Esta matéria foi publicada em 26/01/09. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
A página de mensagens do Dio ("Dio Message Board") recentemente publicou uma entrevista com o ex-guitarrista Tracy "G" Grijalva. Alguns trechos da sessão de perguntas-e-respostas segue abaixo.
Enquanto esteve trabalhando com Ronnie James Dio, qual foi a sua contribuição para o direcionamento das canções?
Tracy: "Eu escrevi todas as partes de guitarra. Vez por outra eu começava um riff e o resto dos caras logo se juntavam a mim. Noutras, Jeff [Pilson, baixo] começava uma linha de baixo, ou Vinny [Appice, bateria] começava uma batida. Nós ensaiávamos até que Ronnie gostasse do que estava ouvindo. Então ele guiava o processo para onde desejasse".
Seu jeito de tocar [no álbum "Strange Highways"] é bem visceral, no sentido de que existe um som supreendente e 'cheio' por todo o álbum. Amo este álbum, e sei que muitos fãs do DIO também o amam. Qual sua opinião sobre aquele disco e como você, Ronnie e o resto dos caras chegaram a ele antes de escrevê-lo e gravá-lo?
Tracy: "Eu amo esse disco. O jeito no qual foi escrito, nos juntamos e apenas começamos a ensaiar... sem falar e pensar demais. Foi o que fizemos até aquele ponto. Ronnie não estava presente quando ensaiamos por todo tempo. Ele estava pelos corredores jogando pinball [nota do tradutor: os famosos jogos de fliperama com bolinhas] a maior parte do tempo, e quando ele ouvia algo que chamava sua atenção, ele entrava, parava o ensaio e dizia, 'toquem isso de novo'. Nós gravávamos com o gravador portátil de Vinny. Ronnie o levava para casa, e no outro dia ele cantava para nós o que havia escrito, e tudo o que ele sempre trazia para mim era surpreendente. Para gravar o disco, ele contratou um produtor estrangeiro chamado Mike Fraser. Ele havia acabado de trabalhar no novo CD do AC/DC (Nota do tradutor: o disco do AC/DC que Tracy menciona é o “Ballbreaker”, que seria lançado em 1995). Eu o adorei, ele nos deixava fazer o que queríamos. Ele não fez mudança alguma, apenas pegava o que faziamos e o que gravávamos. Fabuloso para mim; é desse jeito que um grande álbum deveria ser composto e gravado. Apenas deixe os músicos por si próprios e tudo correrá da melhor forma, é o que acho".
E como você se sente sobre o "Angry Machines", pois de novo eu adorei.
Tracy: "Acho que existem partes legais nele, mas de novo houve muita conversa sobre ele, muito se pensou. Teve muitas mudanças, e com isto se foi toda a mágica da música do jeito que ela é".
Mas o que era muito interessante sobre aquele disco é a co-autoria com Ronnie da canção "This is your Life". Uma bela balada de vocal e piano. De onde veio a inspiração para esta música tão diferente do DIO?
Tracy: "Eu tinha uma guitarra feita por Dave Cevantez. Ele a chamava de barítono porque era afinada em B (Nota do tradutor: Si) menor, então era realmente baixa, pesada e soava sombria. Eu estava ensaiando um dia com a guitarra sem distorção, e toquei o tema de abertura em cordas para Ronnie, e ele saiu da sala. Aquele som da guitarra e das cordas inspirou o resto da canção. Eu estava esperando que fosse só a guitarra e Ronnie cantando, com alguns violinos e Cellos. Soou bem sinistro, mas legal, porque o som era bem diferente... Ronnie acabou mudando tudo para apenas piano e a voz dele. De novo, era dele a última palavra. Continuo achando-a uma grande canção, muito emotiva. Ronnie a canta de uma forma realmente supreendente".
Leia a matéria completa (em inglês) neste link.
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Nascido em 1970, sendo que ouve Rock desde os 5 anos e Metal desde os 13, se dedicando ao Heavy Metal e Rock e todas as suas vertentes. Bacharel e Licenciado em Física, baixista, professor, escritor e colaborador de sites e zines, aprecia todas as subdivisões de Metal, tem sempre carinho pelas bandas nacionais mais jovens e desconhecidas, e acredita no Underground como forma de cultura alternativa à regras sociais tradicionalistas. Sem perder suas raízes, calcadas em Iron Maiden, Black Sabbath e Mercyful Fate/King Diamond, ouve de Bon Jovi a Marduk, de Jethro Tull a Angel Corpse.
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