Neal Morse: metade prog, metade igrejinha, outra metade Portnoy
Resenha - Neal Morse Band (Carioca Club, São Paulo, 18/06/2017)
Por Diego Camara
Postado em 21 de junho de 2017
Teve de tudo no último domingo no Carioca Club. Progressivo dos bons, rock clássico, heavy metal, pregação ao melhor estilo culto evangélico e muita bateria – deixando os fãs do Portnoy loucos. Foram quase 3 horas de show da Neal Morse Band no palco do Carioca, no padrão progressivo de qualidade e duração, com direito ao último álbum do grupo, "The Similitude of a Dream", tocado em sua íntegra, além de outros sucessos do seu frontman. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.

O show começou praticamente no horário, para um Carioca Club com uma boa lotação. O público era um pouco menor do que aquele que viu o Transatlantic em 2014, com os mesmos Morse e Portnoy, mas nada que fosse além do normal. Havia muita gente na casa, e eles aplaudiram a introdução do show, além da entrada da banda – em especial do ídolo de muitos ali, Mike Portnoy. O espetáculo começou mesmo com "Overture", uma belíssima amostra de rock progressivo. O som estava perfeito, ao nível da banda e da equipe, e a performance dos músicos fechou a equação com perfeição. O público aplaudiu mais uma vez, com vontade.

Das músicas pesadas, o público também passou pela emoção da puxada acústica que Morse colocou em algumas de suas músicas, como a seguinte "The Dream". O show se misturou nestes três estilos, das músicas progressivas mais focadas nos teclados para as músicas pesadas onde Portnoy mostrou toda sua performance na bateria, para as acústicas comandadas pela voz e o violão de Morse.

É difícil destacar pontos altos em um show que foi, no seu todo, extremamente técnico e emocionante ao mesmo tempo. A primeira a saltar aos olhos foi "City of Destruction", com um belo acompanhamento do público nas palmas, cantando com vontade o refrão junto a Morse, e a força das guitarras de Eric Gillette. Outra excelente do primeiro set foi "Makes no Sense", extremamente progressiva, cheia de reviravoltas e com um teclado bastante marcante, que animou o público.

"The Ways of a Fool" foi outra extremamente marcante, com uma abertura ao som de piano, em um solo, a música se foca na melodia para trazer um clima completamente diferente do show. A música é seguida por "So Far Gone", que liga a banda ao rock clássico, com as guitarras extremamente potentes e uma atuação bastante cadenciada de Portnoy.

Após uma pausa de em torno de 15 minutos, a banda retornou ao palco com boa animação para concluir "The Similitude of a Dream". Abrem a segunda parte com "Slave to your Mind", que serviu muito bem para devolver ao público o ânimo apresentado no primeiro set. Ela foi seguida pela cantante "Shortcut to Salvation" e por "The Man in the Iron Cage", uma das melhores da noite, um grande espetáculo de rock, com uma pitada de blues, um baixo marcante e um solo emocionante de Gillette e Morse.

Outra bastante diferente foi "Freedom Song", tocada em um estilo country, puxada pelo violão de Morse e a falta da presença da bateria, com Portnoy apenas no acompanhamento com a pandeirola, na frente do palco ao lado de Morse. Fechando o segundo set veio "Broken Sky", em uma música bastante emocionante que rememora bastante o final de "The Whirlwind" do Transatlantic, em sua força nas letras, o ritmo brilhante que remonta ao estilo gospel que também Morse é grande seguidor.

Se já não bastante as mais de duas horas que o público obteve no show, ainda tinha espaço para mais coisa. A banda voltou para o bis com tudo, tocando duas músicas da carreira solo de Morse: "Momentum" e "Author of Confusion", com a participação do guitarrista gospel Adson Sodré, que tocou junto com Morse em gravações solo. Foi um show de virtuosidade dos músicos, Sodré arrasou nos solos junto com Gillette, além de contar com outro show de Portnoy nas baterias, em um curto, porém extremamente bem executado, solo.
Para ainda mais alegria do público, Morse ainda teve tempo de fechar o show com duas ótimas músicas do "The Grand Experiment": a rápida e bastante divertida "Agenda", e a mais longa e emocionante "The Call". Fez valer dos fãs os últimos momentos do show, levantando o público mais uma vez. A performance fantástica de Morse e companhia é marcante, e mostra que o progressivo da década de 90 continua mais vivo do que nunca, e ainda se aprimorando.

Vale tomar nota do excelente trabalho da Overload, que fez uma produção com o rigor que um show de progressivo merece. O som perfeito foi o trabalho da confluência do poder da banda, de sua equipe técnica e da produção, que levou um som perfeito para o Carioca Club.
Neal Morse Band é:
Neal Morse – Vocal, Teclados, Guitarra, Violão
Eric Gillette – Guitarra
Randy George – Baixo
Bill Hubauer – Teclado
Mike Portnoy – Bateria
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Setlist:
Set 1 (The Similitude of a Dream, Part 1)
1. Long Day
2. Overture
3. The Dream
4. City of Destruction
5. We Have Got to Go
6. Makes No Sense
7. Draw the Line
8. The Slough
9. Back to the City
10. The Ways of a Fool
11. So Far Gone
12. Breath of Angels
Set 2 (The Similitude of a Dream, Part 2)
13. Slave to Your Mind
14. Shortcut to Salvation
15. The Man in the Iron Cage
16. The Road Called Home
17. Sloth
18. Freedom Song
19. I'm Running
20. The Mask
21. Confrontation
22. The Battle
23. Broken Sky / Long Day (Reprise)
Bis:
24. Momentum (música de Neal Morse, com Adson Sodré)
25. Author of Confusion (música de Neal Morse, com Adson Sodré)
26. Agenda
27. The Call





















Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
Arch Enemy publica vídeo com demos de música alvo de polêmica com Kiko Loureiro
Guns N' Roses ensaia hit não tocado há 35 anos e fãs criam expectativa para shows no Brasil
O disco do Metallica que, para Cristina Scabbia, não deveria existir
David Ellefson diz que "Master of Puppets" foi o primeiro disco de metal progressivo
A opinião de Regis Tadeu sobre polêmica do Arch Enemy e Kiko Loureiro: "Virou paranoia"
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
Dogma anuncia três shows no Brasil durante turnê latino-americana de 2026
A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
O disco que define o heavy metal, segundo Lzzy Hale, vocalista do Halestorm
A música do Metallica que lembra King Crimson, segundo David Ellefson
Quando Slash percebeu que Axl Rose era o vocalista que faltava pra fechar a banda
Fama de chato de Udo Dirkschneider se justifica? Brasileiro que toca na banda esclarece
A incrível música do Pink Floyd que David Gilmour tinha muita dificuldade para cantar
A música mais regravada do mundo que foi feita por um rockstar num carro em Portugal


Guns N' Roses - Resenha do show em Porto Alegre
365 celebrou os 472 anos de São Paulo com show memorável no CCSP
Inocentes em Sorocaba - Autenticidade em estado bruto - Uma noite nada inocente para se lembrar
Katatonia em SP - experiência tenazmente preservada com brasa quente na memória e no coração
Obituary - uma noite dedicada ao Death Metal sem rodeios
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!

