Suicidal Tendencies: Uma apresentação caótica, insana e divertida

Resenha - Suicidal Tendencies (Tropical Butantã, São Paulo, 29/04/2017)

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Por Nelson de Souza Lima
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Finalmente assisti um show do Suicidal Tendencies. Os californianos fizeram uma apresentação irada no Tropical Butantã no último sábado depois de tocarem no Rio de Janeiro e em Recife. A banda do gente boa Mike Muir encerrou a passagem pelo Brasil na casa de espetáculos da zona oeste paulistana com um caminhão de hits. Vieram divulgar o novo disco "World Gone Mad" e trazendo nas baquetas o extraordinário Dave Lombardo. Completam o grupo os guitarristas Dean Pleasants e Jeff Pogan e o baixista Ra Diaz. Acompanhado da fotógrafa Letícia Nunes Lima (confiram os cliques) cheguei bem cedo ao Tropical, pois gosto de entrar no clima acompanhando a chegada dos fãs. O ST é uma banda que já passou dos 35 anos de estrada, contando apenas com Mike Muir da formação original, aglutinando vários públicos devido à mistura insana de Thrash Metal, Hardcore, Punk, Rap e Funk. Em outras palavras a galera era composta de headbanguers, fãs de Hip-hop e thrashers. Os visuais mais variados: bermudas, bonés, bandanas, camisas de flanela, garotas com cabelos descoloridos e coloridos, tatuados e fãs de idades variadas. Vi numa roda um tiozinho que agitava feito um garoto de quinze anos. É o poder da sonoridade do ST que atravessou décadas com discurso engajado nas letras de Muir e som insano de riffs matadores, baixo "eslapado" e bateria endiabrada.

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Antes de iniciar os trabalhos pausa pra dar uma olhada na lojinha que trazia artigos do Dead Fish, banda de abertura, e cds do ST. Uma porção de batatas fritas, refrigerante, água e vamos pros shows. Exatamente às 19h29 o Dead Fish iniciou sua apresentação. Os capixabas liderados pelo vocalista Rodrigo tratou de esquentar o público que ainda era tímido. Ladeado por Ric (guitarra), Ayland (baixo) e Marcão (bateria) mandaram bem vários hits da carreira que já passou dos 20 anos. O Hardcore da banda é contundente e serviu de aquecimento pro Suicidal. Mandaram uma "bela homenagem" à Rede Globo. SQN. Os fãs curtiram numa roda animada, incluindo uma garota que numa prancha de windsurf, foi alçada nos braços do público e "surfou" de boa. Uma prancha de windsurf no show? Essa nunca tinha visto.

Depois de 45 minutos o Dead Fish encerrou sua boa apresentação. Agora era esperar pelo Suicidal. O público foi ficando melhor e eu diria que no final foi muito bom. Terminado o show dos capixabas entram roadies e técnicos pra mudar o palco. Trocaram as bateras e o instrumento de Dave Lombardo é de respeito, afinal o ex-integrante do Slayer é referência no Trhash e som pesado. Os músicos entraram pra afinar instrumentos e equalizar seus pedais. Pleasants e Diaz acenavam pra galera que retribuía empolgada.

Lombardo também foi bastante ovacionado. O cara é simpático pra caramba. Ajustes feitos a banda entrou às 21h04 e os primeiros acordes de "You Can't Bring me Down" serviram de start pra uma roda gigante e gritos de ST, ST, ST. Olhei pro lado e o tiozinho mencionado lá em cima já estava no pique. Mike Muir é um figuraça agita de um lado pro outro, não para e interage com a galera todo o show. "You Can't Bring me Down" é um dos maiores clássicos da banda mostrando que o show ia ser matador. E foi. Uma sequência avassaladora com "I Shot Reagan" e "Clap Like Ozzy" que tá no novo disco "World Gone Mad". A música é uma homenagem/tiração de sarro pro Mad Man e seu jeito peculiar de bater palmas. Porrada na cachola.

Mike Muir sabe como conduzir o público. Agradeceu os fãs e sempre mandando um discurso consciente pedia pra todos erguerem os punhos. Detonaram "Freedumb", "Trip At The Brain" e "Get Your Fight On!", do novo álbum.

Muir falava pro público aplaudir Dave Lombardo que respondia com batidas e viradas insanas de batera. Monstro. "War Inside My Head", outro clássico do grupo agitou ainda mais a roda que ficava mais insana a cada música. Rápida, precisa, insana, refrão grudento. Sonzeira. Em seguida mais uma saraivada: "Subliminal", "Send Me Your Money" e "Possessed to Skate". O baixista Ra Diaz, como bom latino, falou em portunhol com os fãs, perguntando quantas músicas mais queriam. A galera queria várias.

Então veio um dos momentos mais insanos do show. Muir convidou as garotas pra subirem ao palco. Não foram duas ou três, mas umas quarenta invadiram o palco. Todas devidamente acomodadas os caras mandaram "I Saw Your Mommy", puta música divertida. Caos no palco e na plateia. Garotas pulando, agitando os cabelos, correndo no palco, uma no ombro da outra. Loucura. Cantavam o refrão com a banda. Diversão pura. Até um cara tentou subir no palco e se juntar à mulherada. Mas foi contido só com o olhar ameaçador de Dean Pleasants. Vacilão. Quando as meninas desceram, cumprimentando a banda, uma delas tratou de pedir uma baqueta pra Dave Lombardo, que a presentou. Que sorte dela.

Outra leva de sonzeiras: "Cyco Vision", "How will I Laugh Tomorrow" e "Pledge Your Allegiance" que encerrou o show. Os caras deixaram o palco e voltaram pouco depois pra tocar a nova "Living For Life". Depois aquela tradicional saudação aos fãs. Palhetas jogadas e Mike Muir que foi pra galera, cumprimentando a galera e tirando selfies. Um dos melhores shows que vi. Valeu Suicidal. Vocês sempre me deixam pra cima.

Set List
You Can't Bring Me Down
I Shot Reagan
Clap Like Ozzy
Freedumb
Trip at the Brain
Get Your Fight On!
War Inside My Head
Subliminal
Send Me Your Money
Possessed to Skate
I Saw Your Mommy
Cyco Vision
How Will I Laugh Tomorrow
Pledge Your Allegiance
Living For Life

Fotos: Letícia Nunes Lima

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Sobre Nelson de Souza Lima

Jornalista, repórter, resenhista, colunista musical. Assim é Nelson de Souza Lima. Mas acima de tudo um amante do rock, classic, hard e metal. Entre minhas entrevistas estão as feitas com Angra, André Mattos, Royal Hunt, Blind Guardian, entre muitas outras. Além disso sou baixista da banda de Classic Rock e metal The Green Pigs.

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