Ozzy Osbourne, Ronnie James Dio, Ian Gillan, Glenn Hughes e Tony Martin. Quem conhece a história do todo-poderoso Black Sabbath, sabe muito bem que todos estes grandes vocalistas deixaram seus trabalhos registrados em lançamentos da banda. Mas eles não foram os únicos a comandar o microfone. Cinco outros fizeram parte do grupo – embora alguns não sejam oficialmente considerados como integrantes por Tony Iommi. A época de maior rotatividade aconteceu durante os anos 1980, quando a formação mudava com a mesma freqüência que qualquer um de nós troca de roupa (sim, foi um exagero, mas faz parte da idéia). Ainda bem que vamos nos limitar aos cantores. Caso contrário, seria necessário um livro para conseguirmos estabelecer um dossiê completo.
Em 1977, após a morna turnê de divulgação para o disco Technical Ecstasy, Ozzy Osbourne decidiu sair da banda pela primeira vez. A depressão, somada aos excessos químicos que cobram seu preço até hoje, fizeram com que o lendário Madman pedisse as contas, deixando seus colegas com um misto de tristeza e alívio, já que a situação havia se tornado insustentável. Na hora, Tony Iommi lembrou o nome de um velho conhecido dos tempos de Birmingham, que já tinha certa experiência no meio musical. Era Dave Walker, que contava em seu currículo com passagens por Savoy Brown e Fleetwood Mac, para citar apenas os mais conhecidos.

O retorno de Ian Gillan ao Deep Purple, em 1984, colocou ponto final na era Born Again. Mais uma vez, o Sabbath se encontrava em um momento difícil, sem grandes perspectivas em um futuro imediato. A primeira medida de Tony Iommi e Geezer Butler foi promover o terceiro retorno de Bill Ward. Mas ainda faltava solucionar a ausência de um vocalista, então apostaram no desconhecido David Donato. Para causar impacto, chamaram o mega-produtor Bob Ezrin (Alice Cooper, KISS, Pink Floyd, etc...), que os ajudou nos ensaios e novas composições. Uma entrevista e sessão de fotos foi feita para a conceituada revista britânica Kerrang. Mas a ideia não passou disso mesmo, com o grupo se dissolvendo na sequência.

Eis o nome mais polêmico da lista. O astro principal da produção de Jesus Christ Superstar para a Broadway jura que integrou o grupo por um rápido período em 1985. Já Tony Iommi nega, dizendo que Jeff apenas participou de testes quando o Black Sabbath sequer estava realmente ativo. Aliás, a ideia inicial era que o projeto, para o qual ele estaria sendo listado, era o álbum-solo do guitarrista, que acabou transformando-se em um trabalho da banda por questões contratuais. Os outros músicos que participaram da empreitada haviam sido ‘emprestados’ a Iommi por sua então noiva, Lita Ford. Entre eles estava o hoje famoso baterista Eric Singer, atualmente no KISS.

De todos aqui citados, foi aquele que teve maior participação efetiva na história do Black Sabbath. Entrou na banda durante a tour de Seventh Star, substituindo Glenn Hughes, que não estava dando conta do recado, graças aos seus abusos químicos e o nariz quebrado, fruto de uma briga com um Road manager, fazendo com que coágulos se formassem em seu rosto. Com esse cenário, Ray Gillen deixou o Rondinelli, com quem havia gravado o álbum Wardance, e imediatamente juntou-se a Tony Iommi, Dave Spitz, Eric Singer e Geoff Nicholls. Importante salientar que Glenn ficou muito magoado, pois ele e Gillen eram amigos. Mas o tempo fez com que tudo se resolvesse e eles reataram relações antes da morte de Ray, em 1993, decorrência da AIDS.

Todo time que se preze tem o seu talismã. É aquele jogador que fica a maior parte do tempo no banco de reservas, mas sempre aparece para salvar a equipe em situações difíceis. Esse é Rob Halford para o Black Sabbath. Duas vezes o Metal God surgiu em momentos que a banda precisava de um substituto. A primeira em 1992, durante os shows de despedida (fakes, é claro) de Ozzy Osbourne. A ideia era que o Sabbath se apresentasse primeiro, Ozzy na sequência e a formação original (Ozzy, Iommi, Butler, Ward) encerrasse a noite. Mas Ronnie James Dio, em sua segunda passagem pela banda, se recusou terminantemente, o que resultou em mais um rompimento do baixinho com seus colegas de grupo. Coube a Rob salvar o barco.

Até onde sabemos, foram só esses. Mas será que não há algum outro perdido na história? Seria algo tipicamente Sabbath descobrir.
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27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.
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