Em 03/11/2008 | Almah: "Você pode ver 100% de Edu Falaschi em 'Fragile Equality'"

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Almah: "Você pode ver 100% de Edu Falaschi em 'Fragile Equality'"


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Mesmo com o Angra parado, os frutos de seus integrantes estão nascendo e, em termos, servem para matar um pouco de saudade da maior banda de Metal Melódico do Brasil. Um deles foi com o guitarrista Rafael Bittencourt, que apresentou sua veia de vocalista no Bittencourt Project. Outro que volta a mostrar talento é Edu Falaschi. O vocalista lançou o segundo disco do Almah com uma banda de fato, formada por brasileiros, e mostrou amadurecimento. "Fragile Equality" é um álbum conceitual, com muito Metal (principalmente Melódico, mas também Prog e toques de Thrash) e cheio de personalidade, contando com Felipe Andreoli (baixo), Marcelo Barbosa e Paulo Schroeber (guitarras) e Marcelo Moreira (bateria). Para completar, sairá um mangá ligado à história. Explicando um pouco disso tudo, conversamos com o líder Edu Falaschi, que também deu detalhes sobre a situação do Angra.

Enfim está lançado "Fragile Equality". Qual foi o alívio de ver o disco pronto, já que você visivelmente colocou muito esforço nele?

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Edu Falaschi: É verdade, eu e o Felipe (Andreoli) trabalhamos juntos e começamos a compor em dezembro do ano passado. Ou seja, ficamos oito meses trabalhando o disco. Então, foi uma emoção lançar no Brasil e em poucos dias ter a primeira prensagem esgotada, assim como no Japão. Outra coisa legal é que também saiu na Europa e recebi muitos reviews falando bem e comparando com álbuns de bandas já tradicionais e importantes. Foi importante perceber que depois de toda esta dedicação com o "Fragile Equality" começamos a receber os frutos do mundo inteiro.

Ter esta repercussão toda também mostra a vontade de o pessoal voltar a ver o Angra?

Edu: Acho que sim, mas não misturo as coisas. A expectativa de volta do Angra sempre vai haver. Todos estão contando com isso e os fãs estão empolgados. Mas na Europa e no Japão eles sabem que são coisas diferentes. Como lá o Almah foi divulgado como uma banda, a comparação é menor. Acho que as pessoas compram um CD do Almah pela banda e não só por saudades do Angra.

O lançamento do CD não é tudo. Ainda há o lançamento do livro que completará o disco...

Edu: Eu estou desenvolvendo com um amigo de São Paulo. Estamos fazendo este livro de mangá, o que é bom deixar claro. Não é um livro tradicional, de literatura, é um mangá, um gibi japonês. Ele tem uma história fictícia, de uma aventura, e dentro do livro virá o CD. A diferença é que o disco do livro é só com a parte instrumental. Como um karaokê para os fãs e servindo de trilha sonora para o mangá.

Quando você teve a idéia?

Edu: Foi há algum tempo, por eu ser ligado a este mundo do Anime e do mangá, principalmente após gravar a música dos Cavaleiros do Zodíaco. Sempre gostei da cultura japonesa, foi a realização de um sonho linkar isso com a música. Mas a idéia partiu de quando começamos a falar das letras deste álbum e resolvemos ligar estas duas coisas. Como é um trabalho diferenciado, o primeiro trabalho literário que estou fazendo, os caminhos são diferentes para você desenvolver a história, diagramar o livro e toda a parte burocrática de lançar por uma editora. É tudo mais complicado, então estou tentando realizar até dezembro, mas muito provavelmente só saia no ano que vem.

Terá chance de lançamento em outros países, ou será exclusivo para o público brasileiro?

Edu: Por enquanto será exclusivo do Brasil, mas já estou fazendo contatos para lançar em japonês e, em inglês.

E como foi ter produzido com o Felipe todo o disco?

Edu: Eu já venho trabalhando com produção faz tempo. Com o Symbols, na verdade, eu seria o produtor, mas meu irmão (Tito) cantava na banda e me convidou para entrar. E o primeiro disco foi produzido por mim. No Angra, sempre apoiei e aproveitei que tinha o Dennis Ward para aprender. Isso me deu mais respaldo e estrutura para ser um produtor realmente. Foi aí que eu resolvi tomar as rédeas do meu primeiro disco solo com o Almah. Ali eu fiz tudo. Já no "Fragile Equality" eu tive o Felipe sempre ao meu lado e se tornou um projeto muito mais audacioso, em que a produção teria de ser mais elaborada, trabalhada. Eu gostaria de continuar trabalhando como produtor com outras bandas e espero fazer isso a partir de 2009. É um trabalho desafiador, é legal trabalhar com diferentes pessoas e gostos, e depois ver o disco pronto. Seria uma grande honra seguir esta outra etapa na minha vida.

Qual a principal diferença que você vê entre o primeiro disco e "Fragile Equality"?

Edu: O primeiro foi um disco solo e eu tinha a idéia de fazer algo totalmente livre, independente de estilo. Foi mais solto e menos ambicioso, em que eu estava na turnê do "Aurora Consurgens" e quis fazer algo como realização pessoal. Já com o "Fragile Equality" formatamos como uma banda mesmo, com um trabalho 'full-time' e cheio de objetivos, idéias e ambições. Tudo mudou, pensamos em um estilo para o Almah, porque toda banda precisa de identidade.

Edu, a sonoridade remete muito ao "Temple of Shadows". É proposital, no sentido de ser realmente o seu estilo preferido?

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Edu: Algumas pessoas estão relacionando os discos, mas eu acredito que seja mais pelos trabalhos de orquestrações e dos arranjos de guitarra, pelo fato de as músicas serem trabalhadas e sofisticadas em muitos momentos. Por outro lado, acho um disco muito mais direto você ouve a primeira vez e já saca qual é o som, enquanto o "Temple of Shadows" é muito mais complexo. O "Fragile Equality" tem este lado, mas é bem mais direto, então acredito que tenha uma certa conexão, mas não passa disso.

Falando de uma música específica, na abertura ("Birds of Prey") vocês usaram coros diferentes, mais agressivos. Como foram criados?

Edu: Eu sempre curti corais e a música é impactante, é bem "True", e esse tipo de vozes combinava com isso. Ficou perfeito com um coral masculino, mais pesadão. E o pessoal tem gostado bastante, até porque foi a primeira música que a (gravadora) AFM divulgou na Europa.

E há muitos momentos pesados, como na faixa-título, ainda mais do que no debut. É algo que você sempre gostou?

Edu: Gosto muito de Megadeth, de Testament, da maioria das bandas de Thrash dos anos 80. É algo que eu carrego comigo até hoje e gosto bastante de usar em nossas músicas. Esse disco é de Metal Melódico, estilo que canto há 16 anos e de todas as bandas em que estive. E eu não nego minhas origens, mas este álbum é mais ousado, tem um apelo futurista, pois não quis fazer algo tradicional.

Voltando ao conceito, sobre o que trata o disco basicamente e que mensagem você tentou passar?

Edu: Como ele é baseado no livro, o conceito é sobre uma aventura, mas sua espinha dorsal gira em torno do equilíbrio de todas as coisas do universo. Este equilíbrio existe em tudo, desde os planetas, que estão alinhados, até as coisas mais simples das nossas vidas, seja dentro da banda ou em um casamento, em que se precisa de harmonia. Sempre buscamos este equilíbrio, na sociedade, nas religiões, entre os países, nas diferentes etnias. Quando isso começa a se romper, passa-se aquela linha tênue entre a ordem e o caos, acontecem catástrofes como guerras, crises... As letras falam disso, buscando uma conexão do conceito e a aventura.

Qual lançamento você considera o mais importante da sua carreira?

Edu: São várias importâncias. Claro que o disco mais importante da minha carreira foi o "Rebirth", que me lançou mundialmente, deu oportunidade de mostrar meu talento e com o qual ganhei um disco de ouro no Brasil. O disco que tem mais importância como crescimento musical foi o "Temple of Shadows", por ser toda aquela loucura, muita sofisticação - aprendi muito com o Rafael e o Kiko como compositor. Já o "Fragile Equality" é o melhor disco que fiz no meu próprio estilo. Eu me sinto mais completo porque nele você pode ver 100% de Edu Falaschi. Estou totalmente confortável com as vozes e totalmente na onda do disco. Quando escuto, é o que eu mais gosto e me sinto mais atraído a ouvir. Mas não tem um melhor, cada um tem a sua importância.

Você foi um dos que encorajou o Rafael a cantar e fazer seu álbum de estréia com o Bittencourt Project. O que achou?

Edu: Achei bacana, ele já devia ter lançado um disco solo há muito tempo, pela qualidade de suas composições. O Rafael é um fenômeno como compositor e letrista e qualquer fã gostaria de ouvir um trabalho dele. Quando eu entrei no "Rebirth", já falei que ele tinha que correr atrás de cantar. Porque tanta repressão (risos)!?

No próprio Angra teve a faixa "Out of This World", que o apresentou como cantor, mas que saiu apenas como bonus track. Como surgiu naquela ocasião?

Edu: A gravadora pediu para a gente uma faixa bônus e começamos a pensar que tinha de ser diferente. Como a banda já fez muita coisa, vimos que uma coisa que ainda não tinha rolado era o Rafael cantando. Então metemos as caras nisso aí e ele acabou gravando mesmo.

Bom, por falar em Angra, qual a situação mais atualizada dos problemas legais da banda?

Edu: Estamos começando agora uma reaproximação de fato para voltarmos às atividades. Precisamos esperar as coisas se estabilizarem, mas estamos confiantes de que até o começo do ano que vem voltamos com alguns shows e coisas assim, além de algumas novidades que ainda não podemos revelar. Mas é bom deixar claro que minha prioridade neste momento é o Almah, já que lançamos o CD. Ainda temos muitas coisas para fazer como shows e gravação de clipe, e seguiremos trabalhando ano que vem, mesmo com o Angra voltando. Vão ser dois trabalhos, então vou ficar bem ocupado (risos).

Obrigado por mais uma entrevista, Edu, deixe uma mensagem aos leitores e fãs.

Edu: Gostaria de agradecer aos fãs do Metal em geral, aos do Angra e do Almah. Agradeço muito a quem tem comprado o disco, o que é muito importante para qualquer artista, para que possamos continuar trabalhando. Obrigado também ao Whiplash pela oportunidade de mostrar mais um trabalho!

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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