Apocalyptica: 20 anos de espera que valeram a pena
Resenha - Apocalyptica (Bar Opinião, Porto Alegre, 21/11/2017)
Por Luciano Schneider
Postado em 23 de novembro de 2017
Nesta terça, 21 de novembro, a noite caiu sobre a cidade de Porto Alegre trazendo um frio incomum para essa época do ano. Clima perfeito para receber os finlandeses da banda Apocalyptica, que vieram à cidade trazer sua mistura incomum de heavy metal e música clássica, tocada com violoncelos. E nessa noite fria conseguiram conquistar o público com um show caloroso.
O Apocalyptica começou sua história na década de 90, em Helsinki, de maneira despretensiosa. Quatro amigos estudantes de música que resolveram fazer arranjos de sons clássicos do metal para violoncelos. A boa recepção do público os levou a investir mais no projeto, o que culminou no lançamento do álbum Apocalyptica Plays Metallica By Four Cellos, em 1996. Ao longo de duas décadas, a banda refinou seu som e expandiu seus horizontes, trabalhando com nomes grandes da música e investindo em sons originais onde exploravam os limites do instrumento. No entanto, esta noite estava reservada para o Metallica, como parte da turnê de 20 anos de seu primeiro álbum.
Passados poucos minutos do horário previsto para o show, entram no palco os quatro violoncelistas do grupo, sob os aplausos de uma platéia animada, pois muitos ali eram fãs que por muito tempo desejaram assistir essa apresentação. Muitos gritos nas primeiras notas de Enter Sandman, e o público faz o possível para acompanhar a música com palmas e cantar junto, muito embora a falta de um cantor e de um baterista cause um certo estranhamento no público, que inicialmente fica meio tímido. Afinal de contas este é um show único, o que causa uma certa insegurança sobre como se comportar. O que não impede que aplaudam muito o solo ou que cantem a plenos pulmões o refrão da música!





Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A seguir, a banda emenda Master of Puppets, em uma versão mais enxuta. O que é bom, pois o Apocalyptica é um grupo que evoluiu muito desde seu primeiro lançamento. Nesta versão chegam mais rápido à parte lenta do solo, que é cantado pelo público, que aos poucos vai perdendo a timidez e se soltando. Ao final da música Eicca Toppinen vai ao microfone para falar sobre a banda e a turnê que estão fazendo. Como é apenas Metallica ele anuncia – em inglês – que as pessoas na platéia serão os cantores da noite. Seguem para Harvester of Sorrow, mais uma vez levando o público a arriscar as palmas, mais confiantes dessa vez.





Após mais alguns clássicos, como Unforgiven, Sad But True, Creeping Death e Wherever I May Roam, Toppinen volta ao microfone para falar um pouco mais sobre a trajetória da banda e pedir aplausos para seu colega violoncelista Antero Manninen, que é membro original do grupo mas havia saído em 1999, embora ocasionalmente faça parte das turnês da banda. É interessante notar que no palco, a postura calma e controlada de Manninen contrasta com a atitude de seus colegas de banda, que frequentemente balançam os cabelos e interagem com a platéia!
Após a execução de Sanitarium, a banda se retira para o camarim para um breve intervalo. Na volta, com Fade to Black, o quinto membro da banda finalmente entra no palco, na hora do solo. Me refiro, é claro, ao baterista Mikko Sirén, que toca com a banda desde 2003. Agora, com a formação completa, é hora do público ir à loucura com músicas como For Whom the Bell Tolls, Battery e Orion. Banda e público se soltam, no palco Toppinen e Perttu Kivilaakso giram seus longos cabelos e Paavo Lötjönen incita o público! Terminam o show com Seek and Destroy, intercalada com trechos de AC/DC e Sepultura.






Mas o público ainda não estava satisfeito, e pedia por mais. Portanto o Apocalyptica retorna novamente ao palco para um bis, com Nothing Else Matters, na qual o batera entra no palco com a camisa da seleção brasileira, para a alegria do público. Após agradecerem por uma grande noite e prometerem que voltarão, encerram as quase duas horas de show com One. Pelo que vi nessa noite, imagino que o público realmente espera que cumpram essa promessa o quanto antes, pois os vinte anos de espera valeram a pena.
Fotos por Liny Oliveira
http://www.facebook.com/photoslinyoliveira














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