A clássica música do Queen que Brian rejeitava pois pressentia a tragédia de Freddie
Por Bruce William
Postado em 12 de novembro de 2023
Uma pesquisa de 2015 na Holanda apontou que "Don't Stop Me Now" do Queen é a música mais inspiradora da história. Conforme relatou matéria da de Igor Miranda, "a pesquisa em questão teve o intuito de mensurar as sensações de prazer ao se ouvir determinada música. Uma fórmula chegou a ser gerada para quantificar isso. Veja: Avaliação = 60 + (0,00165 * BPM - 120) ^ 2 + (4,376 * escala) + 0,78 * número de acordes - (escala * número de acordes)".
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Ao fim das contas (de fato), a clássica canção do Queen ficou em primeiro lugar no estudo, que também apontou também canções como "Dancing Queen" do ABBA e "Good Vibrations" do Beach Boys dentre as mais inspiradoras.
Mas Brian May, guitarrista do Queen, revelou em 2019 que ele mantinha algumas reservas sobre a canção, lançada no álbum de 1978, "Jazz", que conforme descreveu André Garcia, "Deixando a guitarra de lado, é conduzida no piano por seu compositor, Freddie Mercury. Sua letra é um hino hedonista que fala sobre viver a vida intensamente como se não houvesse amanhã (algo no qual o vocalista se especializou na época)".
Acontece que, conforme o próprio Brian explicou em entrevista de 2019 para a Guitar World, era justamente o teor desta letra que fazia com que ele ficasse incomodado: "No começo, tive dificuldades com a mensagem da música, especialmente considerando o problema da AIDS", disse Brian, se referindo aos trechos da letra que passavam mensagens como "não tente me deter, estou me me divertindo à beça agora / se quiser se divertir, é só vir me chamar".
Em declarações de Brian sobre a canção replicadas pela Songfacts, o guitarrista disse que teve dificuldades com a letra porque ela abordava um momento prejudicial na vida de Mercury, quando ele estava "usando muitas drogas e tendo relações com muitos homens". Brian disse ainda que a música é muito divertida, e havia aquela sensação de perigo iminente que acompanhava Freddie nos seus excessos, mas ela se tornou uma das mais bem sucedidas do Queen, além de ser um hino para muitas pessoas em diferentes circunstâncias.
"Foi meio que um golpe de gênio do Freddie", disse Brian. O entusiasmo contagiante e a paixão do vocalista pela canção acabaram convencendo o guitarrista a dar sua aprovação para que ela fosse incluída no "Jazz" e posteriormente lançada nas rádios. "Apesar das minhas reservas, não dá pra negar o fascínio da música. Freddie tinha essa extraordinária capacidade de infundir vida e energia em suas canções", disse Brian. "Hoje, eu abraço esta música. Apresentá-la ao vivo e ver os fãs ressoarem com sua energia é profundamente gratificante. É um testemunho do espírito de Freddie e seu desejo inabalável de viver a vida ao máximo".
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