Exhumed e Beyond Creation: da tranquilidade para a agressividade

Resenha - Exhumed e Beyond Creation (Carioca Club, São Paulo 19/04/2019)

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Por Diego Camara
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Sem dúvidas foi um belo espetáculo daqueles inesperados o primeiro show das bandas Exhumed e Beyond Creation na capital paulista. Em primeiro lugar por ser realmente um símbolo das apresentações alternativas na cidade, e um símbolo também da variedade que temos hoje no metal extremo, quando bandas tão diferentes uma da outra se unem para fazer um espetáculo em conjunto. Confira os principais detalhes do show, com as imagens exclusivas de Fernando Yokota.

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O Beyond Creation subiu primeiro ao palco do Carioca Club. Na hora certa, a banda abriu para um público pequeno no Carioca Club, que não preenchia direito nem metade da casa. Era fácil transitar pelos espaços e encontrar um lugar bom para ver o show. O show, porém, estava digno de casa lotada: a qualidade do som já esta ótima desde o início do espetáculo. Em partes também potencializada pela menor quantidade de pessoas, que pareceu melhorar a acústica do Carioca Club.

O público curtiu o show da banda desde o início. O Beyond Creation, banda ainda nota no cenário e vinda do Canadá, toca um estilo mais clássico do death metal, baseado na técnica das guitarras. Eles apelam bastante para interlúdios e bridges ao estilo de Gotemburgo, com bastante qualidade em um som macabro que espelha bem o estilo europeu. Além disso, abusam muito da velocidade das baquetas nas partes rápidas das músicas e em solos extensos e intrincados.

A banda encantou com ótimos solos de guitarra, fez o público bater cabeça em diversas músicas e realmente chamou muito a atenção dos fãs, que tinham ido muito mais para ver o Exhumed, atração principal da noite. O público foi bastante morno durante toda a apresentação, mas na parte final do show, com "Omnipresent Perception" e "Fundamental Process" se entregaram ao bate cabeça e ao moshpit, abrindo uma roda no centro da pista. Uma incrível apresentação, que foi fechada com a banda indo para o merchandising no final, tirando fotos com o público e conversando com os fãs, tirando inclusive atenção da apresentação principal, que já ocorria no palco.

O Exhumed veio logo em seguida, subindo no palco às 22h30. Parte do público, interessado pelo meet and greet do Beyond Creation, não prestou tanta atenção no início do show da banda Bastante agressivo, o Exhumed abusou da velocidade no show, em especial pelas baquetas geniais de Mike Hamilton. A agressividade da banda jogava uma música atrás da outra, na firmeza que requere o grindcore.

Os vocais duplos da banda são um grande destaque para o som, e fazem o Exhumed ainda mais brutal. Harvey e Sewage dividem os vocais com diferentes tons, criando uma dualidade especial no som do Exhumed, que é ainda melhor explorada pelas guitarras rápidas da banda. "Necromaniac", por exemplo, tem muito disso, construindo uma linda performance.

A banda também capricha muito no som, mas também paga com seus efeitos especiais. Eles tem o seu Eddie, que entra no palco soltando faiscas na guitarra e transformando a performance com seus estilo bizarro e cheio de dramaticidade. A banda empolga, e empolga em conjunto, a performance dos músicos é bastante positiva, e o ponto realmente forte do show é como as guitarras constroem com perfeição a parte dramática e rápida da banda.

O público, no geral, foi bastante morno. É difícil saber o que faltou na performance da banda para acender seus fãs durante boa parte do show. Ou o fato de que o público não estava tão interessado em interagir com a banda. O show somente aqueceu mesmo em seu final, com "Forged in Fire" a primeira roda abriu no centro da pista, dando um grande bate cabeça. "Death Revenge", que veio pouco depois, bastante old school e com muita brutalidade da bateria, construiu bem a sequência: o público, mais confiante, parecia só agora se entregar ao estilo mais brutal do Exhumed, passando para a ação na pista, em um fechamento condizente com a qualidade e o espetáculo que representa o metal extremo do Exhumed.

Exhumed

Beyond Creation




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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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