Garage Sounds: Festival com 60 bandas rompe barreira da 2ª edição

Resenha - Garage Sounds (Praça Verde do Dragão do Mar, Fortaleza, 08/07/2017)

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Esta semana está acontecendo no Ceará um dos mais respeitados festivais independentes do Brasil, o FORCAOS. O tradicional festival promovido pela Associação Cearense do Rock (sim, o estado tem uma entidade, com reuniões regulares e ações para promover o estilo, entre outras bandeiras) acontece em quatro noites, com dezessete bandas. No entanto, não é sobre o FORCAOS que vamos falar (trataremos dele com o devido foco em outras matérias), mas de um outro festival que, já em sua segunda edição, deu provas de que veio para ficar, assim como o festejado e longevo festival da ACR. Trata-se do GARAGE SOUNDS, uma iniciativa que, sem nenhum temor, colocou 60 bandas para tocar em uma única noite. E, incrivelmente, deu tudo certo. Estivemos na segunda edição do festival, em 8 de julho, para cobrir o máximo possível do festival, embora, já desde o início, sabendo que seria humanamente impossível. Só o nome das bandas já dá um logo parágrafo. Quer ver?

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Imagem: Site Oficial
Todas as demais fotos desta matéria: Gandhi Guimarães

THRUNDA, WEST WOLVES, INDIADA BUENA, TEQUILA SUICIDE, THE BLUEBERRIES, SWAN VESTAS, ROCKBITEZ, LOS COÇADORES DEL CHACO, MAD MONKEES, COLDNESS, DETURBAÇAO, COCAINE COBRAS, ATÉ TUDO DESMORONAR, SUNDOGS, VERONA, BACKDROP FALLS, THE KNICKERS, AUTORIGEM, BOIBENDI, MINERVA, MARSTODONTES, DAMN YOUTH, ROGER CAPONE E OS PLANÁRIAS, SULAMERICANA, REVOLTA CIVIL, ARCÁDIA, CÓDIGO ROMA, BULL CONTROL, FIST BANGER, TREM DO FUTURO, REST IN CHAOS, DESVIRTUOSOS, A.R.S., BRIETAL, GRAVIS, SOMA, PULSO DE MARTE, JACK THE JOKER, ADERIVA, CAIKE FALCAO, OS INTRUSIVOS, INERVE, CHICONES, ROCCA, MASMORRA, OLD BOOKS ROOM, LEMORI, SIEGE OF HATE, IT GIRL, SOBRE O FIM, THE ACEZ, SHAY MELO, DANCE OF DAYS, OBSKURE, FACADA, ZIMBRA, FRESNO, ZUMBIS DO ESPAÇO, D.F.C. e DEAD FISH. Cansou?
E como todas estas bandas tocaram em apenas um dia? Afinal, até onde sabemos um dia tem apenas 24 horas? Bem, na verdade elas tocaram em bem menos tempo, aproximadamente em 12 horas de festival, mas em cinco palcos diferentes. Os cinco palcos foram instalados na Praça Verde do Centro Dragão do Mar em uma configuração com um palco principal, mais dois palcos duplos, dispostos de forma que o vazamento de som de um para o outro fosse o menor possível (também não dá pra subverter as leis da física e fazer milagre - há vazamento até em Interlagos, muito, muito maior que a Praça Verde). E durante todo o festival, pelo menos três bandas apresentavam-se ao mesmo tempo, uma no Palco Garage Sounds, que recebeu a maioria das bandas convidadas de fora do estado além das icônicas OBSKURE e FACADA, enquanto revezavam-se bandas nas duplas formadas pelos palcos Hey Ho e Granada Discos e pelos palcos Coletivos e Vale a Pena Ouvir de Novo. Além dos palcos, havia um corredor com stands de merchandising, algumas opções de alimentação e até tatuadores. Você faria uma tatoo em meio a um festival? Teve muita gente que fez.

Quanto à organização e gerenciamento disso tudo, problemas pontuais apareceram aqui e ali, mas nada que não estivesse dentro do esperado diante de um festival de tamanha proporção. O maior mesmo a ser destacado são os acessos de entrada e saída do ambiente onde foi instalado o palco principal. Eram apenas duas pequenas entradas, com escadas onde passavam apenas duas pessoas por vez. Isso também impedia o acesso de portadores de necessidades especiais à área. É algo a ser revisto para a terceira edição do festival. No mais, o ambiente em geral funcionou muito bem, com a Praça Verde tomada pela música (o que é o seu destino), mas de uma forma diferente, com um grau extremo de liberdade. Afinal, se eu não estou gostando tanto da banda que estou vendo, tem outra ali tocando bem perto.

Agora é hora de sermos injustos. E pra sermos injustos "dicumforça" (como se diz no Ceará), seremos bem mais injustos com aqueles que começaram a maratona de shows, ainda sob o sol escaldante das duas da tarde, como a THRUNDA (uma das mais representativas bandas de punk rock do Ceará) e a JACK THE JOKER (uma que já deveria ter aparecido nos rankings de melhores bandas de metal progressivo do Brasil). Vamos falar um pouco agora de todas as bandas que conseguimos ver (bem menos que metade). Pedimos desculpas a todos os outros grandes nomes, principalmente todos os que tocaram à tarde. Haverá outras oportunidades, nem que seja repetindo a injustiça com as outras de quem falaremos aqui.

Banda: Trhunda

FIST BANGER

Vinny Fist arrasa tanto nos agudos quanto nos graves, mas é nos agudos mesmo que se sente em casa, uma característica do SPEED METAL de sua banda. E ainda gravou clipe.

THE KNICKERS

Hard rock de primeira, mas a equalização do som (extremamente grave no início) não estava tão boa (pouco dava para ouvir os solos). Com material novo na praça (o EP "Fight for the Life") e também com formação nova - agora só com mulheres (permanecem a vocalista Aline, a guitarrista Paloma e a baixista Alessandra, mas entraram mais uma guitarrista e uma baterista), o show das meninas da KNIKERS era um dos mais esperados do festival. Tanto que, mesmo com um considerável atraso em seu início (não só por causa delas, mas também de apresentações anteriores) e com pelo menos mais duas outras bandas tocando naquela hora, o público não arredou pé da área em frente ao palco Granada Discos, provando sua fidelidade ao som das meninas. E, já de início, mensagens de empoderamento feminino ecoaram no sistema de som. Aline Madelon continua em ótima forma como frontwoman, agitando, comunicando-se com o público e cantando com voz potente e cristalina (o que merecia um som melhor). "Meninas, quero ver vocês batendo cabeça. A mensagem para os meninos já foi dada no começo", disse a cantora.

OBSKURE

Reunindo outra parte do público banger, a OBSKURE fez mais um show de muita técnica e excelência, mas com uma baixa, a do tecladista (que não pode comparecer). Além de seus já conhecidos petardos, também rolou a perigosa "Sacrifice of the Wicked" (que o público já conhece de shows, mas que ainda não está em nenhum registro fonográfico (a banda deve lançar álbum novo em breve). Em "Tension Eve Massacre" o baixo de Jolson Ximenes estava um tanto mais alto que o normal (talvez a percepção estivesse mais aguçada pala ausência de teclado), mas o que poderia ser considerado como um defeito só tornou mais emocionante o pungente solo do guitarrista Daniel Boyadjian. Germano Monteiro, vocal, também aproveitou para anunciar que na terça-feira seguinte o sexteto estaria divulgando publicamente o resultado de sua participação na coletânea em homenagem ao MOTORHEAD da gravadora inglesa Secret Service Records. E, como a banda tem raizes grind, não faltou roda de pogo em "Barren Evolution".

TREM DO FUTURO

O que festivais como o Garage Sounds e o LOLLAPALOOZA tem em comum é que dá para ouvir vários tipos diferentes de som andando apenas alguns metros. Embora seja considerado um festival indie, o LOLLA também tem metal, EDM, punk. Da mesma forma, embora aposte fortemente em bandas de punk e HC, o Garage Sounds passeia com tranquilidade pelo metal (que já falamos aqui) e até pelo rock progressivo. É o caso da TREM DO FUTURO, uma das mais icônicas bandas cearenses e uma das representantes do estilo no Brasil. E, como todo bom progressivo, há no som da TREM a calma, a placidez das águas do Atlântico, e a tormenta, seus momentos de pura tempestade sonora. Na TREM DO FUTURO, tudo é plural. Tudo vem de longe, de perto e se mistura. A poesia do início do século passado, as guitarras setecentistas de Marcelo Leião, o Nordeste, o Blues, o velho e o novo, tudo se mistura, os pioneiros do rock na cidade ao baterista, mais novo que a própria banda. Aqui não há roda, é hora só de pensar, de deixar de pensar, de subir ao céu e cair no mar ao som dos longos solos de guitarra, teclado, violino e um baixo super presente. E Paulo Rossglow se derramando em meio a tudo isso.

LOS COÇADORES DEL CHACO

Os velhinhos do punk e rock and roll, admirados pela geração X, um tanto desconhecidos dos millenials, mereciam, dada a sua importância na cena e a raridade da oportunidade de vê-los, o palco principal. Canções como "Namadiguerai" são misturas do perfeito humor cearense com um rockão absurdo de bom. Além disso, o hilário vocalista é a definição viva de "papudin", termo que no Ceará aplica-se aquele sujeito que bebe mais que respira. Os cabelos brancos do baterista, que bem que poderia ser o dono do bar, remetem à figura de Charlie Watts, dos STONES.

BLUEBERRIES

E, claro, festival é pra conhecer bandas novas. A BLUEBERRIES é um nome a se procurar. A vocalista tem boa presença de palco e o baterista também é notável.

FACADA

Rodas violentas. Música clássica grindcore com a irreverência de Carlos James e a velocidade de Dângelo. Grind, grind, grind. Porra, e é só isso mesmo. Ah, foi também um dos shows mais lotados e insanos do festival, mas não tem mais muito que falar, não. FACADA é isso. É só FACADA.

CHICONES

Punk com a irreverência do cearense. "Não quero emo no meu som. Eu quero é punk no meu som". É isso que os RAMONES cearenses se propõem a fazer.

REST IN CHAOS

Sludgemetal, meio MASTODON, muito bom. Baixo comandando e bons timbres de guitarra, mas o vocalista parecia estar completamente bêbado (ou pior), mal se aguentava em pé enquanto cantava. Isso não comprometia a performance e até combina com o estilo (até porque a força da música do quarteto vem mais é do trio que carregava instrumentos mesmo), mas seria difícil vê-los em um palco principal com essa postura, mesmo com esse som arrasador.

SWAN VESTAS

Uma aula de rock and roll. Psicodelia, noise, garage, grunge, tudo numa boa mistura e com uma banda com uma boa presença de palco. Mais uma a ser melhor acompanhada.

BOIBENDI

Os rostinhos bonitos da "boy band" com suas barriguinhas sarad... ah, esquece tudo isso. São mais uns cearenses que fazem um som legal, irreverente e emocionante, com um mog sensacional e bons solos. Só não são lindos.

ZIMBRA

A paulistana trouxe suas canções para um público cativo, que cantava junto e chorava junto com as letras cheias de emoção. Música para se arrepender de não ter trazido a Sílvia Amora comigo.

ROCCA

Em vias de lançar o segundo CD, com som moderno e empolgante, cheio de samples, mas baseado na energia do rock, um GLASSFISH ANIMALS com "sustância". Os gritos de "Quem, quem, quem, quem matou o anti-herói" puseram fim de forma catártica à canção que leva esse nome. "A cena só é feita por conta de vocês. Não tem festival, não tem show, não tem banda se não tiver público", reconheceu o vocalista Maurílio Fernandes.

DESVIRTUOSOS

Uma banda de bar, com canções interessantes. Seria melhor ouvi-los apreciando uma boa cerveja.

ROCKBITEZ

Glam rock com todos os clichês motleycrústicos possíveis. Fazem um bom som, mas se não encontrarem o seu próprio diferencial jamais serão grandes. Empolgou bastante os apreciadores do estilo, mas tem aquele quê de banda cover mesmo tocando material autoral.

MASMORRA

Thrash, mas apostando na cadência. O vocalista, cantando ao estilo Cronos, também faz um bom trabalho nos longos solos de guitarra. O baixista Victor Rasga, cujas imagens você já deve ter visto em muitas resenhas de shows por aqui, também mostra que pode ser um monstro do outro lado da câmera. E no fim do show ele deixa o baixo para cantar "Diarreia Universal", canção que disse ter levado dois anos para fazer e - vocês já devem ter imaginado - menos de um minuto pra cantar.

FRESNO

Em "Diga, Parte 2", a longa letra é cantada a plenos pulmões e punhos para o ar pelo público. E assim vai até o fim do show. Em homenagem ao Nordeste eles iniciam "Eu Sou A Maré Viva" com Asa Branca, com o baterista Thiago Guerra assumindo a guitarra, enquanto o guitarrista Gustavo Mantovani e o tecladista Mario Camelo ocupam-se de dois tambores nas laterais do palco. Foi um momento bonito.

Algo interessante na banda é como, em algumas canções, eles trocam de lugar. Em uma canção mais intimista (ainda mais que o padrão da FRESNO), Lucas toca teclado. Em "Manifesto", o baterista faz a parte que na gravação original foi do pernambucano LENINE, enquanto Lucas faz também a de Emicida.

Antes de se despedir, Lucas fez questão de dizer que "um festival tão gigante, só com bandas independentes, não tem em todo o Brasil.

MAD MONKEES

Simplesmente o próximo nome do Ceará a explodir no Brasil. Os quatro macacos, liderados por Felipe Caseaux acabaram de lançar um disco cheio de energia e que tem recebido muitos elogios da crítica especializada (a revista Rolling Stone, por exemplo). E energia foi o que não faltou no show. Teve até roda (e violenta), o que nem é comum para o rockão metido a stoner que os macacos fazem.

DAMN YOUTH

E roda foi o que mais teve no show da DAMN YOUTH, com toda a sua energia juvenil. E não só roda, até crowdsurfing, mesmo com um número de presentes que, à primeira vista, inviabilizariam algo do tipo no show dos skatistas cabeludos. Apenas à primeira vista.

COLDNESS

De volta de turnê internacional, que passou pela Europa e África, pinçaram as principais de seus dois álbuns em um set curto como "Failure In Your Eyes", "Turnaround Motion", "Tormented", "Justify Your Existence" e "Live Now". O quinteto já tocou seu Heavy Metal cheio de técnica e feeling para público maior na própria Praça Verde, mas, infelizmente, o horário de seu show colidiu com o de uma atração bem mais rara em terras cearenses, os ZUMBIS DO ESPAÇO, esvaziando um pouco o público. Há entretanto um ponto bastante positivo a se ressaltar: quem estava ali (ou mais tarde, no palco onde apresentar-se-ia a SIEGE OF HATE, por exemplo), estava ali por escolha, por opção, e não porque acaso aquela banda cearense antecederia uma atração de fora mais aguardada.

SIEGE OF HATE

"Forthcoming Holocaust" e "Subversive By Nature", do primeiro álbum, foram algumas das que a SIEGE OF HATE levou ao festival. Seu som é um som direto, sem firulas, uma agressão aos ouvidos, sem piedade. E teve som novo, apresentado como "Era do Ódio" (o título é em português mesmo).

ZUMBIS DO ESPAÇO

O punk da Zumbis não é aquele mais explosivo, é até calminho, mas a banda se sobressai mesmo é nas letras, com forte inspiração em filmes de terror de quinta categoria, ocultismo raso, sadismo, gore e humor negro. Isto tudo estava presente nas canções que foram desfilando pelo palco principal do Garage Sounds, "Terras de Sangue", "O Mal Imortal", "Casa dos Horrores", "Sua Última Oração", "Dia dos Mortos"... Antes de "Banho de Sangue" a banda aproveitou uma breve ausência no palco do barbudo e obeso vocalista André Tauil para tocar um trechinho de "Raining Blood", do SLAYER. O público, que já estava na roda faz tempo, enlouquece de vez e até se prepara para um Wall of Death. E depois de mais um leque de canções "singelas" como "O Chamado da Estrada", "Jogos de Horror" e "A Marca dos 3 Noves Invertidos", André avisa: nós já devíamos ter saído do palco três músicas atrás, mas não posso sair de sua bela cidade sem cantar pelo menos mais duas". E em homenagem às belas mulheres que tinham ido vê-los, Tauil dedicou-lhes "Vampira", um dos maiores sucessos dos ZUMBIS. E ao fim do show, o palco estava quase vazio, mas não porque eles tivessem saído. Tauil e o guitarrista foram tocar lá no chão, em meio a todo o público.

DFC

"Vai se fuder no Inferno", "Respeito é bom e conserva os dentes", entre outros petardos confirmaram o show da brasiliense D.F.C como um dos melhores do festival. A banda botou todo mundo numa roda initerrupta com seu crossover denunciando toda a podridão de sua cidade natal. Mas sem abaixar a cabeça. Com revolta, mas também irreverência. "Vamos continuar essa linha romântica, essa linha do forró", disse Túlio antes de "Vou chutar a sua cara". A roda dava medo. Tipo, não sei, tipo um forró.

Mas se alguém caia no meio da roda, a galera já se mobilizava pra proteger e ajudar o colega a se levantar antes de voltar à violência normal.

DEAD FISH

Em "Proprietários do Terceiro Mundo", rolou "Fora Temer", mas Rodrigo Lima (vocal) lembrou que a culpa também era da classe média, que é conivente. "É preciso dizer isso num festival em que vocês pagam ingressos, para que concordem ou me odeiem". Em "Fragmento" um casal invadiu o palco e dividiu super de boa os microfones. E o show continuou com muitos stage dives, até entre músicas, o que rendeu dois momentos hilários. Em um deles, o cara simplesmente se sentou na beira do palco e ficou esperando a próxima música começar.

Rodrigo dedicou "Asfalto" a quem esteve no Canto das Tribos (antiga casa de shows de Fortaleza) em "2000 e alguma coisa". O show ainda teve outros hits do DEAD FISH como "Fragmento", "MST", "Por Não Ter O Que Dizer", "Autonomia", "Nous Sommes Les Paraibes", "Molotov" e "Queda Livre".
Nos tempos sombrios que vivemos, a galera punk pode até ensinar à galera do Metal, antes contestadora, hoje envolta em tanta "cagação de regras" e admirando sujeitos como Bolsonaro e Nando Fernandes.

CONCLUSAO

O festival Garage Sounds mostrou que veio para ficar e se tornar uma importante data no calendário roqueiro do Ceará. Não rivalizará com outros nomes já muito bem estabelecidos como Forcaos, DoSol e Abril Pro Rock, mas vem para somar, dar mais oportunidade para que músicos e público interajam e cresçam juntos. E para as bandas que tocaram, mais que tocar para um enorme público que as viu apenas porque tocaram antes de alguém de fora, tocaram para um público que escolheu vê-las, que optou por perder outros shows (inclusive da mencionada gente de fora), tocaram para o seu verdadeiro público. E ainda dá pra dizer que conquistaram outros fãs, que jamais os tinham visto, mas que acabaram vendo um pouquinho do seu show enquanto passavam de um palco a outro.

Agradecimentos:

A produção do festival pela atenção e credenciamento, em especial Rafael Neutral (da BACKDROP FALLS) e toda a turma do ThunderBlue blog.
Gandhi Guimarães, pelas imagens que ilustram esta matéria.




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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