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Resenha - Hatred, Love & Diagrams - El Caco

O press release do novo álbum do El Caco informa que a banda é uma instituição do rock norueguês. Chegando ao seu sexto álbum, o trio formado por Øyvind Osa (baixo e vocal), Anders Gjesti (guitarra) e Thomas Fredriksen (bateria) inaugura uma nova fase em sua trajetória com um novo contrato com a gravadora Indie Recordings, onde a principal diferença é a distribuição internacional, deixando para trás os limites de seu país de origem. E, ouvindo o disco, quem tem a agradecer por esta decisão somos nós.

Nota: 9

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Imagem
O som do grupo hipnotiza. Tentando colocar em palavras, a música do El Caco é influenciada pelo Black Sabbath, Led Zeppelin, pós-punk, Kyuss, Queens of the Stone Age, Tool e Mastodon. Essa mistura resulta em uma sonoridade bastante original, onde a guitarra tem um papel central, variando sempre entre riffs e linhas melódicas. A dupla baixo e bateria sai do comum sem reinventar a roda, propondo batidas, grooves e andamentos que surpreendem, de maneira sutil, o ouvinte. O arremate final se dá em dois pontos chaves: a excelente performance do vocalista Osa e a inequívoca capacidade da banda em criar composições muito bem resolvidas, com ganchos que prendem a audição.

A abertura, com a “zeppeliana” “After I'm Gone”, deixa claro o hard rock classudo executado pelo trio. “Hatred”, o primeiro single, nos leva de volta para algum clube escuro e esfumaçado de meados dos anos oitenta, repleto de darks e góticos usando camisetas do Sisters of Mercy. Em “Autopsy”, a canção se desenvolve em camadas crescentes que explodem em um refrão que são sai da cabeça. “Skeleton” é outro grande momento, com a banda soando como uma entidade única, poderosa e cativante.

Uma das características mais marcantes do disco é a produção, que deixou os instrumentos com um timbre levemente vintage. Isso faz com que, ao ouvir as músicas, nos sentimos como se estivéssemos em uma ampla garagem assistindo o grupo. A energia é pulsante e corre pelas veias durante todo o álbum.

Há um trabalho de guitarra primoroso em "Hatred, Love & Diagrams". Anders Gjesti usa o seu instrumento para construir melodias em cada faixa, e elas servem de fio condutor para as composições. A variação entre essas melodias e os riffs, inseridos de maneira certeira, dá uma cara única ao som do El Caco.

Se você pensava que a cena da Noruega se resumia ao black metal, o El Caco prova que a música deste pequeno e lindo país vai muito além do metal extremo. Com classe, originalidade e um imenso talento, o trio desembarca no cenário internacional pronto para conquistar milhares de novos fãs. Suas composições são excelentes, sua música é viva e vibrante.

A dica está dada, agora é com você!

Faixas:
After I'm Gone
Hatred
Autopsy
Equivalence
Go Forward
Confessions
Sixty to Zero
Skeleton
She Said
Disconnect

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor do blog Collectors Room - www.collectorsroom.blogspot.com - e colaborador das revistas poeira Zine e Rolling Stone. Escreve para o Whiplash desde 2005.

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