Dr. Sin: Hard Rock metalizado de primeiríssima linha
Resenha - Bravo - Dr. Sin
Por Thiago El Cid Cardim
Postado em 12 de março de 2008
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Estamos em uma época extremamente produtiva para os medalhões do heavy metal nacional que fazem história desde a década de 80. Depois de 11 anos, finalmente o Viper lança um disco de inéditas, e à altura de um passado de consideráveis glórias. Na estréia de sua banda solo, André Matos consolida todas as influências de sua carreira e das bandas pelas quais passou num único (e novo) rumo musical. E eis que chegamos a este "Bravo", do power trio paulistano Dr.Sin. Primeiro álbum de estúdio em sete anos, desde "Dr.Sin II" (2000), trata-se de um lançamento coeso, inteligente, diversificado e que dá gosto de colocar para tocar no CD player. Hard rock metalizado de primeiríssima linha, por vezes mais sujo e visceral, em outros momentos melódico e cheio de sutilezas. Mas sempre tão intenso e provocativo quanto a excelente capa sugere. Nota máxima.

Tudo bem, os fãs até que seguraram a onda com o duplo ao vivo "Dr.Sin – 10 Anos Ao Vivo" (2003) e o bom disco de covers "Listen To The Doctors" (2005). Mas o que a galera queria era mesmo ouvir novas composições dos irmãos Busic em sua bem-sucedida parceria com o guitarrista Edu Ardanuy. O resultado é certeiro, a começar pela encorpada "Drowing in Sin" e sua levada de metalzão tradicional. E não pára em nenhum momento até chegar em "Welcome To The Show", uma música tipicamente Kiss, ideal tanto para abrir quanto para encerrar o disco, cheia daquelas frases de efeito que levantam a galera nos shows.
O interessante é que "Bravo" funciona bem integrado mesmo com a surpreendente variedade de momentos que oferece. Quem curte um hardão grooveado anos 70, na escola do Deep Purple, vai delirar com a trinca "Nomad", "Behind The Enemy Lies" e "Hail Cesar". Os estradeiros vão adorar subir em suas Harley-Davidsons ao som de "Full Trottle", devidamente iniciada pela expressão de comando "we’re talking fucking rock ‘n’ roll here". "Freedom" é aquele tipo de hard rock festivo, divertido, com uns ligeiros toques de metal melódico – basta ouvir a guitarra acelerada no último ou a bateria do Ivan arregaçando nos pedais duplos. "Dream Zone" carrega fortíssimos ecos do rock progressivo climático do Rush. E diretamente dos anos 80, "Celebration" e "Life is Crazy" servem como uma viagem para a Sunset Strip, reverenciando o Mötley Crüe e seus congêneres. Em dados momentos, aliás, a voz do Andria até lembra a do Vince Neil!
O Dr.Sin prova toda a sua tarimba, contudo, na marcante simplicidade da deliciosa "C’est La Vie". É de fato o melhor momento de "Bravo", com Ardanuy atacando corajosamente com uma levada de guitarra mezzo folk e mezzo Clube da Esquina (pasmem!). E funciona integralmente, sem soar pedante ou menos roqueiro por causa disso. Lá pelo meio da canção, o cara ainda dá uma canja com um riff meio southern rock, num mix country-rock que respira Lynyrd Skynyrd.
Aliás, Ardanuy é mesmo um caso a parte. Dizer que ele é um ótimo guitarrista é chover no molhado. Mas em "Bravo", é possível dizer que ele é daqueles músicos que se pode chamar de "completos". Sim, ele consegue ser um virtuoso quando quer. Mas definitivamente não se resume a isso – mostrando que é muito mais do que "veja-mamãe-posso-dedilhar-cento-e-cinqüenta-notas-por-minuto-enquanto-assobio-e-chupo-cana". Música não é matemática ou malabarismo. E Ardanuy prova ter puro feeling na ponta dos dedos em canções tão diversas quanto a metálica "Signs", a ensolarada "Wake Up" ou mesmo a açucarada balada "Think It Over".
Vamos ser sinceros: se toda banda nos fizesse esperar sete anos para colocar no mercado uma reunião de 16 faixas com tamanha qualidade, acho até que valeria a pena. Evitaria tamanhos equívocos de grupos que, sinceramente, deveria ter encerrado as atividades há muito tempo. Bravo, Dr.Sin. Bravo!
Line up:
Andria Busic – Baixo/Vocal
Ivan Busic – Bateria
Eduardo Ardanuy - Guitarra
Tracklist:
1. Drowing in Sin
2. Nomad
3. Empty World
4. Freedom
5. Behind The Enemy Lies
6. Taj Mahal
7. Celebration Song
8. Hail Ceasar
9. Signs
10. C'est La Vie
11. Dream Zone
12. Life is Crazy
13. Full Trottle
14. Wake Up Call
15. Think It Over
16. Welcome To The Show
Outras resenhas de Bravo - Dr. Sin
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
O guitarrista que Ritchie Blackmore acha que vai "durar mais" do que todo mundo
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
Os melhores álbuns de hard rock e heavy metal de 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
A banda clássica dos anos 60 que Mick Jagger disse que odiava ouvir: "o som me irrita"
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
Slash promete que o próximo disco do Guns vai "engrenar rápido", e explica mudanças nos shows
Para Geezer Butler, capa de disco do Black Sabbath é "a pior de todos os tempos"
John Petrucci fala sobre os desafios de apresentar "Parasomnia" na íntegra ao vivo
O dia que ninguém menos que os Beatles abriram show do fenomenal Ritchie Blackmore
O artista que obteve 25 vitórias consecutivas no lendário programa do Silvio Santos
O dia que músico expulso dos Beatles desabafou com João Barone: "Ele ficou triste"


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



