chocante para aqueles tempos, e diz a lenda que justamente a questão do nome teria sido responsável pelo atrito que culminaria no arquivamento das gravações, pois Don Davis levou uma cópia dos tapes para Nova Iorque e mostrou ao executivo chefe da gravadora, Clive Davis.

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Ao retornar, Don disse aos irmãos que Clive gostou do que ouvira mas detestou o nome da banda, e as coisas só andariam pra frente se eles o mudassem. "Meu irmão David ficou enfurecido e falou para Don dizer a Clive que aquilo estava fora de cogitação", relatou Dannis.

Parte da razão que levou a recusa da mudança era que David estava preparando uma ópera-rock sobre a morte que levava as coisas para um lado positivo, explicou Bobby. "Ele realmente acreditava que conseguiríamos um contrato com outra gravadora. Éramos jovens e arrogantes, e David era o mais arrogante de todos".

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Este relato se tornou o ponto central do mito criado em torno do DEATH no underground: o que poderia ser mais punk que bater o pé acerca um nome em detrimento da integridade artística? Porém, transcorridas três décadas, muitos detalhes ficam nebulosos, e separar a fantasia dos fatos se torna uma tarefa ingrata; os irmãos Hackneys mencionam a ligação de Clive com a Columbia Records, mas Don - que inicialmente não se lembrava de ter trabalhado com uma banda chamada DEATH - disse em uma entrevista via telefone que Clive estava na Arista Records e não se recorda se o nome da banda teria sido ou não um empecilho. E uma pessoa ligada a Clive contou que ele sequer se lembra do grupo.

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O DEATH deixou a Groovesville em 1976, tendo gravado apenas sete das doze canções que planejavam. Naquele ano Don produziu dois hits que chegaram ao primeiro posto das paradas, um deles com a canção "Disco Lady", na interpretação de JOHNNIE TAYLOR. Enquanto isto, os irmãos Hackney mandaram prensar 500 cópias do single "Politicians in My Eyes"/ "Keep On Knocking" pelo seu próprio selo, Tryangle, mas descobriram que era virtualmente impossível fazer com que as rádios de Detroit tocassem as músicas. A Disco Music estava dominando o mercado - em parte graças ao sucesso de canções como a citada "Disco Lady", e em parte pelo "controle" exercido nas rádios pelos disc jóqueis locais.

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"1976 foi um ano terrível para a gente, percebemos que ninguém mais queria ouvir rock´n´roll", comentou Bobby. Ao mesmo tempo em que o desapontamento os atingia, os irmãos foram convidados para visitar Vermont, em Burlington, New England. "Chegamos aqui para refrescar a cabeça por algumas semanas, mas já faz trinta anos que estamos aqui", comenta Bobby entre gargalhadas. "Ainda estamos refrescando a cabeça", emenda Dannis.

Radicados em Burlington, os irmãos lançam no início dos anos oitenta dois discos de gospel rock sob o nome 4TH MOVEMENT. David retornou para Detroit em 1982 onde continuou tocando até sua morte. Em 1983 Bobby e Dannis montaram uma banda de reggae famosa na região chamada LAMBSBREAD, que lançou até o momento oito discos. Os dois irmãos montaram juntos um estúdio de gravação e são tão unidos que até hoje moram na mesma casa - apesar de terem constituído família, inclusive cada um deles é pai de cinco filhos.

E foram justamente os filhos de Bobby os responsáveis pela ressurreição do DEATH. Até então, nenhum deles tinha ouvido falar do grupo. "Seguimos com nossa vida adiante e aquilo havia se tornado um capítulo encerrado por causa da rejeição que sofremos, e não tínhamos intenção de reviver, principalmente reviver com os filhos", explicou Bobby.

Mas no ano passado, Julian ouviu o single e reconheceu a voz de seu pai. Em seguida, Bobby (o filho) fez uma busca no Google e descobriu a lenda que cercava o grupo. Aquilo desconcertou Bobby (o pai) que desencavou as fitas masters em maio do ano passado após três décadas e se sentou com o filho Dannis para uma audição, onde sentiram que estavam diante de algo explosivo. "Olhamos um para o outro e dissemos que aquilo era a coisa mais rock´n´roll que já tinhamos ouvido. David estava certo, ele sempre acreditou naquilo, mais até do que a gente", disse Bobby.

Seu filho Bobby Jr., veterano de várias bandas de hardcore de Burlington, também ficou impressionado, e resolvou montar o ROUGH FRANCIS com seus dois irmãos e outros dois amigos como um tributo a sua família - o nome veio de um apelido usado pelo seu falecido tio David. "A idéia é apenas mostrar as músicas para as pessoas", disse Bobby Jr. "Quando ouvi pela primeira vez, pensei que aquilo não podia ser verdade. As pessoas precisavam conhecer aquilo, a coisa é muito louca!".

Os jovens Hackney não são os únicos entusiastas do DEATH. Em agosto de 2007 um colecionador chamado Robert Cole Manis ouviu a canção "Keep On Knocking" em uma compilação pirata de singles punk obscuros, e conseguiu uma cópia do single. "Foi amor à primeira vista quando ouvi", disse Manis. "Acho que a gravação é fenomenal, atemporal, um maravilhoso documento de época".

E ao navegar na internet, Manis encontrou uma mensagem postada por Bobby Jr. num fórum punk anunciando a descoberta dos tapes. Um empolgado Manis contactou os Hackneys em Vermont e intermediou um acordo com a gravadora independente Drag City de Chicago, que se interessou no material e, após uma breve negociação, lançou o álbum "...For the Whole World to See", e possivelmente relançará também os discos do 4TH MOVEMENT. Bobby e Dannis estão pensando em fazer alguns shows como DEATH, contando com o auxílio de Bobbie Duncan, guitarrista do LAMBSBREAD.

O ressurgimento do DEATH surpreendeu os Hackney mas, como lembrou Bobby, David havia previsto que um dia o grupo seria reconhecido: "David veio até aqui antes de morrer trazendo as fitas masters. Eu lhe disse em tom de brincadeira 'eu tenho muitas coisas guardadas, vou jogar isto fora'. E ele respondeu: 'Bob, você tem que guardar este material, ainda vão procurar por isto e quando acontecer, eu saberei que está contigo'. Você pode imaginar a emoção que sinto quando penso nisto".

Para saber mais - e ouvir algumas faixas - acesse:
http://www.myspace.com/deathprotopunk

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Sobre Marcos A. M. Cruz

Fanático por rock setentista.

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