Selvagem Art Mix: Festival plural, Barão e banda baiana com atitude

Resenha - Selvagem Art Mix (Praça Verde do Dragão do mar, 02/12/2017)

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

No sábado passado aconteceu a primeira edição do Selvagem Art Mix, festival cuja proposta é juntar várias linguagens, música, dança e teatro, em uma noite muito especial na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Representando estas diferentes linguagens passaram pelos dois palcos montados na Praça Verde duas companhias de teatro, uma orquestra sinfônica e as bandas RAIMUNDOS, BARAO VERMELHO (em seu primeiro show com uma nova formação), BAYANASYSTEM (uma mistura de música baiana, reggae, rap e música eletrônica, mas com muito mais atitude roqueira que muita banda de metal por aí), além das pratas da casa, PLASTIQUE NOIR e ROCCA VEGAS. Confira abaixo como foram os shows.

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Fotos: Rubens Rodrigues

Felipe BK e Assum Preto

O evento começou com Felipe Bk e uma batalha de rap. Dois times de MCs disputavam quem versava melhor sobre diversos assuntos, consciência ecológica, amor e futuro. O diferencial é que também haviam intérpretes de libras pra contar o que estava acontecendo, uma tentativa de, além da área reservada aos portadores de necessidades especiais, montada em local estratégico, investir na inclusão social. Louvável. Após a escolha do vencedor, a partir das palmas do público presente, Assum Preto, cantando reggae, representando o estilo, tomou o Palco Art Mix com o filho no colo. Assim ele fez o show inteiro.

Carlos Brandão e Orquestra Filarmônica do Ceará

Abrindo o palco principal, Carlos Brandão, vocalista da Coda, conhecida banda cearense cover do Legião Urbana, cantou com uma orquestra filarmônica alguns dos maiores sucessos da banda de Renato Russo. O resultado ficou bem interessante e merecia um show maior, até para dar oportunidade também a alguns lado B, mas valeu como aperitivo, um bom e velho vinho que prepara pro que está por vir. "Tempo Perdido", começando com violinos e dialogando com metais foi uma das versões mais bonitas. "Será" também, mas eu optaria por deixar de lado a banda normal (baixo, guitarra e bateria) para que a orquestra tivesse ainda mais foco e a apresentação se distanciasse de um "acústico" e ficasse ainda mais sinfônica. A apresentação não era inédita, mas ficaria mais interessante.

Companhia Plural de Artes Cênicas

Imediatamente após o último acorde, começou a apresentação de teatro da Companhia Plural de Artes Cênicas no outro palco. Quatro atores, vestidos de palhaço, fizeram esquetes unindo teatro e circo e contando, de forma lúdica, a chegada dos portugueses na então (ou não tão) pacata terra do Brasil.

Cia Vatá

Deveria haver uma alternância, mas alguns minutos depois a Companhia Vata também se apresentou no palco Art Mix. Esta, menos circense e mais dançante, com apoio de instrumentos, rabeca e pandeiro e outros instrumentos de percussão, fizeram uma bela apresentação cheia de nordestinidade, sem negar também as raízes africanas. Valéria Pinheiro, que protagoniza o espetáculo e comanda a companhia é uma atriz de altíssimo nível. Seria bem possível imaginá-la contracenando com qualquer João Grilo em qualquer versão de Alto da Compadecida ou outra obra de Suassuna.

PLASTIQUE NOIR

A primeira banda, na acepção mais apropriada da palavra, no Palco Art Mix foi a cearense PLASTIQUE NOIR. O trio de música gótica, formado apenas por baixista, guitarrista e vocalista, sem bateria, faz um som extremamente viajante, com influências nítidas de Cure, BAUHAUS e outras bossas que fizeram a cabeça da juventude nos anos 80. A parede de som criada por baixo e guitarra é impressionante, mas, é sempre o baixo que assume o protagonismo, enquanto a guitarra viaja livremente em canções densas e atmosféricas. O show foi bem curto, com apenas cinco músicas (apesar de longas). Poderiam ter tocado o set inteiro (cortaram "Chariots") ao invés de Nova entrada da Companhia Plural, que aconteceria mais tarde (uma vez que os palhaços já haviam dado o seu recado no esquete anterior).

RAIMUNDOS

De volta ao palco principal (e já com bom público na Praça), o RAIMUNDOS agitou muito o público do começo ao fim do show. A formação consolidada há anos com Digão, Canisso, Marquin e Caio já não tem que provar nada a ninguém. "Raimundos, Raimundos", gritavam os fãs. As rodas que se formavam tanto na área vip quanto na pista comum ficaram ainda mais enlouquecidas quando o quarteto enfiou um riff de "Raining Blood", do SLAYER. Aos gritos do público, a banda respondeu com um "Fortaleza, Fortaleza, macho veio, macho veio". Digão também salientou que tinha surfado naquele dia na Praia do Futuro e que tinha tomado muita catuaba (a Catuaba Selvagem era uma das patrocinadoras do festival). "Aí galera do Selvagem, enfia catuaba nesse povo. Eu tô muito doido", disse enquanto todo mundo pulava com "O Pão da Minha Prima".

"Mulher de Fases", outro grande sucesso dos RAIMUNDOS, começou em uma versão reggae bem levinha. "A gente enganou vocês, porque no RAIMUNDOS não é nessa velocidade não. Simbora, macho veio", disse Digão antes de botar tudo pra quebrar, terminando com "Wish You Were Here".

Num show cheio de referências a outros grandes nomes do rock, como os já citados SLAYER e PINK FLOYD, os RAIMUNDOS ainda tocaram trechos de "1979" e "Bullet The Butterfly Wing", do SMASHING PUMPKINS, "Don't Dream It's Over", do CROWDED HOUSE e dedicaram um momento acústico em exaltação ao cenário do Dragão ("isso aqui é bonito demais, vocês são privilegiados") com "Love Of My Life", do QUEEN.

Segue o show e em "A Mais Pedida", o público canta a parte de Érika Martins, da banda Penélope. Voltando à velocidade, Digão assume um triângulo no começo de "Esporrei na Manivela". Preciso dizer que a roda foi mais que violenta? "Todos vocês que vieram aqui tão dando tudo de si", reconheceu o vocalista. Ele também acusou Canisso de tentar embebedá-lo antes de "Palhas do Coqueiro" e seu indefectível "pa pa pa". Esse foi o momento mais agressivo do show. Digão comandou: "abram a roda. Quando eu falar já o pau come, mas sem machucar", ao que Canisso respondeu: "eu sei um jeito do pau comer sem machucar". O resultado foi praticamente uma Wall of Death.

Ainda houve espaço para "Bonita" e "Lugar ao Sol", do Charlie Brown Jr., ex-banda do guitarrista Marquin. Sobre ele, Digão confessou que quando estavam gravando o álbum acústico era difícil cantar porque queria ficar olhando o que o Marquin fazia no violão. E cabe mais uma música "romântica" aqui? Cabe. Todos levantaram e balançaram os braços na parte "romântica" de "I Saw You Saying", aquela do "because you put your butt on me", sabe?

Com o show se aproximando do fim, o quarteto mandou "Me Lambe". Hoje a música inspiraria textões de tudo quanto é lado, mas nos anos 90... ah, os anos 90. Escreva seu textão sobre os anos 90 nos comentários.

O público queria mais (cadê "Puteiro em João Pessoa"?), mas "20 e poucos anos", canção de Fábio Jr, em sua versão na velocidade da luz e a catártica "Eu Quero Ver O Oco" puseram um ponto final na apresentação.

Rocca Vegas

Representando o moderno rock cearense e com um palco cheio de luz, a ROCCA VEGAS começou seu show com a enérgica "O Grito", seguida de "Sinal de Alerta", ambas do debut, ¡Bailem Putos!". Sobre esta última, Maurílio Fernandes, o cabeça da banda, falou que fala de mudanças e lembrou que a mudança começa quando a gente muda. Ele também fez questão de pontuar que era a primeira edição do festival e que esta trazia muita coisa boa, experiências novas. Em vias de lançar o segundo álbum, "Líquido", a banda também tocou músicas novas, como "Cais" e "Rival de Cinema", esta inédita em Fortaleza (já tocaram no Rio e em SP). A canção tem um bom trabalho de guitarra. Lembra COLDPLAY (quando COLDPLAY era bom, claro). Outras que estiveram no show foi o space rock "O.V.N.I" (não é apenas mais um ô ô ô - se você não conhece ainda, vá atrás dessa música). Cabe registrar também a participação de Bruno Santos, antigo guitarrista da banda, em "Arranha Céu" e "Anti-Herói".

Barão Vermelho

Havia uma enorme curiosidade em como seria a apresentação do BARAO VERMELHO. A banda, uma das mais importantes do rock brasileiro, já mudara de formação umas tantas outras vezes, mas chegava a Fortaleza tendo perdido muito recentemente três membros que já estampavam os cartazes há décadas, um por morte (o percussionista Peninha, falecido em 2016) e dois porque resolveram dedicar-se mais às suas carreiras solo (o vocalista/guitarrista Frejat, membro fundador, e o baixista Rodrigo Santos). No lugar de Frejat, na guitarra e voz estaria Rodrigo Suricato, revelado ao Brasil num reality show com a banda que carrega seu apelido, SURICATO, mais tarde apresentado ao público pelo guitarrista Fernando Magalhães como "um presente que a vida nos deu". Ao lado dele, o próprio Fernando Magalhães, um novo baixista (falaremos sobre ele mais tarde) e os dois membros fundadores Maurício Barros, tecladista, e Guto Goffi, baterista, ambos em pontos privilegiados do palco.

A primeira impressão é de que o timbre de Suricato é um tanto mais suave que Frejat, mas ele faz um bom trabalho. A altura de "Bete Balanço", a quarta da noite, já não havia estranhamento nenhum do público. Foi quando Suricato resolveu falar. "É muito fácil se sentir em casa em Fortaleza. Bem vindos ao presente. Presente, mas com respeito ao passado. Nós somos a nova versão dessa história". O novo baixista (Márcio Alencar é nome dele) também parece bastante entrosado, rindo muito e brincando com os novos colegas. Era difícil não ver os dentes do calouro pernambucano, que passou o show inteiro sorrindo.

A comunicação entre o presente e o passado do Barão continuou com "Meus Bons Amigos". Ao fundo, imagens, fotos, vídeos dos amigos, Cazuza, Frejat, Rodrigo Santos, Dé, Peninha, membros da LEGIAO, do PARALAMAS, mas também o próprio Suricato.

E gritos recebem "Por Você", iniciada no violão por Suricato. O público cantou junto, enquanto no telão, ao fundo do palco, nomes de mulheres apareciam. O interessante é que o vídeo terminou com nomes como Divine, Laerte, Liniker, Rogéria, numa bela atitude inclusiva da banda.

Maurício Barros usa um pedestal de rodinhas em um de seus teclados para poder se movimentar mais livremente. Quando ele fica de costas para o público não é falta de modos do rapaz, mas uma forma de facilitar com que possamos acompanhar seus dedos velozes desfilando sobre os marfins. Mas em "Cuidado" ele vem ainda mais à frente para cantar, voltando logo para sua posição, para que Suricato assuma e cante "Declare Guerra". "Brasil", de Cazuza, lançada como single recentemente, a primeira música do Barão oficialmente gravada por Suricato marca a hora do Fora Temer, que tem em todo show (mas eu abro um parêntesis aqui para dizer que ele não vai sair. Bater panelas é mais eficiente que gritar em show).

As canções do BARAO lembram Cazuza. Não há como evitar. Principalmente clássicos do rock nacional como "Maior Abandonado". E, se no bis, Rodrigo reafirma, pela milésima primeira vez que O BARAO voltou, que é só o "hoje" que a gente tem, que a gente mora no "hoje", ele homenageia novamente CAZUZA com "O Poeta Está Vivo", "O Tempo Não Para" e "Pro Dia Nascer Feliz". Mais Cazuza impossível. E o público ainda completa pedindo "Exagerado".

Com todos sorrindo, o BARAO vai seguir em frente. A banda é uma entidade nacional, maior que suas formações e sempre condenada a estar à sombra do poeta. Foi assim com Frejat, é assim com Suricato, será assim com quem quer que venha depois. É um problema? De forma alguma. Que continue seguindo em frente, como tanto Suricato salientou, e nos garantindo um bom rock and roll stônico em português.

Stéfano Marques

Stefano Marques, que fechou o palco Art Mix, fez apenas covers da NAÇAO ZUMBI. Apesar da qualidade da banda (o percussionista é um verdadeiro monstro) e da empolgação dos fans da banda pernambucana, faltou alma. Diante de bandas que mostraram o bom rock autoral cearense como a ROCCA e a PLASTIQUE, e de três grandes atrações de renome nacional, ou até mesmo com a apresentação de Carlos Brandão (também só de covers, mas com uma roupagem diferente) foi um ponto negativo do ponto de vista artístico. Foi selvagem, mas a arte era alheia e não teve mistura. Considere apenas como intervalo entre a saída do Barão e a entrada da BAIANASYSTEM.

BaianaSystem

O que é o BAIANASYSTEM. Não, definitivamente não é uma banda de rock. Mas é um nome que cada vez que é anunciado num festival, num carnaval ou em show solo, traz junto uma grande quantidade de fãs pra ver. A razão disso tudo é não só o seu som, diferente de tudo o que você já ouviu, mas também a grande presença de palco de Russo Passapusso. O que eles tocam é uma mistura de diversos ritmos baianos com outros que vieram da Jamaica, mas são o que mais próximo nós temos no Brasil de uma banda como RAGE AGAINST THE MACHINE. Obviamente não há semelhança alguma na sonoridade, mas na atitude panfletária de Russo, a la Zack De La Rocha, e à guitarra de Roberto Barreto, tão surpreendentemente esquisita (aos nossos ouvidos) quanto a de Tom Morello. Ele explora seu instrumento, intencionalmente pequeno, em notas de brevíssima duração assim como o americano abusa dos agudos e efeitos. Eu divago? Só se você não entendeu.

Além de Russo e Roberto, a BAIANA se apresentou com dois DJs, um percussionista, um baixista e um outro guitarrista. O show começou com "Forasteiro" e "Lucro: Descomprimido" e "Jah Jah Revolta", que fizeram a alegria do público. Enquanto despejava as letras já politizadas, Russo ainda manda frases de ordem: "Aposto que os que estão aqui nessa cidade fazem parte da resistência", "Fuck you, Bolsonaro", "A música sem comportamento não é nada", todas sempre encontrando eco do público. Russo ainda lembrou do velho bordão de "Vale Tudo", de TIM MAIA, e perguntou a todos "Homem com homem, mulher com mulher, pode ou não pode", para receber um sonoro, alto e claro, "Pode" da multidão. Luzes desligadas e só os guitarristas no palco num duelo etéreo fecham a primeira metade do show.

O público continuou cantando junto "Duas Cidades" e seguindo a orientação de Russo Passapusso. "É pra enlouquecer". De forma bem natural ele domina o palco e o público, mas ainda não dominava o próprio festival. "Queria muito que não tivesse essa grade aí", reclamando da grade que dividia a pista premiun da pista normal. "Porra de grade. Deixa a galera se juntar, Porra".

"Vocês aí da área vip, aceitam que a galera de trás venha pra frente?", perguntou. É preciso lembrar que quem estava no front pagou mais caro pelo ingresso, mas, era um show do BAIANASYSTEM. O público concordou. No entanto, pelos acessos entre as duas pistas ninguém ainda passava (os seguranças não tinham autorização formal pra deixar e estavam apenas fazendo o seu trabalho), embora algumas pessoas do front estivessem ajudando as pessoas da pista comum a pular a grade. Ainda inconformado, Russo chamou a direção. Até que um dos diretores do festival apareceu no palco. "Você autoriza?". O homem não pode fazer nada além de se encolher e aquiescer. Estava feito. Não havia mais separação entre as pistas. Haviam ainda as grades, mas elas eram, a partir daquele momento, apenas como o papel que estava nas máscaras distribuídas antes do show. Papel.

Eu mencionei que Russo havia descido do palco para a grade para uma próxima música? Ao pedir para abrir uma roda (sim, no show do BAIANASYSTEM também tem roda punk) ele exige que no meio só fiquem as mulheres. "Quem manda é a mulher. É a mulher que tem luz". Seria tudo ainda normal (dentro do que se pode achar normal em um show de "rock", o vocalista desce do palco pra grade dos fotógrafos, faz um charminho e depois volta), mas...

Mas o cara não conseguiu subir de volta pro palco. Era muito alto. Ele continuou ali mesmo, cantou as três últimas músicas do set e ainda atendeu um pedido por "Capim Guiné", que nem estava no script.

Conclusão

O Selvagem Art Mix já mostrou em sua primeira edição que veio pra ficar. Com produção de primeira (som, iluminação, palcos), atrações relevantes e desejadas por diferentes tipos de público, integração entre pessoas com diferentes gostos musicais e, um ponto importantíssimo, cerveja barata (o latão de Theresópolis saia por apenas 5 golpes), além da própria catuaba Selvagem, a próxima edição já está no calendário de 2018 (e se não estiver, deveria).

Agradecimetos:

Maurílio Fernandes, Alinne Rodrigues (Mocker) e Caike Falcão, pela atenção e credenciamento.

Rubens Rodrigues, pelas fotos que ilustram esta matéria.

Setlists

Plastique Noir

1. Rose of Flesh And Blood
2. Imaginary Walls
3. Houdini
4. Inconstancy
5. Vésper

Raimundos

1. Mata o Veio
2. Rapante
3. Nega Jurema
4. Bê A Ba
5. Baculejo
6. O Pão da Minha Prima
7. Mulher de Fases
8. Love of My Life
9. A Mais Pedida
10. Reggae do Maneiro
11. Esporrei na Manivela
12. Palhas do Coqueiro
13. Pompem
14. Bonita
15. Lugar ao Sol
16. I Saw You Saying
17. Me Lambe
18. 20 e Poucos Anos
19. Eu Quero É Ver o Oco

Rocca Vegas

1. O Grito
2. Sinal de Alerta
3. Cais
4. Ovni
5. Rival de Cinema
6. Arranha Céu
7. Anti Herói

Barão Vermelho

1. Pense e Dance
2. Ponto Fraco
3. Carne de Pescoço
4. Bete Balanço
5. Eu Queria Ter Uma Bomba
6. Meus Bons Amigos
7. Down Em Mim
8. Por Você
9. Porque a Gente É Assim
10. Cuidado
11. Declare Guerra
12. Brasil
13. Puro Êxtase
14. Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto
15. Maior Abandonado
16. O Poeta Está Vivo
17. O Tempo Não Para
18. Pro Dia Nascer Feliz

BaianaSystem

1. Forasteiro
2. Lucro: Descomprimido
3. Jah Jah Revolta
4. Dia da Caça
5. Duas Cidades
6. Invisível
7. Calamatraca
8. Barravenida (part. II)
9. Capim Guiné
10. Terapia
11. Playsom




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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