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Enthroned: Celebração sombria em Fortaleza

Resenha - Enthroned (Beach Club, Fortaleza, 29/08/2014)

Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Postado em 04 de setembro de 2014

Honrando o seu próprio nome, a Underground Productions, de Fortaleza, trouxe ao Brasil mais um grande nome do Underground ao Brasil. Depois de passar por Belo Horizonte e antes de sua visita a São Paulo, o quinteto belga ENTHRONED reuniu cerca de duas centenas de pessoas no Beach Club, em Fortaleza, CE, na icônica Praia de Iracema, para uma celebração sombria ao lado de três proeminentes nomes do cenário nordestino.

FÉRETRO AVERNAL

A primeira banda no palco foi a FÉRETRO AVERNAL, com um som cadenciado e letras em português. O grande destaque ia para o baixo do vocalista A.G., bastante audível mesmo em meio à parede sonora criada pelas duas guitarras. Faixas como "A Escuridão Que Nos Envolve" mantiveram os olhos do público fixados atentamente no palco. Ou quase. Até que algumas pessoas descobrissem os membros do ENTHRONED, sem corpse paint, também curtindo a show em meio a todos, como qualquer um ali. Os belgas atenderam a alguns pedidos de fotos, mas logo eles e o resto dos presentes voltaram a atenção completamente para "Licantropia". O show terminou de forma magistral com um longo hino obscuro.

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MALEFICARUM

Saem os lobos da FÉRETRO com sua Lua Cheia e a noite ficou ainda mais escura quando os donos da casa, MALEFICARUM, assumiram seu lugar no palco para dar uma pouco mais de velocidade, embora praticantes do Black Metal. Fabrício Moreira, responsável pela Underground Produções e pela turnê brasileira do ENTHRONED, aparece na persona de Lord Maleficarum, enquanto Lucifugi imprime um ritmo incomum na bateria. Lançando oficialmente seu segundo álbum, Trans Mysterium (que na versão em vinil é um luxuoso artefato que da pena de tirar do plástico), o quinteto apresentou blasfêmias cantadas em português novas e de seu trabalho anterior, como "Anubis (Guardião das Tumbas da Morte)" e "Espíritos da Floresta". Como em todo show da banda, sempre apareceu alguém pedindo "Lascívia". O show curto mas com tanta energia que quase os corpse paints lhes saiu do rosto.

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PANTÁCULO MÍSTICO

A próxima, pregando sabedoria, engrandecimento e liberdade foi a PANTÁCULO MÍSTICO. Com o EP "Velado por Entidades" (resenha abaixo) marcando seu retorno aos palcos o sexteto mostrou porque tem viajado por todo o Nordeste e já tem datas marcadas em São Paulo e Minas.

Resenha - Velado Por Entidades - Pantáculo Místico

O público viajava em cada nota que saia dos instrumentos da banda de pagan doom metal, até mesmo na nova "Vagando Por Caminhos Desconhecidos". Assistir a um show da Pantaculo não é tarefa fácil. A vontade de fechar os olhos e viajar na combinação da delicadeza dos teclados de Tork Highill com o vigor dos ultra guturais de Lídio Barros, do baixo de Cícero Rui, dos riffs das duas guitarras e da precisão exímia de Moisés Sousa. Mas, é um show, né? É preciso ficar de olhos abertos. Devido ao adiantado da hora, "Luz do Profundo Abismo" e a ótima "Viagem Astral" tiveram que ficar de fora.

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ENTHRONED

O momento mais esperado da noite aconteceu às 2h da manhã, quando o quinteto belga subiu ao palco do Beach Club. Sem muita conversa, apenas um "Alô, Brasil" ou gritos de "Fortalêêêza" aqui e ali, os belgas dispararam dois sons pedrada do novo álbum "Sovereigns". Nada de baladinhas do GHOST aqui. Ato contínuo, veio "Through The Cortex", com seu solo marcante, para, em seguida, levantar todos os braços do público para o clássico "Ha Shaitan" e a faixa que dá nome ao seu penúltimo disco "Obsidium". Ao contrário da última turnê, quando deu a tônica das apresentações, desta vez, este disco contribuiu apenas com duas faixas para o setlist, a que lhe dá nome e "Horns Aflame".

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Aos gritos do público de "Entronêd", "Entronêd", "Entronêd", Nonargest lembrou da primeira vez que esteve em Fortaleza, há dez anos e declarou que era bom estar de volta. Como front man, Nornagest passa sua mensagem não só na voz, mas também na expressão dos olhos, ora maníaco, ora autoritário, ora furioso.

O desfile de hinos macabros continua com "Behemiron", "Tellvm Scorpionis" (com mais um belo solo do quase mascarado guitarrista Neraath) e "The Edge of Agony". Nornagest pergunta: "Vocês estão cansados? Talvez a gente toque uma balada". Mas ele próprio já dava sinais de cansaço sob o corpse paint e no calor da capital cearense. Ele pára, dá uma respirada profunda, antes de anunciar a próxima bomba destruidora "Rion Riorrim". Mais uma de "Sovereigns", "Of Feathers and Flames" é anunciada como a última da noite. E até aqui, o show dos belgas seguiu à risca (fora poucas alterações na ordem) o que eles tem apresentado na turnê. Mas o quinteto volta para o delírio dos fãs com "Evil Church" e "The Ultimate Horde Fights", a que dá o fim à celebração ao oculto.

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Agradecimentos:

Fabrício Moreira, pelo credenciamento, e Joélio Souza, pelas fotos que ilustram esta matéria.

SETLIST ENTHRONED

Of Shrines and Sovereigns
Baal al-Maut
Through the Cortex
Ha Shaitan
Obsidium
Horns Aflame
Behemiron
Tellvm Scorpionis
The Edge of Agony
Rion Riorrim
Of Feathers and Flames
Evil Church
The Ultimate Horde Fights

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).
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