
Loud: “The Age of Hell é bastante surpreendente, levando em consideração o que a banda estava passando naquele momento.
Hunter: Bem, é uma afirmação ao ouvinte de que, não importa o quanto na merda as coisas estejam, você pode seguir adiante. Você pode criar seu próprio show. E se você se entregar de verdade, você vai conseguir. Então, quer dizer, nós queríamos fazer o melhor álbum possível, queríamos fazê-lo valer o nome “Chimaira” e tudo o que aconteceu foi chato, mas você deve seguir em frente.
Loud: O Chimaira parece ser uma banda que está sempre seguindo em frente a qualquer custo. Comparando os dois primeiros álbuns aos mais recentes, há definitivamente bastante pregresso.
Hunter: Acho que muito disso vem de tocar toda noite, das turnês e da experiência de vida. Acho que sempre fomos uma banda que deu a alma pela música e deu o sangue nas apresentações ao vivo. Nunca fizemos “meia-boca”. E podemos até termos algumas discordâncias no ônibus, na estrada, temos algumas desavenças, mas tudo isso é uma distração. Nossos olhos estão sempre na intenção de fazer um ótimo álbum, fazer o melhor show possível e que os fãs os apreciem. É isso.
Loud: E como estão os novos caras (Emil Werstler - baixo, Sean Zatorsky - teclados, Austin D'Amond - bateria) dentro da banda?
Hunter: Excelentes. Haverá sempre uma energia extra por ter novas faces ao seu redor. A vida é apenas uma série de relacionamentos, saca? Homem ou mulher, você se junta, você termina, você tem um novo lance e tal. “Isso é novo, é excitante, nunca experimentei isso antes.” Há tantas vantagens ao reunir novas pessoas e, para nós, foi importante ter trazido caras que eram nossos amigos. Você tem que viver com essas pessoas por mais de um ano e meio, então isso pode ser difícil.
Loud: Você disse antes que sua carreira pode ser chamada de “the age of hell” (N. do T.: a era do inferno), mas o que você poderia ressaltar como sendo o ponto alto para vocês?
Hunter: Para ser honesto, nós alcançamos todas as metas que definimos. Relembrar isso é realmente impressionante. Tocamos com todas as bandas com quem crescemos escutando, com exceção de algumas que já não existem mais. Dividir o palco com Metallica, Maiden, Anthrax, Megadeth... Cada banda com que nós crescemos. Sabbath, Ozzy, Sabbath com Dio, Sabbath com Ozzy. Vi Robert Plant andando nos bastidores. Vivi um sonho, entende? Vivi um sonho e conheci o mundo.
Loud: Então há algum objetivo que o Chimaira ainda não alcançou?
Hunter: Talvez ganhar dinheiro com isso! (Risos) Talvez fazer um pé-de-meia? Para ser honesto com você, eu não sei. Acho que manter uma base de fãs leal e vê-la aumentando lenta e uniformemente é bom para nós. A capacidade de poder viajar, sair em turnê, tocar, compor... Para mim, como eu disse, qualquer outra coisa é uma distração e/ou a cereja do bolo. Então, se o Metallica nos liga e diz, “Caras, queremos levar vocês para passear”, quer saber?, eu vou pular como um louco, chorando e fazer o que mais eu estiver sentindo. Mas, fora isso, não ficarei tão impressionado (risos).
Leia a entrevista na íntegra na revista Loud.
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Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.
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