Deep Purple: Desfile de clássicos em Porto Alegre

Resenha - Deep Purple (Auditório Araújo Viana, Porto Alegre, RS, 15/11/2014)

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Por Guilherme Dias
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A cidade de Porto Alegre teve o privilégio de recebe pela 6ª vez um dos dinossauros do hard rock, em uma bela noite de sábado, dia de feriado nacional. Em turnê do mais recente disco, chamado “Now What?!” (2013), o Deep Purple apresentou um show semelhante aos últimos na capital gaúcha.

O show marcado para iniciar às 21 horas pegou de surpresa os espectadores que deixaram para lotar o Auditório Araújo Vianna em cima da hora. Antes mesmo das 21 horas as luzes haviam sido apagadas e a introdução “Mars, the Bringer of War” foi tocada na trilha. As linhas do teclado de Don Airey, da bateria de Ian Paice, do baixo de Roger Glover e da guitarra de Steve Morse deram a entender que começariam com a clássica “Highway Star”. Já poupando a sua voz em diversos momentos da primeira música, Ian Gillan (vocal) não deixou a desejar. Mesmo sem ter a mesma potência vocal do que nos anos 70 e 80, Gillan continua sendo um grande frontman.

Sem tempo para conversas, mais clássicos foram tocados na sequência, entre eles “Into the Fire”, “Hard Lovin’ Man” e “Strange Kind of Woman”. As cadeiras numeradas do auditório pouco serviram para o público, que ficou de pé o tempo inteiro. Há quem tenha saído do seu lugar apenas para buscar uma cerveja no bar, ou para se aproximar mais do palco, visto que não havia separação física entre os setores.

Após um início clássico e avassalador, era a vez de a banda apresentar um pouco do seu último trabalho. A sombria “Vincent Price” e “Uncommon Man” (composta em homenagem a Jon Lord, lendário tecladista e fundador da banda, que faleceu em 2012) não se comparam às antigas canções, mas mostram grande criatividade por parte da banda. A formação que está junta desde 2002, apresentou também a energética “Hell to Pay” do disco “Now What?!”.

Os solos individuais dos músicos sempre dividem opiniões. Há quem diga que são desnecessários, pois tiram espaço de mais uma música no set e há quem diga o contrário, que é um momento único para o músico mostrar o que tem de melhor em termos de técnica e virtuosidade. Porém quando estamos falando de bandas clássicas do rock and roll, parece óbvio que todos querem esse momento. O primeiro da noite aconteceu Steve Morse mostrando todo o seu feeling em “The Well-Dressed Guitar”. O segundo solo aconteceu no meio de “The Mule” (outro clássico do Purple), que foi de deixar todos os bateristas da plateia de queixo caído, tamanho o fôlego e a habilidade do já idoso Ian Paice. Com as luzes do palco apagadas, o veterano baterista ainda usou baquetas luminosas que trocavam de cor a cada toque na pele dos seus tambores, enriquecendo ainda mais a qualidade visual da apresentação.

O tecladista Don Airey carrega na bagagem participação com diversas bandas de hard rock, desde muito tempo, não sendo à toa que está no Purple há mais de 10 anos. O seu solo tinha tudo para ser como qualquer outro, até mexer no brio dos gaúchos. Airey foi capaz de tocar o hino do Rio Grande do Sul, fazendo o público cantar com toda a sua capacidade e bater palmas com todas as suas forças. A reação de Airey foi espetacular, sorriu com a certeza de que acertou em cheio na escolha para essa noite. Após esse momento, introduzir “Perfect Strangers” foi uma barbada.

O fim se aproximava quando “Space Truckin’” e “Smoke on the Water” foram tocadas na sequência, deixando o público sem reação. Em “Smoke on the Water” o telão mostrava imagens de fumaça, água, fogo e céu durante o refrão. A qualidade sonora do local estava perfeita, se ouvia todos os instrumentos com muita clareza, em todos os momentos. A qualidade visual não ficou para trás. A iluminação estava ótima. Havia, inclusive, luzes laterais no palco que refletiam a sombra dos músicos da banda nas paredes do Auditório, embelezando ainda mais a apresentação.

Na volta para o bis, a banda não teve tempo para muita coisa. Foi a vez de Roger Glover apresentar o seu solo antecedendo o fim do show, e a banda fazer todos os fãs cantarem muito com “Hush” e “Black Night”.

O que se espera é que essas lendas possam manter o alto nível por mais alguns anos, e quem sabe retornando para a sua sétima passagem em Porto Alegre, não é?

Set-list completo:

Highway Star
Into the Fire
Hard Lovin' Man
Strange Kind of Woman
Vincent Price
Contact Lost
Uncommon Man
The Well-Dressed Guitar
The Mule
Lazy
Hell to Pay
Perfect Strangers
Space Truckin'
Smoke on the Water

Green Onions
Hush
Black Night

Fotos por: Liny Oliveira
facebook/photoslinyoliveira

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Sobre Guilherme Dias

Sou Guilherme Figueiró Dias, de Porto Alegre, estudante de educação física, tenho 23 anos e sou fanático por música e futebol, especialmente hard rock e heavy metal. Preferências entre Helloween, Gamma Ray, Pink Cream 69, Bon Jovi, Hellacopters, Michael Kiske, entre outros. O que gosto realmente de fazer (além de torcer, cantar e pular pelo Grêmio na Geral) é curtir um bom show das bandas que eu adoro e tomar umas cervejas pra celebrar a vida.¨

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