Resenha - Century Child - Nightwish

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Por Fernando De Santis
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Depois de ter lançado o bem sucedido “Wishmaster” em 2000, Tuomas sabia que o próximo disco do Nightwish criaria muita expectativa no mundo todo. Por essa razão, o quarto álbum da banda finlandesa, “Century Child”, demorou a sair. Contando com o ex-baixista do Sinergy, Marco Hietala, a banda ingressou numa nova fase, com uma formação mais madura e fazendo novos experimentos.
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Ao colocar o CD “Century Child” para rodar, logo de cara já dá para perceber algumas mudanças no vocal de Tarja. Em muitos momentos ela não canta de forma lírica, porém, não decepciona nesse “novo” estilo. A abertura do disco fica por conta da pesada “Bless The Child”, que por sinal, tem uma introdução bem ao estilo de “Deep Silent Complete”, do disco anterior. Falando nisso, qualquer semelhança, não é mera coincidência: a segunda faixa do disco, “End Of All Hope” tem uma levada muito parecida com a música “Wishmaster” do disco anterior.

A faixa “Dead To The World” é a primeira a ter os vocais de Marco Hietala em evidência. Cantando muitos versos, Marco mostrou que o Nightwish não só conseguiu um baixista muito mais técnico do que o antigo, como também arrumou um vocalista excelente, que com certeza nos shows, cantará os clássicos da banda que antes eram cantados por Tuomas ou por convidados especiais.

A faixa “Ever Dream”, primeiro single do álbum, é o ponto forte do disco: seguindo o estilo Nightwish que conquistou fãs no mundo inteiro, “Ever Dream” cativa com um refrão marcante e com um final avassalador, onde Tarja e Marco mostram um grande entrosamento.

“Slaying The Dreamer” é uma das faixas mais impressionantes do álbum: impressionante, pois se trata de uma música muito pesada, com guitarras beirando o Thrash, cheias de harmônicos, Jukka “sentando a mão” na batera e riffs super pesados. Pode não agradar muito aos fãs mais radicais, por se tratar de uma música muito pesada.

Seguindo uma linha de “Swanheart” (do disco “Oceanborn”), a faixa “Forever Yours” é uma belíssima balada que não tem nada de novo, porém, como seguiu uma fórmula antiga, que deu certo anteriormente, não teria razão para não funcionar dessa vez. As faixas “Ocean Soul” e “Feel For You” são muito interessantes. “Feel For You” é mais cadenciada e conta com os duetos de Tarja e Marco, além de ter uma linha de baixo bem elaborada.

Uma das boas surpresas do disco fica por conta do cover de “Phantom Of The Opera”, do compositor Andrew Lloyd Webber. A adaptação dessa obra ficou com a cara do Nightwish; guitarra pesada, teclado criando um clima interessante e a excelente interpretação de Tarja e Marco nos vocais. Tuomas acertou em cheio quando escolheu a música, que ficou parecendo uma obra original do Nightwish. Tarja mostrou toda sua técnica e capacidade nessa faixa, deixando para os fãs a difícil tarefa de comparar os vocais dela com a cantora Sarah Brightman.

A última faixa do disco, “Beauty Of The Beast”, com mais de dez minutos de duração, é uma coleção de riffs e melodias. Usando as palavras de Tuomas para descrever essa música, eu diria que é uma “verdadeira obra prima”. Com backgrounds orquestrados, Tuomas se gaba ao lembrar que tal faixa foi gravada em cerca de 140 canais. É uma composição com muitas mudanças de clima, que poderia ser utilizada como tema de algum filme de Hollywood, pois as passagens são muito emocionantes.

“Century Child” conseguiu manter o nível dos discos anteriores lançados pelo Nightwish. Mais uma vez Tuomas acertou na criação das músicas, porém, em alguns momentos, o ouvinte terá aquela sensação de “já ouvi isso em outro disco deles”.

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Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

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