Titãs: O primeiro show da banda sem Paulo Miklos
Resenha - Titãs (Rock Rio Pardo, Santa Cruz do Rio Pardo, 30/07/2016)
Por Flávio Mantovani
Postado em 04 de agosto de 2016
Os Titãs subiram ao palco do Rock Rio Pardo, festival realizado no último final de semana de julho em Santa Cruz do Rio Pardo (a 347 km de São Paulo), dispostos a dar início a uma nova etapa em sua trajetória.
Depois de amargar a morte de um integrante e a saída de outros quatro – a mais recente a do vocalista Paulo Miklos, o grupo paulistano teve a difícil missão de provar ao público e (a si mesmo) que ainda fazia algum sentido seguir em frente com apenas três dos oito integrantes originais.
Não por acaso, a plateia foi lembrada da nova fase durante toda a apresentação. "Uma nova era se inicia e vocês são testemunhas", anunciou o guitarrista Tony Belotto antes de assumir os vocais de "Pra Dizer Adeus". Em seguida, foi a vez de Branco Mello dizer ao público que o momento era "histórico". Para que não restasse margem para dúvidas, Sérgio Britto proclamou que os Titãs eram "uma banda feita de desafios". (Ainda assim, este repórter flagrou uma moça perguntando ao namorado quando o "vocalista" iria entrar, referência inequívoca a Miklos, dono da voz mais característica e uma das caras mais conhecidas do grupo).
Apesar dos discursos e da disposição que Belotto, Mello e Britto apresentam no palco, as fraquezas são visíveis, embora Beto Lee (guitarra) e Mário Fabre (baterista) exerçam suas funções de coadjuvante com competência.
Os vocais coesos fazem falta, por exemplo, em canções como "A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana" e "Aa Uu". Em "Televisão", com Sérgio no baixo, coube a Lee assumir sozinho os vocais. Com isso, saem de cena a precisão e a potência produzidas pelas inúmeras vozes, marca tanto em apresentações quanto em discos.
Outra curiosidade está na redistribuição das músicas antes cantadas por Paulo Miklos. Branco Mello agora é o responsável por "Bichos Escrotos" e "Sonífera Ilha", dois sucessos da banda na inconfundível voz do ex-integrante, que ele assume com certa propriedade apesar do agravante de tocar baixo em ambas, o que o levou a optar por uma linha mais simples que as versões originais.
Já Sergio Britto, apoiado em seu timbre visceral, vai bem na releitura de "Diversão" e "Comida" – esta última originalmente gravada por Arnaldo Antunes nos anos 80, embora tenha utilizado uma "cola" para acompanhar a letra de "Vossa Excelência", última música da apresentação.
Apesar do reforço, os Titãs têm uma dura batalha pela frente. Não fosse pela qualidade de Nheengatu, disco lançado em 2014 que teve uma boa recepção de crítica depois de uma série de trabalhos pouco expressivos, qualquer continuidade soaria oportunista.
Resta aguardar os próximos discos para constatar se os Titãs ainda são uma banda de Rock ou uma reunião de três cinquentões dispostos a viver do passado.
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