
O vocalista (e "galanzão") John Bongiovi gravou algumas músicas demo no estúdio de seu primo, que chamaram a atenção de uma grande gravadora e renderam-lhe um contrato. Para gravar seu disco, John optou por formar uma banda ao invés de fazer um trabalho solo, convocando seu velho amigo David Rashbaum (futuramente David Bryan), além de Richie Sambora, Alec John Such e Tico Torres. O nome BON JOVI foi uma ideia dos próprios músicos, se inspirando na pronúncia do sobrenome de John. A partir daí, ele também mudaria seu nome artístico para JON BON JOVI. Portanto, não confundam: BON JOVI é a banda; JON BON JOVI é o vocalista. Futuramente, ele também faria uma carreira solo e lançaria alguns discos, daí a importância de não se misturar as duas coisas.

O músico, compositor e produtor Desmond Child teve participação fundamental na carreira da banda, ajudando a escrever seus maiores sucessos, como "Livin' on a Prayer", "You Give Love a Bad Name", "Bad Medicine", "Born to Be My Baby" e "Keep the Faith", entre outras. Verdadeiros hinos do hard rock!

Com a invasão grunge, principalmente no ano de 1991, as bandas de hard rock começaram a perder a fama grandiosa conquistada nos anos 80 e ceder espaço a grupos como NIRVANA e PEARL JAM. Mas o BON JOVI, por ter inovado e mudado seu estilo para uma sonoridade mais pop rock, ainda mantendo sua pegada hard rock, escapou desse "massacre" dos grunges, que afetou, entre outras, bandas como GUNS N' ROSES e SKID ROW.

Em 1994, a banda lança a coletânea "Cross Road", contendo algumas músicas inéditas como "Someday I'll Be Saturday Night" e a clássica "Always". Este foi o último trabalho a contar com a participação do baixista Alec John Such, demitido no mesmo ano por não satisfazer aos outros integrantes em suas performances, tanto ao vivo como em estúdio. Foi substituído por um membro não oficial, Hugh McDonald (não, ele não tem uma rede de fast foods), que já havia trabalhado com Jon no início de sua carreira.

Em 2003, é lançado "This Left Feels Right", um disco de estúdio contendo regravações de grandes sucessos em versões semi-acústicas com uma levada mais voltada ao country e ao pop rock. Os vocais de Jon encontram-se mais graves e arrastados, dando uma nova cara para músicas que antes eram pesadas e com vocais agudos. Apesar de dividir a opinião dos fãs, trata-se de um bom disco e que abriria as portas para um novo estilo que a banda exploraria na década de 00, mesclando o country ao seu já consagrado hard/pop rock.

Essa influência country alcançou seu auge em "Lost Highway", disco de 2007. O álbum causou controvérsias entre os fãs, agradando a alguns e causando desejo de morte em outros. Mas no fim das contas, é um excelente disco que vale a pena ser ouvido. Para deixar a obra ainda mais voltada ao country, há a participação da dupla Big & Rich e da boa cantora LeAnn Rimes em “We Got It Going On” e “Till We Ain’t Strangers Anymore”, respectivamente. Ótimo trabalho para quem não tem a mente fechada e sabe apreciar uma fusão de estilos sem preconceitos. E pensar que algumas pessoas ainda tem a "coragem" de confundir country com sertanejo...
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Bruno "Grilo" Dias é professor de História e músico nas horas vagas, além de grande apreciador do rock em geral, tendo como hobby conhecer o maior número possível de bandas para ampliar seus conhecimentos musicais. Tem um blog sobre rock onde posta biografias de bandas/artistas com uma pitada de sátira e bom humor (rocktrucker.blogspot.com), além de ser guitarrista da banda de classic rock MAD HATTER, do sul de Minas Gerais. E-Mail: bruno.pdias@hotmail.com / Twitter: @rock_trucker .
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