Flogging Molly: uma festa punk movida a muita cerveja

Resenha - Flogging Molly (Carioca Club, São Paulo, 06/10/2018)

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Por Nelson de Souza Lima
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Haja cerveja pra aplacar a sede dos caras do Flogging Molly. E que seja Guinnes, a qual eles têm incrível adoração. O grupo irlandês/norte-americano faz shows regados a doses cavalares de loiras geladas que são verdadeiras festas punk. Quando estiveram por aqui em 2012 tocando no extinto Via Funchal deixaram uma ótima impressão e seu número de seguidores nesses seis anos só aumentou. Então não foi surpresa que nessa nova passagem por terras tupiniquins para três apresentações em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro os shows fossem muito concorridos. Conferi a apresentação que rolou em São Paulo no Carioca Club e o que vi foi de uma energia que só o Celtic Punk do Flogging Molly pode proporcionar.

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O sexteto formado por Dave King (voz/guitarra), Bridget Regan (flautim/violino), Dennis Casey (guitarra), Matt Hensley (acordeom), Nathem Maxwell (baixo) e Mike Alonso (bateria) veio divulgar o novo álbum "Life Is Good" e posso dizer que por pouco não derrubou o Carioca Club.

A casa localizada em Pinheiros é de médio porte, mas que acomodou o público de boa que curtiu pra caramba com direito a muitas rodas de pogo e mosh que deixavam os seguranças em polvorosa. Mas todo mundo se divertiu de boa.

Quem abriu os trabalhos foi a campineira Rebels and Sinners que, assim como os anfitriões, traz uma sonoridade Irish Punk e Punk Celta. A banda que tá na estrada há cinco anos mostrou canções do disco estreante autotitulado lançado em 2017. Num set bacana e alto-astral mandaram "Day's Just Begun", "Hawl Away Joe" e "Mother Tree". Ficou bacanuda também a versão que fizeram para "Zombie", dos Cramberies. Destaque para a violinista Fernanda, que se sobressai pela altura, talento e beleza. Mas o restante da banda também manda bem.

Após a boa apresentação dos Rebels and Sinners aquela agitação de roadies e preparar o palco para o Flogging. E volta o som mecânico com Toy Dolls, Rancid, Dead Kennedys, entre outros.

Numa pontualidade britânica às 20 horas as luzes apagam, povão grita, celulares em punho e começa a festa, digo show. Dave King é um furacão no palco. O cara faz caras, bocas, agita a galera, além das muitas saudações ao público sempre com latas de cerveja na mão.

Revisitaram sua discografia, equilibrando bem todos os trabalhos. Mandaram numa sequência alucinante "(No More) Paddy's Lament de "Float", lançando em 2008, "The Hand of John L. Sullivan", do recente "Life is Good". Depois emendaram "Druken Lullabies", do disco de mesmo nome de 2002, "The Likes of You Again", do disco "Swagger", de 2000 e a própria "Swagger".

Dave King é um cara que fala bastante não importa se o público tá entendo ou não. Mas a língua não foi impedimento para que fosse um ótimo show. Enalteceu o amor pela mãe, falecida há dois anos, o pai também já morto e a esposa, a violinista Bridget Regan, a qual elogiou como a mulher mais bonita, mais bonita do mundo.

O cara é mesmo boa praça. King ainda comentou sobre as eleições no Brasil que ocorreram no dia seguinte, sempre pedindo consciência e equilíbrio aos brasileiros.

Aplausos e louvação da galera, que aliás se divertiu como nunca, levando as mãos pra cima e gritando ole, ole, ole, Molly, Molly.

Por volta das 21h25 a banda encerrou com "Seven Deadly Sins", do disco "Whitin a mile of Home", de 2004.

Deixam o palco pra voltar em menos de um minuto. No encore "Crushed (Hostile Nations)" teve uma participação insana da plateia cantando junto We Will Rock You, do Queen.

"Salty Dog", foi a que encerrou definitivamente o show. Mas não acabou. Começou a rolar nas caixas de som a singela "Always look on bright side of life", da trupe de humor britânica Monty Python. A música que fecha o filme cult "A vida de Brian", se tornou uma instituição britânica sendo tocada até em funerais.

Dave King cantou junto com a público deixando o palco ovacionado.

Mas tinha mais. Os simpáticos Denis Casey e Nathen Maxwell foram literalmente pros braços dos fãs. Casey foi carregado para em seguida tirar selfies e dar autógrafos. Maxwell também tirou fotos, distribuiu palhetas e autógrafos. Uma verdadeira festa punk.

Flogging Molly
SET LIST
Intro
(There's Nothing Left Pt. 1)
(No More) Paddy's Lament
The Hand of John L. Sullivan
Druken Lullabies
The Likes of You Again
Swagger
The Days we've Yet to Meet
Requiem for a Dying Song
Life in a Tenement Square
Float
The Spoken Wheel
(Dave dedicated it to his father)
Black Friday rule
Life is Good
Rebels of Sacred Heart
Devil's Dance Floor
If I Ever Leave This World Alive
What's left of the Flag
Seven Deadly Sins
Encore
Aretha Franklin Tribute
Crushed (Hostile Nations)
(with Queen's We Will Rock You)
Salty Dog
(Monty Python's Always look on the bright side of life)



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Sobre Nelson de Souza Lima

Jornalista, repórter, resenhista, colunista musical. Assim é Nelson de Souza Lima. Mas acima de tudo um amante do rock, classic, hard e metal. Entre minhas entrevistas estão as feitas com Angra, André Mattos, Royal Hunt, Blind Guardian, entre muitas outras. Além disso sou baixista da banda de Classic Rock e metal The Green Pigs.

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