A Escócia tem uma população de cerca de 5,1 milhões de habitantes e uma superfície de 78.772 km², que equivale a aproximadamente 30% do território total do Reino Unido. Antigamente chamada de Caledônia pelos Romanos, possui, desde os tempos mais remotos, uma história rica em acontecimentos importantes, dentre eles inúmeros mistérios e lendas, envolvendo batalhas e antigos castelos. E é também, inegavelmente, o cenário de algumas das mais marcantes paisagens do mundo.
Foto da chamada: Makila Crowley
Mas – acredite – a Escócia é ainda muito mais do que isso!
Este belo País é dividido em várias regiões, sendo que uma delas é a região de Fife. Dentro de Fife, há o Distrito de Dunfermline, do qual a cidade de Dunfermline é o centro administrativo. A origem do nome “Dunfermline” vem do gaélico escocês “Dùn Fearam Linn”, que significa, em tradução livre, “Castelo na curva do rio”.
Atualmente, as maiores cidades da Escócia são Edimburgo, Dundee, Glasgow, Aberdeen, Stirling e Inverness. Edimburgo é a Capital.




Dunfermline, aliás, abriga alguns dos locais históricos mais importantes da Escócia. Em um deles - a Abadia de Dunfermline - jazem os corpos de muitos monarcas escoceses. O mais famoso deles é, provavelmente, o Rei Roberto I (em inglês moderno, “Robert The Bruce” e, em gaélico escocês, “Roibert a Briuis”).
De acordo com artigo publicado na Wikipedia, “Roberto Bruce foi um dos maiores reis da Escócia e um dos mais famosos guerreiros de sua geração”. Coroado em 1306, “Comandou os escoceses durante as Guerras de Independência Escocesa contra a Inglaterra”, tendo derrotado, em 1314, na Batalha de Bannockburn, o exército inglês de Eduardo II. Ainda segundo o mesmo artigo, “No final de sua vida, vê-se que Bruce conseguira aquilo pelo qual lutara. A Escócia, de novo um reino independente, o relembrará sempre como o Bom Rei Roberto e seu triunfo em Bannockburn é o legado que une os escoceses em qualquer lugar onde se achem. A Escócia nunca mais foi conquistada. O legado final de Bruce foi confirmar a Escócia como nação separada e distinta, não apenas um reino mas uma comunidade, um povo, no fim de tudo uma nação”.
De fato, em 1328, a Inglaterra finalmente aceitou, por intermédio do Tratado de Northampton, a independência da Escócia. Embora o Parlamento escocês tenha admitido, em 1707, a anexação da Escócia ao Reino Unido da Grã-Bretanha, os escoceses tiveram reconhecido o direito de manter sua liberdade e autonomia como Nação, “possuindo seu próprio sistema jurídico, político e religioso”.
Com relação especificamente à Dunfermline, esta cidade tão importante para a história escocesa possui, além de importantes monumentos históricos, como a citada Abadia de Dunfermline, também muitos outros belos locais para serem apreciados.



O filho mais famoso de Dunfermline é, na opinião de muitos, o filantropista Andrew Carnegie. Andrew nasceu em 25 de novembro de 1835. Segundo ele, “um empreendedor só seria bem sucedido se acumulasse riqueza para, em seguida, redistribuí-la”. Andrew foi um homem que não se limitava a pregar as boas ações: ele realmente as colocava em prática. Este herói de Dunfermline chegou a doar “cerca de 56 milhões de dólares para a construção de mais de duas mil e quinhentas Bibliotecas Públicas Carnegie, nos Estados Unidos e em vários países de língua inglesa”. Além disso, de acordo com o site NetSaber, ele também “montou fundações, fez doações para universidades, e construiu o famoso Carnegie Hall, em New York e o Peace Palace, em The Hague. Subvencionou numerosas obras e fundações, como o Carnegie Institute of Pittisburgh (1896), a Carnegie Institution of New York (1902) e a Carnegie Corporation of New York (1911). Aposentado (1901), escreveu um famoso artigo, Wealth (1889) ou O evangelho da riqueza, pregando o exercício da filantropia, e (1919) aos oitenta-três anos, morreu em Massachusetts, em estado de graça”.
Andrew não era apenas benevolente, mas também um grande empreendedor. Sábio, são também de sua autoria as frases “À medida que envelheço, presto menos atenção ao que as pessoas dizem; simplesmente observo o que fazem”; e “Dois importantes fatos, nesta vida, saltam aos olhos: primeiro, que cada um de nós sofre inevitavelmente derrotas temporárias, de formas diferentes, nas ocasiões mais diversas. Segundo, que cada adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente. Ainda não encontrei homem algum bem-sucedido na vida que não houvesse antes sofrido derrotas temporárias. Sempre que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte...”.

Amigos desde os 5 anos de idade, Dan e Pete construíram juntos uma trajetória de sucesso, respeitada e admirada por músicos de várias gerações.

Pete nasceu em 14 de setembro de 1946. Já Dan, seu amigo desde a infância, nasceu exatamente um mês depois. O baixista iniciou sua trajetória musical ainda muito jovem, em 1961, numa banda local chamada The Shadettes. Seu amigo William (Dan McCafferty) ingressou no grupo em 1965. Nesta época, já integrava o The Shadettes o baterista Darrel Sweet - mais um grande orgulho da cidade de Dunfermline. Darrel, vale dizer, esteve ao lado de seus amigos Dan e Pete até 30 de abril de 1999, quando faleceu, vítima de um ataque cardíaco.



Mas voltemos à Dan e Pete. Até então, o Nazareth ainda não tinha conseguido o sucesso merecido, mas os grandes conhecedores de rock já estavam dedicando maior atenção à banda, pois já haviam percebido seu potencial.










Em 1981, ingressou na banda o jovem músico Billy Rankin, também escocês, mas natural de Lennoxtown. Billy, que tinha na época apenas 19 anos, acrescentou muito ao trabalho do Nazareth durante o tempo em que permaneceu no grupo.









No ano que se seguiu, porém, o baterista Darrel Sweet faleceu, aos 30 de abril de 1999, com apenas 51 anos, após sofrer um ataque cardíaco. Foi uma grande perda para familiares, amigos, fãs e companheiros de banda.
A dor pela perda do amigo foi muito grande, mas era necessário renovar as energias e continuar. E foi assim que Pete convocou seu filho Lee Agnew - mais um membro do Nazareth nascido em Dunfermline -, para substituir o saudoso Darrel Sweet.
O ano de 2003 assistiu a saída de Ronnie Leahy da banda e o retorno do Nazareth a um quarteto. A mudança foi benéfica para o grupo, pois o seu som ao vivo ficou bem mais próximo ao tradicional e respeitado rock pesado do Nazareth, feito sobretudo nos anos 70.
Em novembro de 2005, Pete concedeu uma entrevista, na qual informou que a banda havia recebido uma proposta de uma gravadora alemã para registrar um novo álbum de estúdio. Isto tornou-se realidade em setembro de 2007, quando o grupo – já amplamente reconhecido como um dos mais importantes e influentes na história do rock – finalmente voltou ao estúdio, para alegria dos fãs e amantes da boa música.

Desta forma, o Nazareth, liderado pelos filhos ilustres de Dunfermline Dan McCafferty e Pete Agnew, continua seguindo sua vitoriosa trajetória, superando adversidades, perdas, modismos, mudanças de estilos musicais e todos os demais percalços que somente as pessoas mais obstinadas conseguem superar.


Fontes consultadas:
http://www.nazarethdirect.co.uk
(agradecimento especial ao webmaster Cob) ;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nazareth
http://www.educamia.org/map_1_po.htm
http://es.wikipedia.org/wiki/Dunfermline
http://pt.wikipedia.org/wiki/Abadia_de_Dunfermline
http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&q=dunfermline&um=1&ie=UTF-8&sa=X&oi=geoc...
http://www.calendario.cnt.br/SEMFRONTEIRAS.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_I_da_Esc%C3%B3cia
http://www.coladaweb.com/paises/escocia.htm ; http://www.ci.com.br/mochilao-ci/diario-de-bordo/comentarios?diario_id=37742&post_id=38644&sel_week=12&comment=true
http://www.arqnet.pt/portal/teoria/inglaterra_sec17b.html
http://streapadair.smugmug.com/gallery/2071338_JVbTC/1/106706136_8MoMA#106706136...
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1564.html
http://www.pensador.info/autor/Andrew_Carnegie/
http://www.pbs.org/wgbh/amex/carnegie/
http://www.dunfermline.info/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_da_Esc%C3%B3cia
http://www.reino-unido.net
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