Esta matéria foi publicada em 03/09/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O site Metal Kaoz recentemente conduziu uma entrevista com o baterista Mike Portnoy (Adrenaline Mob, Dream Theater, Avenged Sevenfold). Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
Metal Kaoz: Você tem em mente uma data de lançamento para o álbum de estréia do Adrenaline Mob ou mesmo um contrato com gravadora?
Mike Portnoy: Na verdade, estamos em processo de busca de uma gravadora para lançar o álbum. Estamos conversando com algumas gravadoras no intuito de encontrar o que é melhor para a banda porque é algo bastante diferente, nada como o Dream Theater ou o Symphony X (que conta com o vocalista do Adrenaline Mob, Russell Allen). Até agora, temos em mente que o álbum deve ser lançado em janeiro de 2012. Preenchendo a vaga como banda de abertura para o Godsmack, achamos que seria uma boa maneira de apresentarmos a banda lançando um EP de forma independente agora.
MK: Cada membro da banda tem um background musical bastante rico; você acredita que isso aumenta a pressão do Adrenaline Mob como banda?
Portnoy: Isso coloca uma tremenda quantidade de pressão sobre a banda. Primeiramente, há muita pressão sobre mim, visto que esta é minha primeira banda após meus trabalhos com Dream Theater e Avenged Sevenfold, então há bastante foco no que eu faria em seguida. Também, esta é a primeira “banda de verdade” que Russell já participou fora do Symphony X. E a maior pressão vem do fato de que as pessoas que vêm ao show estão esperando assistir a uma banda de Metal Progressivo, e o Adrenaline Mob NÃO É. Temos consciência de que esta banda não é Dream Theater ou Symphony X, e, de fato, essa é exatamente a intenção. Se quiséssemos tocar música progressiva, poderíamos fazer isso no Dream Theater ou no Symphony X. Esse é um “monstro” totalmente novo. Há uma parte de mim que sempre curtiu música agressiva, direcionado a riffs, tipo Pantera, Black Label Society, Slipknot ou coisas desse tipo. É claro, ainda amo música progressiva, milhões de odd-times signatures e canções épicas de 20 minutos, mas tenho feito isso há 25 anos. Então, era hora de fazer algo diferente e foi assim também com Russ (Allen).
MK: Você acha que tem que pedir desculpas ou se explicar por isso?
Portnoy: Não acho que eu tenha que pedir desculpas por isso, e estou animado e orgulhoso dessa banda. Mas sinto que tenho que explicar e ajudar as pessoas a entenderem que esse EP não vai soar como uma banda de Metal Progressivo. Enquanto eles deixarem essas expectativas de lado e aceitarem a banda pelo que ela é, então não há necessidade de desculpas.
MK: Antes de compor para essa banda, você já tinha em mente seu direcionamento musical?
Portnoy: Mike (Orlando, guitarrista) e Russ tinham isso em mente e, como eu disse, no momento em que eu ouvi a faixa “Undaunted”, eu mandei uma mensagem para o Russ e disse a ele que queria me juntar a eles. Eu sempre quis fazer algo agressivo, pesado, mas ao mesmo tempo melódico, cheio de grooves, riffs e com muita energia. Vocês vão ver no show de hoje à noite que realmente vão haver artistas no palco. E sem desrespeitar o Symphony X ou o Dream Theater, eu diria que essa é uma apresentação de palco diferente. Quer dizer, com o Dream Theater, eu era o artista mais animado, como o Russ no Symphony X. Mas nessa banda, eu diria que sou o mais “calmo”... Os caras ficam correndo o tempo ao meu redor o tempo todo! É um ambiente legal, diferente e revigorante.
MK: Você tem encontrado “haters” (N. do T.: pessoas que odeiam ou denigrem o que ele faz) ao longo desse processo?
Portnoy: Com certeza, eu tenho. Tem sido um ano difícil para mim ao ver os fãs do Dream Theater virarem as costas para mim, o que é lamentável, porque eu tenho sido o artista mais direcionado aos fãs que você já conheceram. E durante meu tempo com o Dream Theater, tudo o que eu fiz foi para os fãs. Então é triste quando eu vejo alguém me dar as costas. Porém, novamente, há um grande número de fãs que tem apoiado bastante e, a essas pessoas, eu sou eternamente grato e continuarei tentando fazer deles fãs orgulhosos.
Leia a entrevista na íntegra no Metal Kaoz.
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Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.
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