P.O.D.: Noite quente e show energético em BH

Resenha - P.O.D. (Music Hall, Belo Horizonte, 14/10/2017)

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Por Mário Pescada
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Belo Horizonte parecia que ia derreter de tão quente que estava a semana antes do sábado (14/10), mas isso não foi problema nenhum para o bom público que compareceu ao Music Hall atrás do P.O.D.

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Para preparar o público - porque falar "esquentar" seria crueldade - o ALIEN ANT FARM cumpriu bem seu papel com seu som mais voltado para o hardcore melódico. Conseguiram manter a atenção das pessoas e ainda contaram com a participação do público em alguns trechos.

A ansiedade do público aumentava. Apesar de já terem estado aqui outras vezes - inclusive minha primeira resenha foi justamente sobre um show deles por aqui por volta de 2008 para o extinto e saudoso site Mondo Metal - a quantidade de gente vestindo a camisa oficial da turnê que dava direito a meet and greet ao final do show (tudo por R$ 85,00) era expressiva e dava uma boa dimensão do interesse que a banda ainda desperta, principalmente junto ao público jovem-cristão.

O P.O.D. estava marcado para subir ao palco 21:45 horas segundo a produtora EV7 Live e tudo parecia que ia correr no horário. Porém, por algum problema o início do show foi atrasado e somente às 22:30 horas finalmente as luzes se apagaram e um introdução abriu caminho os californianos.

Aos poucos, Wuv Bernardo, Traa Daniels, Marcos Curiel e Sonny Sandoval tomaram conta do palco tendo ao fundo o logo da banda e já mandaram "The Messenjah", escolha certeira para satisfazer o ansioso público.

Mantendo o público ligado, mais duas boas escolhas com "Rock The Party (Off the Hook)" e "Ridiculous".

Sempre carismáticos, Sonny e Marcos eram o centro das atenções. Traa Daniels passa segurança nas quatro cordas e Wuv Bernardo se não é um baterista excepcional, cumpre muito bem seu papel. A presença de um dj ainda dá suporte para os vocais dobrados em algumas músicas.

A casa quase veio abaixo com o hit "Boom" e seu refrão gritado por muitos. A essa altura, banda e público já estavam bem a vontade.

"Murdered Love" manteve o bom nível, mas "Soundboy Killa" deu uma leve queda no público, talvez porque por ser lançamento, ainda não esteja tão familiarizada pelo público em geral.

Depois foi a vez de um trinca matadora: "Set It Off", "Kaliforn-Eye-A", uma das músicas mais legais deles em minha opinião (o fato de contar com a participação de Mike Muir do SUICIDAL TENDENCIES, pesa, claro) e o mega hit "Youth Of The Nation".

"Without Jah, Nothin'" manteve a pegada alta, enquanto "Lost In Forever" e "Will You" ajudaram a baixar um pouco a pressão. Apesar de se comunicarem pouco com o público, a banda consegue manter as pessoas atentas e a energia dos caras em cima do palco, especialmente de Sonny, é impressionante.

Um episódio que só quem estava mais ao fundo casa percebeu, foi um cara muito chapado, desses que acham que mosh é briga, incomodando as pessoas que estavam perto da mesa de som. A segurança foi chamada e logo interveio dando um alerta nele. Sumiu durante um tempo, mas voltou para a pista mais agressivo ainda e por muito pouco não jogou uma garota no chão. Acabou sendo empurrado pelo namorado dela e estatelando no chão. Parecia que o episódio ia acabar em briga, mas rapidamente os seguranças, sem violência nenhuma, o cercaram e expulsaram o babaca. Bem feito!

Segue o show na boa e a antiga "Strength Of My Life" passou meio despercebida, enquanto que "Beautiful" foi melhor recebida, assim como "Revolución".

O show caminhava para seu final e muita gente que a essa altura já esperava "Southtown" surtou com a execução raivosa da música.

Para fechar, Sonny chamou ao palco Vitin, vocalista da banda Onze:20 de Juiz de Fora-MG, para mandar nada mais, nada menos, do que "Alive".

Agora, pensa em um fã que tem a oportunidade de cantar com seus ídolos - era esse o cara. Visivelmente feliz e até meio atordoado, ele mandou muito bem e aproveitou a oportunidade. Tinha hora que parecia que ele ia se chocar com Sonny de tanto que agitava, sacudindo seus dreads para todos os lados.

A banda se despediu e logo saiu do palco. A impressão que ficou é que não teria bis, afinal, no outro dia tocariam em Curitiba. Mas...para alegria de todos, retornaram para mais três sons!

Sonny voltou ao palco vestindo a camisa do Cruzeiro, o que gerou alvoroço geral no público (já tinham tentado entregar a ele a bandeira do time celeste quando cantou sob a plateia). Meio sem entender exatamente a dimensão da coisa, ele manteve a simpatia e seguiu em frente.

"On Fire" abriu bem o bis e foi seguida por "This Goes Out To You". Por fim, "Satellite", dedicada a Chester Bennington do LINKIN PARK, trouxe a última energia que restava e umas doze pessoas foram convidadas a subir no palco durante a execução.

Com tanta gente em cima do palco, o que começou bem, quase termina mal. Lá pelas tantas, os músicos mal conseguiam tocar direito, pois além de terem de prestar atenção aos seus instrumentos, ainda tinham que ficar fazendo poses para selfies. Nessas, algum distraído ainda arrancou o cabo da guitarra de Marcos por duas vezes, que acabou levando na boa, puxando um coro de "Olé, olé, Olá...P.O.D., P.O.D." apesar da frustração inicial.

Mesmo com o fim do show e palco já sendo desmontado, Sonny e Marcos ainda ficaram alguns minutos atendendo aos fãs - com boa vontade, diga-se.

Passava da uma da manhã (era início do horário de verão) e o público deixava satisfeito o Music Hall já contando com o retorno da banda para o mais breve possível.

Fotos: Iana Domingos Fotografias
https://www.facebook.com/ianadomingosfotografias/

Setlist:
01 The Messenjah
02 Rock The Party (Off The Hook)
03 Ridiculous
04 Boom
05 Murdered Love
06 Soundboy Killa
07 Set It Off
08 Kaliforn-Eye-A
09 Youth Of The Nation
10 Without Jah, Nothin'
11 Lost In Forever
12 Will You
13 Strength Of My Life
14 Beautiful
15 Revolución
16 Southtown
17 Alive
Bis:
18 On Fire
19 This Goes Out To You
20 Satellite

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Sobre Mário Pescada

Mineiro, leitor compulsivo, ouvinte de todas as vertentes do rock - do blues ao grindcore. Valoriza mais a honestidade e entrega em cima do palco do que a técnica. Guarda os flyers dos shows que vai como se fossem relíquias.

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