Extreme - uma apresentação enérgica, direta e de altíssima qualidade em Porto Alegre
Resenha - Extreme (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 06/04/2026)
Por Guilherme Dias
Postado em 18 de abril de 2026
O Extreme voltou a Porto Alegre após 11 anos, trazendo para a capital gaúcha a "Thicker Than Blood Tour". O show aconteceu em uma segunda-feira, no Auditório Araújo Vianna, localizado no bairro Bom Fim, no coração do Parque Farroupilha. A banda também passou pelo Brasil com outras duas apresentações: em São Paulo, no festival Monsters of Rock, e em Curitiba.
Fotos por: Douglas Fischer (@douglasfischer_fotografia)
Após um importante sucesso na década de 1990, o Extreme encerrou as atividades em 1996 e retornou em 2008 com uma formação que se mantém desde então: Gary Cherone (vocais), Nuno Bettencourt (guitarras) e Pat Badger (baixo), juntos desde os primórdios do grupo, além de Kevin Figueiredo (bateria), que assumiu as baquetas anteriormente ocupadas por Paul Geary e Mike Mangini, mantendo o alto nível técnico característico da banda.

Com o público ainda acessando o Auditório Araújo Vianna e se posicionando em suas poltronas, alguns minutos após as 21 horas, as luzes se apagaram e o telão exibiu a capa de "Six", último álbum do Extreme, lançado em 2023, já indicando o peso que o novo trabalho teria no repertório. O repertório começou com "It ('s a Monster)" e "Decadence Dance", clássicos do disco "Pornograffitti", de 1990, mostrando que a banda mantém firme a conexão com sua fase mais consagrada. "Rebel" foi a primeira de "Six" a aparecer no set, reforçando a boa recepção do material recente, que teve continuidade com "Rest in Peace" e "Am I Ever Gonna Change", ambas do álbum "III Sides to Every Story", de 1992. A pesada "Thicker Than Blood", que dá nome à turnê, evidenciou a sonoridade mais agressiva da fase atual, precedendo um dos momentos mais esperados da noite: a incrível "Play With Me", executada com perfeição, reforçando o virtuosismo característico de Nuno e empolgando todos os fãs presentes.

Nascido em Praia da Vitória, Nuno se comunicou e brincou em português com a plateia, reforçando sua conexão com o público brasileiro. Em um momento descontraído, perguntou ao público quem estava assistindo ao Extreme pela primeira vez e quem os acompanha desde os tempos antigos. Após diversos fãs levantarem os braços, Nuno apontou para alguns e os chamou de "velhos" e, para outros, chegou a dizer "muito velho", gerando muitas gargalhadas.

O show seguiu com a novata e emocionante "Other Side of the Rainbow" e a clássica e famosíssima "Hole Hearted", com direito a uma pequena bateria à frente do palco para Kevin e um lindo violão de 12 cordas nas mãos de Nuno. A canção teve recepção calorosa, evidenciando a força atemporal do repertório da banda, acompanhada de agradecimentos de Gary aos fãs.

Única do trabalho "Waiting for the Punchline" (1995) no setlist, a instrumental "Midnight Express" foi dedicada por Nuno aos guitarristas presentes na plateia, reforçando sua identidade como um dos grandes instrumentistas do gênero. Após os aplausos, Nuno ergueu o violão, agradeceu aos fãs e chamou Gary de volta. Sentados lado a lado, protagonizaram um dos momentos mais esperados da noite.

Após Nuno dizer para Gary: "Vamos fazer isso de novo?", ambos apresentaram os primeiros versos de "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin. Entre risadas e com o público cantando junto, interromperam a música, com direito a Nuno comentar "Essa é uma ótima música, gostaria de ter composto ela, vamos lá". Em seguida, tocaram a tão esperada "More Than Words", com grande entrega dos fãs, que cantaram muito alto junto com Gary e Nuno, mostrando também a consistência vocal de Gary ao longo dos anos e a capacidade da canção de seguir emocionando o público.

Um breve solo de bateria marcou a transição para o retorno de todos ao palco em "Cupid's Dead", "Banshee" e a instrumental e virtuosa "Flight of the Wounded Bumblebee". O encerramento foi pesado e arrasador, com "Get the Funk Out" e "Rise", reafirmando a energia e o peso da banda ao vivo. Ficou a sensação de um show que passou rápido demais e que poderia ter continuado por horas, mantendo o mesmo nível de empolgação.

Os músicos demonstraram um talento impressionante - não à toa, Gary já integrou o Van Halen e excursiona com Joe Perry, do Aerosmith, enquanto Nuno, vencedor do Grammy Award, frequentemente divide o palco com Steven Tyler.

Foi uma apresentação enérgica, direta e de altíssima qualidade, com performance impecável de todos os músicos, destaque para o vigor físico de Gary, a excelente qualidade de som e as projeções no telão, alinhadas às músicas executadas. Vida longa ao Extreme, que está mais vivo do que nunca.



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