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Bon Jovi: tecladista do grupo concorre ao Tony Awards

Traduzido por Márcio Alexsandro Pacheco | Em 19/03/10 | Fonte: Soundoff
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O tecladista do grupo BON JOVI, David Bryan, está na banda desde o seu início e já vendeu mais de 130 milhões de álbuns e tocou para milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas o pianista que estudou música clássica poderá ser reconhecido em breve por uma conquista diferente: compositor vencedor do Tony (maior prêmio dado ao teatro, equivalente ao Oscar).

“Eu não sei,” disse ele a respeito da sua chance de ganhar o prêmio. “É minha primeira vez. Eu realmente não sei como funciona o processo. Nós temos um bom show. Estamos vendendo ingressos.”

Devido à economia atual, só a última frase que ele disse já seria suficiente para merecer um troféu. Mas quando se fala a respeito da sua peça, “Memphis”, há muito mais. A peça, considerada como o melhor novo musical do ano, é sobre um DJ de Tennessee que introduz a música de "raça" ao público branco do sul. David compôs as músicas que vão de músicas de amor, gospel ao rock pulsante.

Durante uma parada que a banda deu, em torno de 1990, David começou a levar a sério a composição de músicas. Ele já havia composto algumas músicas com a banda, mas agora ele estava devotando toda sua energia.

Nascido em New Jersey, Bryan de 48 anos é filho de um trompetista de jazz que nunca chegou a viver o seu sonho. Seus pais eram imigrantes da Polônia e diziam para ele "parar de ser vagabundo e arranjar um emprego".

Então ele foi trabalhar em uma fábrica de livros e ter uma vida convencionalo. Seu pai o ensinou a tocar trompeta quando ele tinha apenas cinco anos, e dois anos mais tarde, levou-o para Emery Hack, um pianista e professor altamente considerado.

"Ele (Hack) sentou no piano e tocou Chopin", lembra-se Bryan. "Era como um truque de magia. Ele sentou e me mostrou uma escala, apenas uma oitava, e disse 'Aprenda para a próxima semana ou não precisa mais voltar'.

"Eu voltei. Eu queria fazer o que ele fazia. Fiquei no estúdio com ele durante 13 anos. Ele tinha formação clássica, mas permitia a introdução de músicas e compositores mais conteporâneos - como Gershwin à Beatles.

"Jon (BON JOVI) e eu nos conhecemos quando eu tinha 16 anos. Eu fui para a escola com um primo meu, e ele me disse que Jon estava procurando um tecladista." Bryan então pegou seu carro e foi até a casa de Jon Bon Jovi, em Sayerville, New Jersey e começaram a tocar várias músicas de bandas como Southside Johnny e Asbury Jukes.

Embora ainda iniciantes, o grupo tocou em vários clubes de New Jersey e desfrutaram de um certo sucesso. Enquanto isso, Bryan entrava na universidade e também havia sido aceito na conceituada escola de música Julliard, quando Jon Bon Jovi o procurou dizendo que a banda havia assinado um contrato com uma gravadora.

"Eu sempre quis ser um cirurgião". Mas ele reconhece que uma oportunidade como essa não aparece sempre. E ele poderia voltar para a escola quando quisesse.

O restante do curso é uma história musical única. Com exceção dos Rolling Stones, nenhum grupo teve o poder de permanência do Bon Jovi. E francamente, quando os Stones estão juntos, é mais um revival dos anos 60 do que músicos conteporâneos.

A razão do sucesso do Bon Jovi é que eles se mantém atualizados, em parte porque eles podem dar um tempo. E foi numa dessas pausas, no começos dos anos 90, que David Bryan começou sua carreira na Broadway.

Durante uma parada que a banda deu, em torno de 1990, Bryan começou a levar a sério a composição de músicas. Ele já havia composto algumas músicas com a banda, mas agora ele estava devotando toda sua energia.

“Eu comecei a conseguir covers” -- isto é, cantores gravando suas músicas -- “mas é muito difícil conseguir um cover no rock” onde muitos artistas também são compositores.

Seu agente sugeriu que ele tentasse musicais, alegando que ele poderia conseguir que fizessem covers. Sua primeira tentativa, com Francine Oscal, para transformar seus livros Sweet Valley High em um musical, não deu certo - ainda. “Vamos conseguir. Ainda é muito pré-maturo, as músicas de rock são altas demais. Mas nunca deixarei este projeto morrer.”

Há oito anos, ele ouviu a respeito de um livro Memphis escrito pelo veterano Joe DiPietro (“All Shook Up,” “I Love You, You’re Perfect, Now Change”). Ele conseguiu o script e vibrou imediatamente. “Me relacionei com a história. Eu sou um garoto branco judeu de Edison. Eu conheço racismo e ódio.”

“Quando eu li o script pela primeira vez do Joe, já havia algumas letras de músicas. Eu ouvi todas.”

Ele ligou para DiPietro, que sabia que David compunha músicas e letras. Joe disse à David que as letras não estavam 100%, que David poderia muda-las. "Ele disse, 'Faça uma música e me mande.’ Assim que eu desliguei o telefone, eu desci para o meu estúdio e trabalhei na música ‘Music of My Soul”.”

Ele gravou a música, colocou em um CD e enviou a Joe. “Ele me ligou no dia seguinte dizendo que eu estava contratado.”

A dupla atualmente está trabalhando em um tipo de sequência de “Memphis,” que se dá no fim dos anos 50, início dos anos 60, quando "os compositores eram garotos judeus do Brooklyn uma ou duas gerações dos Europeus ou Afro-americanos do Sul.

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Sobre Márcio Alexsandro Pacheco

Sou jornalista residente na cidade de Curitiba. Adoro filmes, cinema, seriados, desenhos, livros, quadrinhos, videogames e claro, música. Sou grande fã do Hard Rock, em especial da banda Bon Jovi, mas obviamente curto outras bandas e estilos musicais, como Guns N´ Roses, Skid Row, Aerosmith, Ramones, Metallica, Nirvana, AC/DC, Ozzy Osbourne, Scorpions, Iron Maiden, Nightwish entre várias outras. Tenho uma namorada linda que também é jornalista. Tento ouvir de tudo um pouco, sem me prender a estilos ou rótulos. Comecei a colaborar com o Whiplash por juntar duas das minhas paixões: a música e o jornalismo. Frase: "What a great f***ing day for rock n´ roll!"

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