Lenny Kravitz: Um show pra cima e cheio de energia, como sempre
Resenha - Lenny Kravitz (Lollapalooza, São Paulo, 06/04/2019)
Por Rudson Xaulin
Postado em 13 de abril de 2019
Fotos: Fernando Yokota
LENNY KRAVITZ, um dos maiores nomes que estava cotado para o LOLLAPALOOZA, entregou o que se esperava: Um show pra cima e cheio de energia, como sempre. Mesmo com muita chuva e um LENNY mais contido, com passos mais calmos, ganhou o público de cara quando soltou FLY AWAY, hino mundial, não só dos fãs do norte-americano. Logo no início, na parte mais alto do palco, era possível saber de cara, que KRAVITZ iria mandar muito bem, afinal, o que mais se espera do cantor estava lá, quase que impecável: A voz...
Revisitando muitos clássicos, deixando o show mais calçado na nostalgia, KRAVITZ mandou bem em muitas jam’s, deixando as músicas maiores ainda, como em AMERICAN WOMAN. Dando muito espaço para a banda, afiada banda, e fazendo muito uso de seus músicos de sopro, de maneira harmoniosa e quase que perfeita. Sempre muito comunicativo, KRAVITZ não deixou de falar com o público sempre que pode, até em português, mostrando sua conexão intensa com seus súditos, fiéis, que não arredaram o pé da grade, apesar da chuva.
Lenny Kravitz - Mais Novidades
Pecado por parte do LOLLAPALOOZA, deixar o palco e até mesmo os músicos, "apagados", foram diversos shows "escuros", que se não fossem o telão, estar grudado na grade, não seria de grande diferença. Um vacilo que ficou claro e que muita gente reclamou. O festival deve melhorar isso, ou pensar nisso, porque a níveis de outros eventos, foi uma coisa que eu ainda não tinha visto: Shows escuros, músicos indo para os cantos do palco, sem serem iluminados, holofotes quase que inexistentes. Tanto que, era visível que os músicos se mantinham mais ao centro, em diversos shows, pois não adiantava muito tentar chegar mais perto das extremidades do palco, se igual o público não os veria. Talvez por isso LENNY tenha descido e ido até as pessoas, quase deixando todo mundo maluco.
LENNY KRAVITZ ainda falou de seu amigo e da música que gravaram juntos, ao citar SLASH (GUNS N’ ROSES) e anunciar ALWAYS ON THE RUN. O show foi cheio de swing e uma cara de arremetermos aos anos setenta, a banda toda, é um show a parte. AGAIN foi outro clássico que fez muitas fãs irem às lágrimas, coisa que não foi mesmo difícil de ver durante a performance de LENNY. Cantando bastante e fazendo pouco uso da guitarra (mesmo que tenha trocado de instrumento umas seis ou sete vezes), LENNY deixou a banda brilhar e fez tudo o que pode para ser o show que os fãs esperavam.
Perto do fim e já no bis, tivemos show de fogos e o deleite de muitos com ARE YOU GONNA GO MY WAY, alguém aí se lembra de GRAN TURISMO 3? LENNY saiu de cena ovacionado, um show curto, para tanta história e tanta música de qualidade. Alguém que conseguiu flertar como poucos com tantos ritmos diferentes e um engajamento, que não vimos em qualquer artista, de deixar a música correr em todas as áreas, seguimentos e gostos. LENNY KRAVITZ é um dos artistas contemporâneos mais completos, sem dúvida. Quem sabe no próximo show, tenhamos mais e mais hits que ficaram de fora, mais luz no palco e mais ainda de uma voz que parece não se cansar. Com muita chuva, tivemos um show molhado, literalmente... Volte sempre, KRAVITZ!









Outras resenhas de Lenny Kravitz (Lollapalooza, São Paulo, 06/04/2019)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
A música que David Gilmour vetou na reunião histórica do Pink Floyd
Nicko McBrain diz que voltaria a tocar e gravar com Iron Maiden com condição
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
A banda que Eric Clapton não compreendia, e queria tocar com eles pra ver como funcionava
G1 põe rock e metal como grandes vencedores do Top 10 de shows do Rock in Rio
A banda holandesa dos anos 1970 que Humberto Gessinger está ouvindo sem parar
A melhor fase do Accept de todos os tempos, segundo Wolf Hoffmann
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
O disco da "fase John Bush" que é o preferido de Scott Ian, guitarrista do Anthrax
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
Rafael Bittencourt explica por que o Angra voltou a olhar para a fase Andre Matos
Oasis confirma primeiras datas da segunda turnê após reunião
O clássico dos anos 1970 que Bono, do U2, achava que fosse uma oração
John Lennon ficou decepcionado com solo de guitarra feito por Eric Clapton em sua canção
Bryan Adams conta em entrevista como foi compor hit pesado do Kiss

Os 20 melhores álbuns lançados em 1989, segundo a Louder
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



