Apocaliptyca: Mais uma apresentação de muita classe em SP
Resenha - Apocalyptica (Tropical Butantã, São Paulo, 26/11/2017)
Por André Lima
Postado em 10 de março de 2018
Através do convite da Ultimate Music, tive a grande oportunidade de acompanhar na noite de 26 de novembro de 2017 mais uma apresentação de muita classe de um quarteto, ou podemos dizer quinteto de origem clássica tocando o mais belo Heavy metal.
Os finlandeses do Apocalyptica retornam às terras brasileiras com sua turnê comemorativa de vinte anos de lançamento do "Plays Metallica By Four Cellos". A banda surgiu em 1993 com este álbum tocando apenas covers de Metallica em versões instrumentais tocadas com 4 Violoncelos, em álbuns seguintes tocando também versões de outras bandas de metal, até chegar a formação atual com baterista e incluindo músicas próprias no repertório.
A grande fila na porta do Tropical Butantã, demonstrou todo o prestígio do público para a banda. Com um setlist prometendo tocar somente e todas as músicas do "Plays Metallica By Four Cellos", a banda apresentou Antero Manninen, substituindo Max Lilja, atualmente tocando com Tarja, completando assim os 4 Violoncelos do título do álbum homenageado. As 20:20 a banda sobe ao palco com uma trinca matadora de músicas do Metallica que levantou o público e fez toda a platéia no papel de James Hetfield: "Enter Sandman", seguida de "Master Of Puppets" e "Harvester of Sorrow". O uso das distorções nos Violoncelos faziam facilmente imaginar ouvindo uma guitarra típica de show de Heavy Metal.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O momento de maior emoção do público foi ao tocarem "The Unforgiven", talvez a música mais conhecida do Metallica em terras tupiniquins. Lágrimas foram vistas por todo o público que com uma precisão cantavam junto com a banda fazendo parte da linda apresentação. Mais clássicos não poderiam faltar como "Sad But True", "Creeping Death", "Wherever I May Roam" e finalizando o primeiro set com "Welcome Home (Sanitarium)", onde nos fez recordar com a maior gratidão o álbum homenageado na turnê.
Iniciando o segundo set, o quarteto de Violoncelos recomeça com "Fade To Black", trazendo no meio da música Mikko Siren, em sua bateria poderosa trazendo ainda mais peso a apresentação. Músicas como "For Whom The Bell Tolls", "Fight Fire With Fire", "Battery" e "Seek and Destroy" tocadas com a bateria foram otima escolha da banda trazendo assim toda a precisão, distorção e peso que qualquer fã de Metallica, ou do puro Heavy metal poderia esperar. A banda ainda tocou a música "Orion", dificilmente tocada até em apresentações do próprio Metallica.
Pegando o público de surpresa, a banda fugiu um pouco ao setlist fazendo uma grande homenagem ao nosso país tocando um "Refuse/Resist" do Sepultura, música já presente no segundo álbum da banda. Não é preciso citar que o público cantou de forma muito alta e precisa um dos clássicos dos nossos representantes do Thrash Metal.
Após mais uma pausa, a banda retorna ao palco para o Bis (ou Encore, como preferirem) para finalizar o show com chave de ouro. Novos momentos de emoções com as músicas "Nothing Else Matters" e "One" finalizaram o show deixando o público com vontade de mais apresentações da banda no Brasil.
O Brasil recebeu muito bem e aguarda um breve retorno da banda, quem sabe agora com suas músicas autorais junto ao setlist.
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