Resenha - Purpose of Existence - Reckon With One
Por Leandro Testa
Postado em 18 de fevereiro de 2003
Nota: 7 ![]()
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Putz!... Cada coisa complicada que me arranjam pra resenhar!!! Tentemos, todos juntos, passo a passo, visualizar o que segue: a face ‘mid-tempo’ de bandas como Metal Church, Winter’s Bane pós-Ripper Owens, e Meshuggah, porém num meio termo de peso entre o primeiro e o último exemplo, este que apontei muito mais pelas influências progressivas (e não tão insanas), do que pelo próprio poderio dos arranjos (até mesmo porque tais suecos costumam ser bastante reconhecidos em terras norte-americanas, local de onde o Reckon With One é oriundo).


Com um resultado superficial em mente, adicione, como puder, uma parcela de ‘groove’, diversos climas ‘doom’, que invariavelmente insistem em aparecer, e uma centelha de Fear Factory (...uma colcha de retalhos original? Sim, até certo ponto...).
Percebe-se, então, que vários elementos são revelados no transcorrer deste filosófico The Purpose of Existence, como no primeiro minuto da antagônica "Bright Black", que traz um "momento Rush de ser" apropriado, e segue, infelizmente, irreconhecível após este começo, voltando a ficar interessante numa arremetida digna do "Templo Metálico" arrolado no cabeçalho, num dos poucos trechos do disco em que o andamento deixa a sua densidade para cair numa velocidade vibrante, quase thrash.

E é justamente esse lado imprevisível que rende bons ou maus frutos, incluindo-se aí os vocais que, espelhados na versatilidade de Devin Townsend (SYL), não deixam barato e variam do limpo (com um acento comercial) ao desesperado, num "quê" de death metal melódico. Assim, não é raro surgir um pouco de Phil Anselmo aqui, outro resto de Mike Patton acolá, chegando a lembrar Pepper Keenan (Corrosion of Conformity) em certas passagens, ou "tentando" soar como James Hetfield, característica esta encontrada na faixa de abertura, "Believe in Silence".
Colocar uma música tão acentuada logo no início do álbum não foi lá uma coisa tão sabia, afinal, "Victim" chega em seguida com a marca registrada do saudoso Chuck Schuldiner (Death - assim como "Paradise Lies" mostra uma faísca da técnica de um Cynic/Watchtower), passando daí em diante por experimentalismos ora prog, ora industriais.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Parecendo uma continuação perfeita dela, "To Die Ourselves" vem com uma intro tipicamente Sabbath (também evidente no sexto ato, "Nothingness") e apresenta um refrão deveras marcante, podendo ser considerado um dos picos da obra, ao lado da instrumental "Clinically Dead" (excelente título) que nos proporciona uma audição assaz agradável por conta da sua melodia e dum vigor posterior.
A produção que antes já era auto-suficiente, ficou, a partir da última demo, a cargo de Glen Drover (Eidolon, ex-King Diamond) que apadrinhou seus conterrâneos canadenses, e, aliás, deu algumas aulas ao homem das seis cordas, Mark Anthony. Tal registro dará origem ao terceiro opus deste power trio, prometido para o meio de 2003, e quero crer que a guitarra suja aqui presente ficará matadora sob a supervisão de um sujeito pós-graduado no assunto.

Além disso, o recente contrato com a Galy Records, fará com que mais pessoas estejam envolvidas no seu processo de concepção, atenção que se The Purpose of Existence tivesse tido, resultaria num material ainda melhor. De qualquer modo, este já vale a nota dada só pelo sentimento de ‘do-it-yourself’, ou seja, pelo seu cunho independente, ainda que alguns pontos merecessem ser revistos... principalmente no tocante à cantoria de "Simple Simon", que encerra o CD.
"Reckon With One": deixe este nome anotado...
Duração – 43:16 (8 músicas)
Formação:
Andy Muehlberg (bass, all vocals and keyboards)
Mark Anthony (all guitars)
Gerry Keough (drums and triggers)

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