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Publicado originalmente no Rust In Page
Mark Eglinton mergulha de cabeça no novo álbum do MEGADETH "Endgame" e se depara com um surpreendente retorno à forma de Dave Mustaine & Cia.
"Dialectic Chaos"
Um redemoinho de instrumental, thrash técnico não é nunca um jeito ruim de começar um álbum. Com Andy Sneap (também responsável pelo trabalho do Megadeth de 2007, "United Abominations", um grande monte de merda, e do tipo que dá voltas espirais para formar um delicado pico nele) atrás da mesa esta primeira faixa é coesa, precisa e não tão indulgente que engole seu próprio rabo. É uma faixa complexa e galopante com solos por todo o lado dando ao novo guitarrista Chris Broderick, cujo nome Dave Mustaine vem gritando de cima do telhado pra quem quiser ouvir, uma pequena chance de mostrar do que é capaz. E o consenso é, sim, ele pode fritar como um FDP.
"This Day We Fight"
Similar em rítmo em relação à abertura, mas com todo um perigo a mais, este é o tipo de material que o Megadeth geralmente faz muito bem, mas por algum motivo não vem chegando perto ultimamente. A voz de Mustaine, enquanto cospe a usual bile verde gritante, tem um tom profundo e mais autoritário. É uma grande melhora em relação aos últimos álbuns onde ele tendeu a soar como se tivesse passando pedras de rim de cinco pontas pelo seu canal deferente. A música não soaria de forma alguma deslocada no influente "Rust In Peace" e o duelo de guitarras é apropriadamente fantástico. É o Megadeth em seu melhor e verdadeiro ponto alto. Oh, e Broderick mais uma vez toca como se Marty Friedman nunca tivesse existido.
“44 Minutes”
Uma introdução épica dominada por mensagens de rádio da polícia noticiando um grande crime capital em progresso. É um rítmo mais contido, riffs staccato com um verso/refrão de estrutura mais tradicional como, digamos, "Trust" do "Cryptic Writings". É uma história sobre um tiroteio, e na verdade material bem melódico. A parte do meio se torna mais complexa com alguns solos maníacos que são apenas atração da masturbação de guitarra. Podemos considerar aqui o cartão de visitas do álbum, mas no geral é sólido se coisas não-espetaculares foram muito salvas pela produção seriamente muscular de Sneap.
“1.320”
Aparentemente o comprimento em metros da uma pista normal de corridas, este é o tipo raro de thrash frenético como "502" do "So Far, So Good, So What". Basicamente é sobre carros rápidos e os riffs são similarmente poderosos, fazendo até um assunto idiota deste ser quase aceitável.
“Bite The Hand That Feeds”
Típico título de música raivoso do Megadeth. "Assim como o cachorro louco, você morde a mão que alimenta" diz Mustaine. Trata-se de um riff meio-tempo e ríspido reminiscente dos seus últimos álbuns nos anos 80, mas dificilmente algo revolucionário. Claro, a produção dá uma aparência moderna, mas você não consegue evitar pensar que a gasolina esteja acabando no tanque de idéias de Mustaine. No entanto, suas próprias bases são de cair o queixo de tão precisas, e mais uma vez melhoradas pela qualidade da produção.
“Bodies Left Behind”
Esta é melhor, um excelente thrash de médio alcance do Megadeth. As desgraças líricas de Mustaine continuam com latidos aparentemente em direção a personalidades com as quais ele se desentendeu no passado. O mundo todo, então. Como em várias das faixas é um espaço dedicado a exibir o enormemente talentoso talento musical contido aqui. Como resultado, o clímax da música é o Armagedon de guitarras na forma de 'Mustaine vs Broderick' duelando em uma pirâmide de gelo abaixo do oceano, ou algo do tipo.
“Endgame”
Mustaine não ama este tipo de assunto? Um regime impondo uma nova ordem mundial em civis inocentes, etc - é provavelmente um pouco como estar na banda dele. "Atenção! Atenção! Todos os cidadãos reportem aos seus centros de detenção do distrito", diz o megafone antes de termos riffs satisfatoriamente motorizados direto do final dos anos 80. Novamente a parte final da música envolve o acelerador sendo enterrado diretamente no chão no meio de uma fusão de guitar hero.
“The Hardest Part of Letting Go... Sealed With A Kiss”
Oh merda, lá vamos nós; começa como algo do "Risk", com certeza o ponto mais baixo da banda. Dave Mustaine não deveria fazer baladas quando ele soa como se seus testículos estivessem passando por um triturador de alho. Um inesperado e grandioso som de violino como o Guns N' Roses em seu período mais pomposo introduz um corpo mais pesado (ainda bem) de uma faixa realmente incomum. Aqueles que gostaram de "A Tout Le Monde" provavelmente irão amar isto aqui, mas thrash certamente não é.
“Headcrusher”
Tendo sido ouvida por aí há semanas, o primeiro single, é uma faixa de metal perfeitamente aceitável e direta que na verdade é um dos pontos altos do álbum; rápida, poderosa, é um pouco da fase "Painkiller" do Judas Priest. É descompromissada e não-inteligente como o título sugere. Os grunhidos de Mustaine são a chave aqui como só ele poderia fazer com tanto ódio, e há mais solos intensos trocados entre ele e Broderick. É um bem-vindo retorno ao não-sem-noção, bem produzido metal técnico e um bom aviso de onde o Megadeth está neste momento.
“How The Story Ends”
Faixa dez é um longo tempo a se esperar para o que é uma das faixas matadores do álbum. É thrash e heavy com alguns duetos de guitarra totalmente matadores. É a reafirmação de que há faixas fortes escondendo-se no final de um álbum como este e isto dá ao disco um ar de consistência da qual alguns dos álbuns recentes do Megadeth não tiveram de forma alguma.
“Nothing Left To Lose”
Uma ameaçadora e barulhenta introdução de baixo conduz a um riff mais previsível e simples que faz muito barulho e não chega a lugar algum. Ainda sem mudanças, o Megadeth salva a faixa: o rítmo cai em um final frenético de uma faixa e um disco surpreendentemente vigoroso.
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Nascido em 79, professor de inglês e tradutor. Conheci o metal e suas várias vertentes através de um amigo do meu irmão no final dos 80, onde em 89 acabei me deparando com Megadeth dentre os vinis que estava ouvindo e foi amor à primeira ouvida, uma paixão que dura 20 anos. Apaixonado por thrash metal, especialmente Bay Area e East Coast mas também aficcionado por NWOBHM, Hard e Death. Com o passar do tempo percebi que o rótulo é o que menos importa e sim o tipo de música que nos agrada, mas apesar de tudo, thrash sempre acima de tudo. Já trabalhei com vários sites, cobrindo shows e fazendo entrevistas mas sempre tocando a Rust In Page por amor ao Megadeth, e hoje além de dedicação total ao meu trabalho salvo bastante do meu tempo para manter a página rolando firme e forte e mantendo os Droogies brazucas informados.
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