Heavy Metal: nove ótimas músicas suaves do gênero
Por Pedro Ceballos
Fonte: Popdose
Postado em 17 de abril de 2013
Por Chris Holmes, traduzido por Pedro Ceballos
Vamos encarar o fato, todos nós estamos ficando velhos. Não importa o quanto nosso espírito jovem nos chama para balançar nossas cabeças regularmente, nós apenas podemos fazer isso antes dos danos no pescoço chegarem. O que podemos fazer então? Ouvir Soft Rock ou Música Adulto-Contemporânea? Claro que não! Porém quando chega o tempo de relaxar um pouco, e abaixar os chifres do Metal e satisfazer seu lado calmo enquanto ainda está agradando os deuses do metal, aqui estão nove músicas que irão fazer o trabalho que até o mais insatisfeito quiropraxista aprovaria.
Melhores e Maiores - Mais Listas
#1. "Epitaph" do JUDAS PRIEST (de "Sad Wings of Destiny", 1976)
Os primeiros álbuns do JUDAS PRIEST apresentaram um bem mais larga extensão de estilos e material do que exibiriam no começo dos anos 80. Talvez o melhor exemplo seja "Epitaph", um melancólico, mas belo número (tocado pelo guitarrista Glenn Tipton) que teria lugar num álbum do Queen da época. É tão legal que eu estou disposto a ignorar frases desajeitadas como "So nearly now life once he clung to dearly now lets go"
#2. "Strange World" do IRON MAIDEN (de "Iron Maiden", 1980)
Eu sempre fui um grande fã do debut do Iron Maiden, especialmente devido à faixas como essa. Inserida entre as clássicas (e assinatura da banda) cavalgadas de "Transylvania" e a adoradas pelos fãs, "Charlotte the Harlot" está "Strange World", um fantasioso pedaço de metal melódico que soa mais influenciado por PINK FLOYD do que por BLACK SABBATH ou THIN LIZZY. O vocalista PAUL DI’ANNO soa um pouco fora de suas características aqui, mas ainda assim, apresenta um bom desempenho.
#3. "Planet Caravan", do BLACK SABBATH (de "Paranoid", 1970)
Eu quase coloquei "Changes", mas como é a única música que eu evito no excelente "Vol. 4" eu não poderia, em sã consciência, incluí-la aqui. O Sabbath nunca teve medo de mostrar seu lado suave, mas eles raramente o fizeram melhor do que na super viajante "Planet Caravan". As corridas da guitarra jazz de TONY IOMMI se misturam perfeitamente com os vocais processados de OZZY OSBOURNE e as letras sugestivas de GEEZER BUTLER, sendo o mais próximo que o BLACK SABBATH chegou do Space Rock. O PANTERA fez um excelente cover desta música em 1994 no LP "Far Beyond Driven".
#4. "Windowpane", do OPETH (de "Damnation, 2003)
Mikael Åkerfeldt já mostrou uma queda por suaves, fortes e melódicas composições mesmo que seu grupo tenha produzido em massa alguns dos mais viscerais e sombrios temas de Metal das últimas décadas. Porém, não foi até "Damnation" de 2003, que ele finalmente deu o máximo de si, produzindo um álbum que não ilustra sua força pelos vocais guturais ou orquestrações brutais, mas sim pela atmosfera inundada de melancolia no limite do pavor absoluto.
#5. "Whale & Wasp", do ALICE IN CHAINS (de "Jar of Flies", 1994)
Por aproximadamente 35 segundos ou mais desse curto instrumental, Jerry Cantrell aparenta estar andando pelo caminho familiar do melancólico e obscuro ALICE IN CHAINS, mas ele se desafia de forma agradável com adoráveis passagens de guitarra e um arranjo de cordas.
#6. "Evidence" do FAITH NO MORE (de "King for a Day… Fool for a Lifetime", 1995)
Eu poderia gastar o dia inteiro falando do quanto eu amo este álbum, e provavelmente farei isso em algum momento. Eu apenas direi aqui que uma das minhas músicas favoritas nele é "Evidence", uma das inúmeras e suaves faixas do catalogo do FAITH NO MORE. Os vocais de Mike Patton são claramente soberbos, mas a estrela desta música é o guitarrista do MR. BUNGLE, Trey Spruance, que temporariamente tomou o lugar vago do demitido Jim Martin. Eu não consigo imaginar como Martin tocaria as partes de Spruance com a mesma fluidez.
#7. "Out of Mind", do QUEENSRYCHE (de "Promised Land, 1994)
Me deixa tão triste refletir sobre o triste estado de ruínas em que se encontra o QUEENSRYCHE no século 21. Felizmente, nós ainda temos álbuns como "Promised Land" para servir de testamentos para o uma vez formidável poder que tiveram. E músicas como "Out of Mind", que servem como testamentos para mostrar que esse poder não foi diminuído nem um pouco ao substituir guitarras acústicas por elétricas – especialmente quando juntadas com letras um tanto quanto inquietantes como esta, que descreve os azarados residentes de uma espécie de instituição para doentes mentais.
#8. "Intension", do TOOL (de "10,000 Days", 2006)
Eu não tenho dúvida de que há uma dúzia de camadas de significado atrás de "Intension" que eu mal posso começar a compreender, então esperançosamente espero que a legião de fãs devotos deles tenham paciência com minha ignorância. O que eu sei é que essa música de mais de sete minutos, relativamente suave, é mais um mantra sombrio. É taciturno como você esperaria de uma música do Tool, mas sem a virtuosidade acima da média que se tornou o cartão de visitas deles. Mas seja lá o que você irá fazer, cara, não vá ao Youtube e chame "Intension" de tapa-buraco. Acredite em mim dessa vez.
#9. "Joseph Merrick", do MASTODON (de "Leviathan", 2002)
Uma franca minoria de "não fãs" do MASTODON resmungou espalhafatosamente sobre como a banda se "vendeu" nos últimos álbuns. Esse é apenas um código para "Eles não me fazem querer bater o carro em toda música e eu os odeio demais". Ouvintes astutos não devem ter se surpreendido pelo aumento da crença da banda em melodia por agressão, no entanto. Desde o segundo ano da explosão da banda, em "Leviathan", músicas como "Joseph Merrick" proporcionaram uma tônica para rudes e cruas composições.
Comente: Quais músicas suaves feitas por bandas de Metal você adora?
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