Monsters Of Rock: O que realmente rolou no sábado

Resenha - Monsters Of Rock (Arena Anhembi, SP, 19/10/2013)

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Por Luiz Urbano Jr.
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Uma primeira noite destinada a um público bem peculiar, praticamente aos adolescentes do final da década de 90 e inicio dos anos 2000, a primeira noite do Monsters of Rock teve casa cheia e público bastante participativo.

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Um dos pontos negativos do festival é a ausência de bandas nacionais, em um dia que só tivemos o Project 46 abrindo o dia. O público ainda chegava embaixo de um sol forte para ver a banda paulista. Os franceses do Gojira também tiveram o mesmo problema que o Project, o horário e o sol quente.

Quando o Hatebreed subiu ao palco, com o sol ainda forte, mas já indo embora, o público que já comparecia em maior número se empolgou de verdade. Com um som direto ao ponto, o Hatebreed fez o público pular quando chamou ao palco Andreas Kisser (Sepultura) para tocar Refuse/Resist, clássico do metal nacional. Outro detalhe deste show foi a presença de Mike D'Antonio, baixista do Killswitch Engage que substituiu o baixista Chris Beattie que se acidentou pouco antes da turnê.

O Killswitch Engage soube aproveitar bem o clima deixado pelo Hatebreed e continuou colocando a galera pra pular. O vocalista Jesse Leach em seu retorno a banda não deixou o clima cair e manteve a galera animada com o show.

Já era noite quando o Limp Bizkit pisou no palco, a banda de Fred Durst fez um show bem manjado pra quem já a acompanha e acabou deixando de fora as músicas dos últimos álbuns e decidiu só emplacar os hits da carreira. Wes Borland, guitarrista, é uma atração extra com seu visual cada vez mais surpreendente. Afim de agitar ainda mais o público o guitarrista soltava riffs de Sanitarium, Holy Wars, Sweet Child o' Mine até a hora que pôs o público pra pular com Smells Like Teen Spirit. Outras covers que o Limp Bizkit mandou muito bem foi Killing in the Name do RATM e Faith do George Michael. A banda poupou do repertório músicas como mais lentas como Behind Blue Eyes, sem deixar a adrenalina abaixar.

Uma das bandas mais esperadas da noite,o Korn subiu ao palco com o público já aquecido e por conta disso emendaram uma trinca de Blind, Twist e Falling Away From Me. A banda que está em turnê de divulgação do novo álbum "The Paradigm Shift" e apostou em algumas canções novas como parte da divulgação. O Korn também conhecidos por suas grandes versões de clássicos, trouxe ao palco Andreas Kisser (novamente) e Derrick Green para uma versão de Roots Bloody Roots, que considerados por muitos o melhor momento da noite. Por conta da divulgação do novo álbum e pelo curto tempo destinado a banda, alguns hits como ADIDAS, Thoughtless, Right Now e Alone I Break. Mais uma vez, um show só com porradas, sem descanso.

O Slipknot quando subiu ao palco já encontrou um público extasiado e a procura de mais. Com todas as canções já conhecidas do público geral. Corey Taylor e sua trupe levou a Arena Anhembi abaixo com a sua abertura Disasterpiece e Liberate. O Slipknot soube aproveitar bem o tempo, maior do que o do Rock in Rio 2011, e pode mesclar músicas dos quatro álbuns de estúdio da banda. A banda prestou a sua tradicional homenagem ao ex-baixista Paul Grey, durante a música Duality. Poucos hits ficaram de fora da apresentação, Vermillion e My Plague ficaram de fora.

Pontos fortes: Organização com os horários, nenhum atraso considerável, o maior foi de 10 minutos.

Pontos fracos: Caixas de som estouradas e o som baixo prejudicaram algumas performances, principalmente do Slipknot que conta com dois percussionistas e um grande baterista.

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Sobre Luiz Urbano Jr.

Fanático pelo Led Zeppelin, mesmo tendo nascido muitos anos depois do fim da maior banda que já existiu. Fã de Nirvana, Soundgarden, Alice In Chains, Pearl Jam, Silverchair, Evanescence, Slipknot, Sepultura, Matanza, Raimundos, SOAD e Doors.

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