Praça do Rock: O pré-carnaval do metal em Fortaleza

Resenha - Praça do Rock (Centro Dragão do Mar, Fortaleza, 17/02/2017)

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

No Ceará também tem rock no Carnaval. Com uma cena presente e atuante, com um grande número de bandas e exímios músicos, ora buscando pela criatividade e inovação, ora tentando resgatar (ou mesmo copiar, verdade seja dita) cenas importantes como a da Bay Area, ora até fazendo as duas coisas, eventos com Rock e Heavy Metal não poderiam faltar. Ano passado já falamos do Carnaval de Fortaleza com SELVAGENS A PROCURA DE LEI e CIDADÃO INSTIGADO. Esse ano, no Pré-Carnaval, a conversa foi um tanto mais pesada.

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A Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um dos baluartes da cultura do estado e também uma das áreas mais nobres para shows recebeu o evento Praça do Rock. O evento é um programa mensal do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em parceria com a Associação Cultural Cearense do Rock (ACR), pensado para valorizar as diferentes matrizes do gênero em Fortaleza e, neste mês de fevereiro, também recebeu a alcunha de Pré-Carnaval do Metal, com as bandas DEVIL's DRINK, JACK THE JOKER, OBSKURE e COLDNESS.

Devil's Drink

A primeira banda a se apresentar foi a DEVIL'S DRINK, que agitou muito o público presente (ainda bem pequeno, é verdade) com a qualidade seu groove metal. Os vocais de Iuri Corvalan impressionam. Muito provavelmente devido a forte chuva que caiu sobre a capital cearense durante toda a manhã, o público ainda era bastante acanhado, mas quem ia chegando já se impressionava com o poder do som da banda cearense, que está trabalhando em seu segundo álbum: "The Vulture Protocol".

Foto por Victor Rasga
Foto por Victor Rasga

JACK THE JOKER

O quinteto de metal progressivo JACK THE JOKER lançara o "Mors Volta" no finalzinho de 2016. O trabalho impressiona pela técnica e versatilidade, mas o show também teve canções do primeiro álbum, "In The Rabbit Hole". O single "Brutal Behavior" é definitivamente uma das melhores canções que já apareceram pelos lados de cá. A apresentação teve muitos solos de guitarra, um baixo que você precisa ouvir, Vicente Ferreira, um dos melhores bateristas do Estado detonando e Rafael Joer, mudando com muita facilidade do agudo nada comportado pro gutural brutal. O setlist até curto, mas os caras tem música de 20 minutos (não, não tocaram "Venus and Mars", mas um dia ainda vou ouvir esses caras tocando isso).

Foto por Luiz Alves
Foto por Luiz Alves

OBSKURE

O Pico de público na Praça Verde aconteceu quando o sexteto OBSKURE estava no palco. A banda, formada pelos irmãos Amaudson e Jolson Ximenes (guitarra e baixo, respectivamente), mais Daniel Boyadjian (guitarra solo), Fábio Barros nos teclados, Germano Monteiro nos vocais e Mardônio Malheiros (bateria) provocou as rodas mais violentas. No setlist, canções principalmente do último álbum, o ótimo "Dense Shades of Mankind", mas sem deixar de lado o debut, "Overcasting", representado por "Aton's Servant", nem um futuro lançamento, representado pela canção "Sacrifice of The Wicked" (carinhosamente apelidada de Edward, em referência ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, um merecido tributo de ódio ao sujeito). Germano ressaltou que em toda a sua vida jamais tinha visto um "carnaval' tão bom quanto aquele.

Fotos: Luiz Alves

COLDNESS

A COLDNESS, que está prestes a estrear no marcado internacional foi a responsável por fechar o evento. Lenine Matos, vocalista, demonstrou estar cada vez mais à vontade. "Pela primeira vez na minha vida vale a pena ir pra um Carnaval", também declarou. Durante a apresentação, também apresentaram o novo baterista Cláudio Lima. Com a banda melhor a cada dia (e é possível repetir isso), ainda foi possível identificar algumas notas a mais de Gabriel Andrade em "Tormented", enquanto Yago e George também contribuíam para um clima de quase jam. Lenine fechou o evento cantando numa estrutura montada em frente ao palco, como se fosse seu parquinho particular. O palco é pra eles um parque.

Conclusão

Além dos trabalhos das quatro bandas, que nada ficam a dever em relação a bandas gringas, há de se ressaltar a qualidade do som, da iluminação, da produção em si. O Dragão do Mar, a ACR, e todos os que trabalharam no evento estão de parabéns. Há porém que se alertar que a ausência de bares com bebidas (um refrigerante para quem estava de carro e uma cervejinha para os outros), barraquinhas com comidas (muitos dos que compareceram foram direto do trabalho para a Praça) e até mesmo água são injustificáveis. É algo a ser resolvido em eventos posteriores.

Apesar do público menor que em outros eventos que ali já aconteceram (em parte devido ao ineditismo da iniciativa no local, em parte devido à concorrência dos eventos carnavalescos já tradicionais e já consolidados e em parte devido a chuva que castigou a cidade durante quase todo o dia), o evento, sua produção, a qualidade das composições ali apresentadas, abre o caminho para um maior e melhor Pré-Carnaval Roqueiro em 2018. A cena cultural ligada ao rock e ao heavy metal na cidade teima em aparecer e merece ser agradada com um evento como aquele.

Fotos: Luis Alves

Matéria publicada originalmente no Detector de Metal.

http://detectordemetalce.com.br/pre-carnaval-com-muito-metal...

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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