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Kiss: Paul Stanley presta tributo a Jimmy Page

Traduzido por Rafael Gonçalves | Fonte: Blabbermouth |

A edição de Dezembro de 2007 da revista Classic Rock traz depoimentos de vários músicos, prestando um tributo ao guitarrista do LED ZEPPELIN Jimmy Page, considerado por muitos como aquele que deu forma ao verdadeiro som do rock.

No artigo, o guitarrista/vocalista do KISS Paul Stanley fez a seguinte declaração sobre o influente estilo de Page:

"O curioso nos guitarristas dos YARDBIRDS era como eles transferiam o amor que eles tinham ao Blues para outras direções, particularmente quando você ouve Jeff Beck e Jimmy Page, que pareciam ser menos puristas e mais aventureiros.
Também é notável o fato de que o THE JEFF BECK GROUP e o LED ZEPPELIN surgiram virtualmente ao mesmo tempo, depois da saída de Beck e Page dos YARDBIRDS."

"É interessante ver como era muito maior e mais ampla a visão de Jimmy Page a respeito do que era possível. Jimmy captou nuances e complexidades da produção e arranjo e levou isso para sua banda. Mesmo sendo brilhante, Jeff Beck
não pôde fazer o mesmo, ou devido às limitações das pessoas com as quais tocava, algo que ele mesmo afirmou ser frustrante, ou pelo simples fato de que Jimmy Page se transformou num visionário. Jeff Beck teve de usar seus fenomenais talentos como guitarrista para compensar a falta de material interessante e original."

"A grande sacada de Jimmy Page foi trazer várias influências e sabores para a mistura. Ele foi capaz de perceber que para algo ser pesado não precisava ser cru; o que faz algo ser pesado é a profundidade e a complexidade ou a luminosidade. Aí está um cara que conhecia música Celta, rockabilly, folk americano e formas internacionais de música, além da óbvia
admiração por Robert Johnson e todos os que seguiram seu caminho. Eles [ZEPPELIN] eram todos fãs de Sandy Denny e FAIRPORT CONVENTION. Page compreendeu que para a música ser realmente bombástica, demandava profundidade, e profundidade não vem de destruir um amplificador."

"A idéia de ser capaz de pintar sonicamente, de pintar com luz e escuro e ver as coisas cinematicamente, quase como se sua tela fosse enorme e você não tivesse medo de usar toda a paleta, foi o que fez aquelas canções tão dramáticas. Se 'How Many More Times?' fosse apenas uma guitarra distorcida, não chegaria nem perto da dramaticidade que tem. Para um ouvinte que não entende o que está ouvindo, soa como se fosse. Mas de fato, há muito mais. E isso se torna evidente quando você ouve alguém tentando emular esse som simplesmente ligando uma guitarra distorcida num amplificador."

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Sobre Rafael Gonçalves

Mineiro de Juiz de Fora, nascido em 1985, graduando em Administração de Empresas, leitor do Whiplash! desde 2001, guitarrista mediano. Teve seus primeiros contatos com o Rock na infância, com Legião Urbana, Raul e Pink Floyd. Porém foi somente aos 14 anos que teve os cabelos da nuca arrepiados ao ouvir uma bolachinha chamada Appetite for Destruction, de um tal Guns N´Roses. Desde então, o hard rock e o heavy metal são parte integrante e indispensável de sua vida. Mas como sabe que só existem dois tipos de música (a boa e a ruim), curte também progressivo, rock nacional, blues e até um punk rock de vez em quando.

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