Zeppelin? Who? Sabbath? Keith Richards preferia um nome menos lembrado e que era puro talento
Por Bruce William
Postado em 18 de abril de 2025
Keith Richards nunca foi de medir palavras. Quando gosta de alguém, costuma deixar claro. Mas quando não gosta, aí é que ele fala mesmo. Em uma de suas entrevistas mais francas, o guitarrista dos Rolling Stones revelou que nunca teve grande apreço por nomes como Led Zeppelin, The Who e Black Sabbath - bandas consideradas por muitos como pilares do rock britânico dos anos 70.
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"Não vou dizer que gosto de Led Zeppelin, The Who, Black Sabbath, eu estaria mentindo, não são meus favoritos", disse à Living Legends. "Todos são bons, eu conheço eles, todos são bons músicos e tudo mais, mas como banda, não."
Keith explicou que sempre buscou uma motivação mais profunda nos artistas que admirava, algo que fosse além da pose e da técnica. Ele citou Chuck Berry como exemplo de alguém com uma identidade bem definida, e até mesmo o AC/DC entrou na lista dos que respeita. Mas quando a coisa começava a ficar "complicada demais", perdia o interesse. "Tinha algo nos Yes, nos Journeys e em todos esses que simplesmente me deixava frio", contou à Rolling Stone, conforme resgate da Far Out.
Entre as poucas exceções, um nome se destaca: Steve Marriott. "Sempre admirei o Steve Marriott, ele representava, pra mim, o melhor do rock britânico. Você sabe, o Small Faces, depois ele teve o Humble Pie." Segundo Keith, Marriott era um músico com alma, que tocava por uma razão verdadeira.
A admiração era recíproca. Em 1983, Marriott afirmou: "Ele me ama. Sempre esteve do meu lado. Ele me tirou do buraco. As únicas pessoas com quem ainda falo são Keith Richards e gente assim, porque são os únicos com quem quero falar."
Richards teria inclusive tentado trazer Marriott para os Rolling Stones em 1974, antes da entrada de Ronnie Wood. Mas o plano não deu certo. Pam Marriott, viúva do cantor, explicou o motivo no livro "All Too Beautiful": "Steve me disse: 'Eu estava indo bem, ficando lá no fundo. Mas aí o Keith mandava um riff e eu simplesmente não conseguia ficar calado'. Keith queria ele na banda, mas uma vez que Steve abria a boca, não tinha como o Mick deixar. Ele sabia que o Steve nunca ficaria em segundo plano."
Marriott morreu em 1991, aos 44 anos, em um incêndio causado por um cigarro aceso na cama, enquanto dormia embriagado. Apesar da morte precoce, segue lembrado como um dos grandes talentos da cena britânica - pelo menos para quem, como Keith Richards, sabe valorizar mais do que apenas a fama.
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