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King Fear: Ex-Dark Funeral mais gélido e umbroso que nunca

Resenha - Frostbite - King Fear

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Por Durr Campos
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Este EP do King Fear simboliza o que tenho buscado nas bandas de black metal ultimamente, isto é, peso e boas melodias à frente da velocidade encapetada de alguns dos representantes do estilo os quais insistem em conectar o velocímetro ao nível de qualidade duvidosa em boa parte das bolachinhas que andei a espreitar nos últimos meses. Batizado por Frostbite, o debut do trio alemão não poderia ter recebido graça mais adequada pelo conteúdo incrivelmente gélido e umbroso.
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Temos aqui mais uma bela investida de Nachtgarm (ex-Dark Funeral, Negator, atual Sanguineus), desta vez apostando em um álbum conceitual inspirado pela história do montanhismo, baseado na "conquista do inútil", ou seja, o desejo possessivo e até mesmo obsessivo da humanidade em alcançar os mais altos picos das montanhas. A arte da capa ajudou bastante a ilustrar o contexto lírico em um ótimo trabalho do renomado Hiko (Fear Factory, OZ, Soil, etc.).

Quem já dera um “tapa” no EP, editado em 2012, sabia que a perversidade seria eminente, pois em cinco faixas nem sempre é possível para uma banda dizer tudo a que veio. Esperei por este lançamento e agora que me chegou às mãos via Shinigami Records pude finalmente apresentar minha versão dos fatos aos leitores do Whiplash.Net. Em todos os oito temas há muitos versos sobre desejo, mitologia, credos, frio, paixão e alusões ao antigo e desconhecido dos povos. A combinação desses elementos só daria errado se os caras quisessem e olhe lá!

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Eu estou evitando citar algum destaque, até porque a homogeneidade em todo o track listing é tamanha e de um bom gosto sem precedentes. Se sua “praia” (ou geleira, para sermos condizentes) for algo ali entre o Celtic Frost de outrora, Tiamat, Satyricon, Shining (Nota do redator: Percebi bastante deles em especial na faixa-título e na derradeira, “Re-Conquering The Useless”) ou mesmo Entombed arrisco a dizer que estejas diante de um dos full-lengths mais interessantes deste final de ano. Por fim, mas nem de longe menos importante, faz-se prudente mencionar a produção, crédito ao baterista Mål Dæth, a qual imprimiu austeridade ímpar ao assunto.

Edição nacional: Shinigami Records
Ano de lançamento: 2013
Estilo: black metal

Line-up
Nachtgarm – vocais
Mål Dæth – guitarra, baixo
BoneInn - bateria

Track listing
01. Conquering The Useless
02. Death Zone
03. Frostbite
04. Immortalized
05. The Wickedest Man
06. Black Gravel
07. Empires Aloft
08. Re-Conquering The Useless

Links Relacionados
http://king-fear.de
http://www.facebook.com/TheKingFear
http://www.shinigamirecords.com

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.

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