Após um hiato de aproximadamente três anos sem lançar um trabalho com músicas inéditas (desconsiderando, claro, o CD/DVD ao vivo "Anywhere But Home" lançado em 2004 e que trazia uma faixa inédita, "Missing") o Evanescence está de volta à cena com este "The Open Door". Após passar por diversos problemas, incluindo o derrame do guitarrista Terry Balsamo e a demissão do empresário da banda, Amy Lee e sua trupe tentam provar aos incrédulos que este pode sim, ser um trabalho superior a "Fallen".
Nota: 8 







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Em seguida, "Call Me When You’re Sober", que em minha opinião, poderia ser a faixa de abertura, chega muito empolgante, apesar de também não fugir muito da fórmula já conhecida e consolidada de "Fallen". Aliás, essa acaba sendo a tônica da maior parte do álbum. Entretanto, os vocais de Amy Lee dão o tom, e a bela vocalista demonstra que está cantando muito, apesar do instrumental não inovar, com alguma inserção de teclados aqui e acolá. "Weight Of The World" e "Lithium", dão a nítida impressão de que o Evanescence não se desvinculou de sua velha e já conhecida fórmula. Guitarras com alguma distorção, muitas vezes lembrando as bandas de new metal, alguns teclados e efeitos (o que torna algumas músicas realmente interessantes), o instrumental nada de extraordinário (o que não significa que seja ruim!) seguindo sempre um mesmo padrão para daí explodir em um refrão grudento comandado pela voz de Amy. "Weight Of The World" possui um refrão muito bom, e "Lithium", bem, essa é um caso à parte! Que bela música! Amy atinge talvez, uma de suas melhores interpretações em todo o disco, soltando agudos incríveis, que estão muito bem encaixados.
"Lacrymosa", com todo o seu instrumental grandioso, trazendo algo épico e clássico é uma música surpreendente. E aqui uma curiosidade: Amy jura que essa música é baseada, influenciada e inspirada na obra "Requiem" de Mozart. Já nos primeiros segundos, nota-se a diferença dela para as demais. Com um instrumental bem elaborado e os vocais, como sempre, dando o ritmo, esse tem tudo para ser considerado um clássico da banda.
O trabalho ainda possui outras músicas interessantes como "The Only One", a emocionante "Like You", e o bom trabalho de guitarras em "Snow White Queen" e "All That I'm Living For". A excelente balada ao piano "Good Enough" fecha o disco estrategicamente muito bem. Como é agradável ouvir a voz de Amy. Ela de fato está em um de seus melhores momentos.
Veredicto? Um bom disco, superior a "Fallen", com algumas ousadias, embora sem possuir nada de extraordinário e que empolgue muitas pessoas mais, além daquelas que já apreciam o trabalho da banda. Ao menos, eles estão aprovados no temido e já famoso "teste do segundo disco", não é mesmo?
Set-List:
1 Sweet Sacrifice
2 Call Me When You're Sober
3 Weight of The World
4 Lithium
5 Cloud Nine
6 Snow White Queen
7 Lacrymosa
8 Like You
9 Lose Control
10 The Only One
11 Your Star
12 All That I'm Living For
13 Good Enough
Line-Up:
Amy Lee – Vocais
Terry Balsamo – Guitarras
John LaCompt – Guitarras
Will Boyd – Baixo
Rocky Gray – Bateria
2006 – Sony BMG (NACIONAL)
Site Oficial: www.evanescence.com
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Tem a certeza de que nasceu no ano errado, em 1985, o que o impossibilitou de assistir ao vivo o I Rock In Rio. Reside no interior gaúcho, na cidade de Panambi. A vontade de escrever sobre música surgiu para exteriorizar sua perplexidade: na sua cidade não há uma única loja especializada em CD’S de rock e metal. Mesmo assim, tem o rock n’roll no coração. Não dispensa o excelente hard rock do Pink Cream 69 e os clássicos Black Sabbath e Kiss. Mas seu gosto pela música vai muito além: Arch Enemy, System Of A Down, Audioslave, Nightwish, The 69 Eyes, Nevermore, Kreator, Grave Digger... E a lista é extensa...
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